\(A = \left(\begin{smallmatrix}1&-2\\1&3\end{smallmatrix}\right)\): \(p_A = \lambda^2-4\lambda+5\), raízes \(2\pm i\). Para \(\lambda = 2+i\), a segunda linha de \(A-\lambda I\) dá \(z_1+(1-i)z_2 = 0\); com \(z_2 = 1\), \(z = (-1+i,\ 1) = u+iw\) com \(u = (-1,1)\), \(w = (1,0)\). Confira: \(Au = (-3,2) = 2u-w\) e \(Aw = (1,1) = u+2w\). Na base \((w,u)\), \[[A] = \begin{pmatrix}2&-1\\1&2\end{pmatrix} = \sqrt5\begin{pmatrix}\cos\theta&-\sen\theta\\
\sen\theta&\cos\theta\end{pmatrix},\qquad \cos\theta = \tfrac{2}{\sqrt5}.\] \(A\) é uma rotação com dilatação — nas coordenadas \((w,u)\). Nas coordenadas usuais, as órbitas de \(A/\sqrt5\) são elipses.
A órbita de \(w\) pelas potências de \(A/\sqrt5\). Na base \((w,u)\) ela percorre um círculo; desenhada nas coordenadas usuais, o círculo vira a elipse \(\{\cos t\,w+\sen t\,u\}\). Sem a divisão por \(\sqrt5\), os pontos se afastariam em espiral.
Uma matriz sem autovalores reais “gira” mesmo quando não parece uma rotação: ela é uma rotação com dilatação numa base torta. É a versão \(2\times2\) do Teorema 8.50: cada par de raízes complexas conjugadas dá um plano onde \(T\) faz isso.