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No dia 11/08, terça-feira, a partir das 13h30, ocorrerá a Recepção de Pós-Graduação, um evento de boas-vindas à ingressantes de pós-graduação do IME-USP. 

 

Por causa da pandemia a recepção dessa vez será na sala virtual no Meet (aplicativo para reuniões on-line que podem ser acompanhadas tanto pelo computador quanto por dispositivos móveis): http://meet.google.com/wvz-kwsa-kwx. Destacamos que as aulas presenciais serão restabelecidas, muito provavelmente, apenas em 2021.

 

Se você está ingressando em algum programa da pós, independentemente de ter se graduado no IME ou não, essa será uma boa oportunidade de ficar por dentro das regras e deveres que você precisará cumprir nessa nova etapa e integrar-se ao curso e à sua nova comunidade. Você poderá conhecer seus colegas de curso e de Instituto, ingressantes e veteranos(as), o corpo docente e funcionários com que mais irá interagir, e os serviços e atividades que poderá desfrutar. São informações que vão ajudar muito a sua vida, neste e nos próximos semestres. Sabemos que esse semestre será um semestre único e complicado, tentaremos ao máximo recebê-los e explicar como o IME funciona nessa situação confusa e particular.

 

Durante a recepção, são apresentadas as principais regras gerais da pós e do seu programa, além de informações importantes sobre o IME e a USP. Haverá também apresentações dos coletivos, grupos de extensão, dos pontos de contato administrativo e da biblioteca, além de uma roda de conversa para esclarecer dúvidas. O material com essas informações será distribuído no evento, para que você possa rever quando quiser ou precisar.

 

Achamos importante, sobretudo neste momento, acolher e integrar quem ingressa na pós, pois conhecendo melhor nossos futuros colegas, pode ser que não nos sintamos tão sós. Juntos poderemos formar uma grande rede de apoio e nos ajudarmos. Desde muito tempo, semestralmente fazemos essa recepção, neste semestre ela será reduzida para evitarmos que alguém fique exausto(a). Caso no próximo semestre seja possível fazermos uma recepção no formato presencial, você já é nosso convidado(a)!

 

Este é um evento elaborado semestralmente com muito esmero pela Comissão de Recepção da Pós-Graduação (RPG), que é composta por estudantes da pós de diversos programas do IME e conta com o apoio das Comissões de Pós-Graduação (CPG) e da direção do Instituto. Sem dúvida, ficaremos felizes com sua presença.

 

Se quiser saber mais, acesse nosso site: https://www.ime.usp.br/~rpg/

Ou nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/groups/117482945522023/

Ou o evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/379772726335093/

Ou ainda nosso instagram: https://www.instagram.com/comissaorpg/

Qualquer dúvida, entre em contato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Desejamos uma saúde, tanto física quanto mental e emocional, para você e toda sua família e que vocês consigam achar uma forma de lidar com todas as dificuldades que estamos passando.

Mais uma vez parabéns por entrar na Pós-graduação e bem vindos/bem vindas a nossa comunidade!

 

Cordialmente, Comissão RPG

Com a pandemia, 95% dos participantes relataram ficar mais tempo em casa, mas a maioria reduziu a prática de exercícios físicos

 
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Pesquisadores esperam que os resultados do estudo cheguem aos tomadores de decisão – Montagem sobre foto: Marcos Santos/Jornal da USP

 

Uma pesquisa inédita, realizada com 1.700 brasileiros, mostrou quais são os impactos da covid-19 em pessoas com diabetes. Os resultados foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice no dia 3 de julho.

Conduzido por um grupo de instituições nacionais e internacionais, incluindo a USP, o estudo revelou que os portadores da doença alteraram seus hábitos durante a quarentena, o que causou uma piora nos níveis glicêmicos. Se infectadas, essas pessoas podem desenvolver formas mais graves de covid-19.

Outro dado preocupante é que parte dos pacientes relatou dificuldades em receber os insumos necessários para controlar o metabolismo. Do total de 64% dos pacientes que obtêm os produtos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 21% deles receberam os medicamentos para 90 dias, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

O questionário, composto por 20 questões de múltipla escolha, foi enviado por meio das redes sociais de associações e grupos de diabetes. De todos os participantes, 75% eram mulheres, 78% tinham entre 18 e 50 anos e 65% moravam na região Sudeste. A maioria (60%) era portadora de diabetes tipo 1 e 31% do tipo 2. Além disso, 39% tinham acesso ao serviço privado de saúde e 33% deles utilizavam tanto o sistema público quanto o privado.

Os dados foram coletados entre 22 de abril e 4 de maio de 2020.

 

Ferramenta matemática

Com todas as respostas em mãos, coube a Viviana Giampaoli, professora do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, construir um mapa de relações para estabelecer as associações entre idade, ocorrência dos sintomas da covid-19, tipos de diabetes e a evolução de algumas comorbidades, por exemplo. “Vimos que as pessoas com diabetes do tipo 2 controlam menos a glicemia e apresentaram maior frequência de outras doenças e complicadores, como problemas de saúde mental”, explica Viviana. “Vários pacientes com diabetes tipo 1 apresentaram sintomas de covid-19 e não foram testados, mesmo convivendo com familiares infectados.”

Nos cuidados de rotina, é importante manter uma alimentação saudável e a prática de exercícios, já que essas atividades ajudam a manter a glicemia em níveis seguros. A maioria dos respondentes (95%) passou a ficar mais tempo em casa e diminuiu a atividade física. “Quase 60% das pessoas reportaram redução nos exercícios”, relata Mark Thomaz Ugliara Barone, vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes e primeiro autor do estudo. Dos 1.701 entrevistados, 38,4% adiaram suas consultas médicas e a realização de exames. Quase 49% deles aumentaram o tempo em frente à TV e 53% acessaram mais a internet.

Dos 91% que monitoram a glicemia, a maioria (59%) percebeu alterações como aumento (20%), diminuição (8,2%) ou maior variabilidade (31%) nos níveis de glicose. . “Obviamente que esses fatores vão ter um impacto importante sobre os autocuidados, por isso a população precisa ter um acesso otimizado ao serviço de saúde”, relata Barone. “No questionário, havia um campo de observação onde os pacientes escreveram relatos desesperados sobre a dificuldade de entrar em contato com os médicos pessoais”, enfatiza.

Desde o início da pandemia, os serviços de saúde de rotina foram reorganizados ou descontinuados. Outros profissionais foram redirecionados para trabalhar na linha do combate à covid-19. “Com isso, a população precisa ser informada de como proceder e que alternativas possuem caso apresentem sintomas causados pelo novo coronavírus”, afirma Barone.

 

Mais estudos

Uma pesquisa virtual, realizada pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas) – organismo internacional que atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas -, confirmou que a interrupção dos serviços de rotina é uma ameaça à saúde das pessoas portadoras das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. O estudo foi feito no mês de maio com 158 países.

A situação é preocupante porque pessoas com DCNTs têm mais riscos de ficarem doentes se forem infectadas pelo novo coronavírus. Antes da pandemia, 81% de todas as mortes nas Américas ocorriam em razão dessas doenças. Estima-se que 62 milhões de pessoas vivam com diabetes na América Latina e no Caribe. Já o Brasil tem 17 milhões com a doença.

Os coordenadores do trabalho esperam que os resultados cheguem, principalmente, aos tomadores de decisão, e que eles entendam que algo precisa ser feito. “Temos que garantir que essas pessoas recebam os medicamentos para 90 dias de tratamento”, diz Viviana.

Barone se diz preocupado porque os diabéticos não estão recebendo o acompanhamento necessário. “O cenário mudou. Se antes eles se mantinham saudáveis, agora eles precisam se adaptar e receber orientações”, explica. “Não basta só ficar em casa!”

 

 

 

 

Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.

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O que sua voz pode dizer sobre sua saúde? Médicos experientes são capazes de detectar inúmeros sinais de que um paciente não está bem estabelecendo uma simples conversa, especialmente quando uma síndrome respiratória, tal como a provocada pelo coronavírus, dificulta a comunicação pela fala. E se conseguíssemos ensinar essa habilidade aos computadores? Será que uma solução assim seria capaz de ajudar a reduzir a intensa demanda por profissionais de saúde em um cenário de pandemia como o que estamos enfrentando?

São perguntas como essas que desafiam um grupo de pesquisadores da USP composto por especialistas de diversas áreas do conhecimento como cientistas de computação, médicos e linguistas. À primeira vista, a ideia pode parecer bastante simples, mas há muitas barreiras a serem enfrentadas na criação de uma ferramenta capaz de reconhecer automaticamente variações na voz de quem fala português, objetivo principal do projeto Sistema de Detecção Precoce de Insuficiência Respiratória por meio de Análise de Áudio (SPIRA).

 

 

tela JN Reportagem sobre o projeto foi veiculada pelo Jornal Nacional. Assista: https://globoplay.globo.com/v/8625208/programa 

 

Coral de vozes – Para desenvolver a solução, inicialmente, os pesquisadores precisam ensinar o computador a identificar quais características têm a voz de uma pessoa saudável em contraposição ao que caracteriza a voz de alguém afetado por uma síndrome respiratória. Tal como acontece na trajetória dos médicos, que aprendem a identificar essas características a partir de suas experiências ao longo de inúmeros atendimentos a diversos pacientes, o computador também precisa de uma grande quantidade de dados para se tornar capaz de classificar adequadamente os pacientes.

Nesse caso, os dados são compostos por um verdadeiro coral de vozes e até você pode contribuir com a pesquisa doando sua voz. Para isso, basta acessar este site: https://spira.ime.usp.br/coleta. Mais de sete mil pessoas já acessaram a plataforma, gravaram três frases e contribuíram com a pesquisa. A dificuldade está em coletar as vozes dos pacientes diagnosticados com covid-19, explica o professor Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, coordenador do projeto: “Para fazer a coleta das vozes dos pacientes, precisamos de profissionais da área de saúde capacitados, treinados e que tenham autorização para transitar pela enfermaria de um hospital que trata de pacientes infectados pelo novo coronavírus. E sabemos que, desde o princípio da pandemia, esses profissionais estão absolutamente sobrecarregados”.

Até o momento, os pesquisadores conseguiram coletar vozes de aproximadamente 200 pacientes diagnosticados com covid-19, que estão internados em dois hospitais parceiros do projeto, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Universitária da USP, ambos localizados na cidade de São Paulo. Para facilitar a captação do áudio dos pacientes, o doutorando Murilo Gazzola, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveu uma ferramenta para o aplicativo de mensagens WhatsApp. Assim, o profissional de saúde pega o celular, clica no número correspondente à ferramenta, apresenta as frases ao paciente e grava a voz de cada um por meio do próprio WhatsApp. Na sequência, os áudios são enviados a uma base de dados que, automaticamente, realiza uma primeira triagem e organiza o que foi coletado.

Excesso de sons – “Quando analisamos a voz dos pacientes internados, descobrimos que havia desafios adicionais a serem enfrentados”, revela a professora Sandra Aluísio, que é orientadora de Murilo e coordena os esforços da equipe do ICMC no projeto SPIRA. “No cenário da coleta, muitos pacientes são idosos e, normalmente, estão sem os óculos. Eles não conseguem ler as frases propostas pelo estudo, que são apresentadas no celular. Então, o profissional de saúde precisa ajudá-los, soletrando as frases, o que faz com que essa outra voz também apareça nas gravações”, acrescenta a pesquisadora.

Sandra explica que, se a voz do profissional de saúde for mantida nas gravações, no momento em que os dados forem utilizados para ensinar o computador, serão produzidos resultados equivocados. Por exemplo, o computador passaria a interpretar que um fator determinante para a doença é a existência de duas vozes distintas em um mesmo áudio, pois a maioria dos áudios de pessoas infectadas terá mais de uma voz presente. Se isso acontecesse, o sistema não teria aprendido a analisar adequadamente as características que, de fato, diferenciam a voz de uma pessoa saudável do som emitido por alguém acometido por uma síndrome respiratória.

“Remover manualmente a voz dos médicos nas gravações é um trabalho muito demorado. Para agilizar essa etapa e fazer a separação das vozes de forma automática, estamos criando uma ferramenta de inteligência artificial, baseada em redes neurais artificiais”, acrescenta a professora. É especificamente a esse desafio que está se dedicando Edresson Casanova, outro doutorando do ICMC que participa do projeto e também é orientado por Sandra.

“A análise do áudio bruto é muito custosa e complexa, mesmo para as técnicas mais avançadas de inteligência artificial, devido a um problema da computação chamado de maldição da dimensionalidade dos dados. Então, em vez de treinar uma rede neural artificial com os dados brutos de áudio, que possibilitariam uma taxa menor de sucesso, tentamos usar alternativas baseadas em extrações de características e padrões contidos nesses arquivos”, diz Edresson.

O caminho encontrado pelo doutorando consistiu em, literalmente, tornar a voz visível para o computador (confira as imagens). Assim, ele conseguiu empregar técnicas de visualização computacional – que já foram amplamente testadas e estão disponíveis – para separar as vozes. Depois, é só voltar a transformar a imagem (que agora representa apenas uma voz) em áudio e pronto. Esse método de separação está, atualmente, sendo testado a partir de um banco com mil horas de vozes em inglês, que permitiu gerar vozes sobrepostas. “Ainda não há disponível uma base de fala aberta tão grande para o português”, ressalta Sandra.

Ela diz ainda que há muitos ruídos nas gravações dos pacientes hospitalizados, relacionados especialmente ao som dos equipamentos que são utilizados no local. Por isso, a equipe está estudando duas possíveis abordagens: filtrar o ruído das gravações usando técnicas de inteligência artificial ou inserir esses mesmos ruídos nas gravações dos participantes saudáveis. Adotar uma dessas medidas evitará, tal como no caso da separação das vozes, que o sistema computacional realize uma interpretação equivocada dos dados e considere o ruído como um fator determinante para diagnosticar uma síndrome respiratória.

 

 

spectrograma com 2 vozes

Imagem mostra um espectrograma gerado pelo computador a partir de um arquivo de áudio com duas vozes sobrepostas.

 

 

imagem espera possui apenas uma voz

 Já essa imagem é um espectrograma que representa um áudio em que uma das vozes já foi extraída.

 

Conhecimento em construção – “Esse é um projeto de pesquisa com risco porque pode não dar certo. De repente, não vamos conseguir criar uma ferramenta que consiga identificar sinais de insuficiência respiratória com uma precisão aceitável”, pondera o coordenador do SPIRA. De qualquer forma, os pesquisadores sabem que as descobertas que surgirem na jornada têm potencial para, futuramente, serem aplicadas em inúmeros outros campos como, por exemplo, na criação de sistemas de reconhecimento automático de voz para o português e no aprimoramento de assistentes virtuais.

A equipe do projeto é coordenada também por duas professoras da Faculdade de Medicina da USP – Anna Sara Levin Shafferman e Ester Cerdeira Sabino – e conta, ainda, com a participação de mais quatro pesquisadores: Arnaldo Cândido Júnior, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná; Flaviane Fernandes Svartman, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Alfredo Goldman e Marcelo Gomes de Queiroz, ambos do IME; além dos alunos de pós-graduação Augusto Cesar de Camargo, Pedro Leyton Pereira, Renato Cordeiro e Thatiane Rosa, todos vinculados ao IME.

Os estudos realizados por esse grupo multidisciplinar fazem parte de uma ampla área de pesquisa em inteligência artificial que está em franca expansão no mundo: o processamento de linguagem natural. “Estamos abrindo uma frente na pesquisa sobre o emprego da voz para fazer diagnóstico de problemas variados. Inicialmente, estudamos a insuficiência pulmonar por causa do contexto em que vivemos. Mas há outras doenças que podem se manifestar pela voz como alterações nas pregas vocais, problemas cardíacos, pressão alta e ataques de ansiedade”, explica Finger.

“Enfim, no momento, estamos concentrados na detecção da síndrome respiratória, mas com o que a gente conseguir aprender nesse contexto e com a identificação dos limites das técnicas de inteligência artificial, será possível construir outras soluções”, reforça o professor. Para ele, empreender um projeto da envergadura do SPIRA, que está na fronteira do conhecimento, não seria possível se não houvesse a infraestrutura de pesquisa existente nas três universidades públicas paulistas e na FAPESP. Que essa infraestrutura possa sair fortalecida da pandemia e as vozes dos pesquisadores sejam cada vez mais ouvidas.

 

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Já foram coletadas vozes de aproximadamente 200 pacientes diagnosticados com covid-19, que estão internados em dois hospitais parceiros do projeto,
o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Universitária da USP. (crédito da imagem: USP Imagens)
 

 

 

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC-USP

 

Saiba mais
Sobre o SPIRA: spira.ime.usp.br
Doe sua voz: spira.ime.usp.br/coleta
Sobre o Centro de Inteligência Artificial
Live Ciência USP: descobrindo o coronavírus pela pela voz e pela saliva 
Reportagem sobre o projeto veiculada pelo Jornal Nacional

MathSciNet é uma base de dados referencial em literatura de pesquisa em ciências matemáticas da American Mathematical Society.

A lista com referências de todos os periódicos indexados na base de dados foram adicionadas ao conteúdo do MathSciNet no ano de 1997, e com mais completude a partir de 2000. A análise de citações é apresentada por meio de pesquisa simples por autores, títulos de periódicos, assuntos e ano.

O quociente de citação matemática (MCQ) do MathSciNet é publicado anualmente e compara o número de citações correspondentes ao número de artigos de um periódico, em que as referências estão dentro do período de cinco anos anterior ao ano de referência do MCQ.

Desta forma, o MCQ avalia o impacto que um período possui dentro da base de dados.

O MCQ do São Paulo Journal of Mathematical Sciences (SPJM) em 2019 foi de 0.33:

 

Imagem: Mathscinet

 

O editor-chefe do periódico, Prof. Claudio Gorodski, destaca que o MCQ geral das publicações indexadas pelo MathSciNet passou de 0.41 em 2018 para 0.43 em 2019, enquanto que o MCQ do SPJM (IME-USP/Springer) passou de 0.18 para 0.33, o que é um aumento significativo.  

Este é o maior número de citações que o SPJM recebe na base MathSciNet desde 2008, quando começou a ser indexado na base, o que demonstra que a publicação está cada vez mais conhecida e utilizada pela comunidade acadêmica da área.

A comunidade da USP possui acesso ao MathSciNet por meio do Portal de Periódicos CAPES, o acesso poderá ser realizado fora do campus via VPN USP.

Os fascículos do SPJM podem ser conferidos no Portal SpringerLInk, também com acesso via VPNUSP: https://www.springer.com/journal/40863

 

 

Stela do Nascimento Madruga | 17.07.2020 
Biblioteca Carlos Benjamim de Lyra