Com três ou mais subespaços, interseções duas a duas nulas não bastam. Em \(\R^2\), tome três retas distintas \(S_1,S_2,S_3\) pela origem. Elas se intersectam duas a duas só em \(0\), mas a decomposição de um vetor como \(s_1+s_2+s_3\) não é única: o zero se escreve como soma de três vetores não nulos, um em cada reta. A definição correta de \(V = S_1\oplus\cdots\oplus S_k\) é a versão (b) (ou (c)) da Proposição 2.25: unicidade da decomposição.
O mesmo desenho refuta a igualdade \(S_1\cap(S_2+S_3) = (S_1\cap S_2)+(S_1\cap S_3)\), a “lei distributiva” entre \(\cap\) e \(+\): o lado esquerdo é \(S_1\cap\R^2 = S_1\), e o direito é \(\{0\}+\{0\} = \{0\}\).
Três retas no plano. Duas a duas, as interseções são nulas; mas os três vetores coloridos somam zero, e então o zero tem duas decomposições. A definição de soma direta de muitos subespaços tem de ser a da unicidade.
Três retas no plano. Duas a duas, as interseções são nulas; mas os três vetores coloridos somam zero, e então o zero tem duas decomposições. A definição de soma direta de muitos subespaços tem de ser a da unicidade.