Em dimensões iguais, injetora equivale a sobrejetora
Sejam \(V\) e \(W\) de dimensão finita com \(\dim V = \dim W\), e \(T:V\to W\) linear. São equivalentes: (a) \(T\) é injetora; (b) \(T\) é sobrejetora; (c) \(T\) é bijetora.
A hipótese \(\dim V = \dim W<\infty\) é essencial. O contra-exemplo é o Exemplo 1.65: injetor e não sobrejetor. Em dimensão finita isso é impossível — e é o que torna a álgebra linear em dimensão finita tão mais simples.
Demonstração
Pelo teorema, \(\dim\Ima(T) = \dim V-\dim \Nuc(T)\). Então \[T\ \text{injetora}\iff \Nuc(T)=\{0\}\iff\dim\Ima(T) = \dim V = \dim W\] \[\iff \Ima(T) = W\iff T\ \text{sobrejetora},\] onde a penúltima equivalência é o Corolário 2.82 aplicado ao subespaço \(\Ima(T)\subset W\). A equivalência com (c) é imediata.