As duas descrições de um subespaço. Um subespaço de \(\R^n\) pode ser dado por geradores ou por equações, e escalonar é o que traduz uma descrição na outra.
Tome \(S = [\,(1,2,-1,0),\ (0,1,1,1)\,]\subset\R^4\). Para achar equações, procuramos os \((c_1,c_2,c_3,c_4)\) que se anulam nos dois geradores: \[\begin{cases} c_1+2c_2-c_3 = 0\\ c_2+c_3+c_4 = 0.\end{cases}\] Esse sistema tem \(\posto 2\) e portanto espaço solução de dimensão \(2\); tomando \(c_3,c_4\) como livres, uma base é \((3,-1,1,0)\) e \((2,-1,0,1)\). Logo \[S = \{(x,y,z,w)\in\R^4 : 3x-y+z = 0 \ \text{ e } \ 2x-y+w = 0\}.\] Conferindo nos geradores: \(3-2-1 = 0\) e \(2-2+0=0\); \(0-1+1 = 0\) e \(0-1+1 = 0\).
Todo subespaço de \(\R^n\) tem duas descrições, e o escalonamento é o dicionário entre elas. Uma tem \(\dim S\) dados; a outra tem \(n-\dim S\). Esse par de descrições tem nome próprio: as equações são o anulador de \(S\) (Definição 5.24), e a soma das duas dimensões dar \(n\) não é coincidência.
O caminho de volta fecha o círculo: a partir das duas equações, resolver o sistema recupera os dois geradores.