CAEM - Centro de Aperfeiçoamento do Ensino de Matemática


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A Virada Malba Tahan na Escola (VMTE) é uma iniciativa do CAEM-IME-USP que convida escolas a conceberem e realizarem, em seus próprios espaços, uma experiência coletiva de aproximação com a Matemática.

Inspirada na Virada Malba Tahan, realizada no IME-USP entre 2016 e 2025, a proposta se renova ao disponibilizar, neste portal, materiais e orientações que apoiam professoras/es e equipes escolares na criação de suas próprias versões do evento, respeitando a autonomia e a identidade de cada escola.

A VMTE propõe um ambiente em que a Matemática é vivenciada como prática de investigação, criação e experimentação, mobilizando a curiosidade, a imaginação e a intuição dos estudantes. Ao explorar problemas, jogos, desafios e atividades interativas, busca-se favorecer uma relação mais significativa com o conhecimento matemático, entendendo-o também como uma forma de expressão cultural.

Este portal foi pensado como um espaço de apoio e inspiração, reunindo recursos que possam ser apropriados, adaptados e recriados pelas escolas na construção de suas experiências.

Como era realizada a Virada Malba Tahan no CAEM?

Ao longo de suas edições presenciais, a Virada Malba Tahan constituiu-se como um amplo projeto de divulgação matemática promovido pelo CAEM-IME-USP, envolvendo não apenas professores, coordenadores e estudantes da Educação Básica que visitavam a exposição, mas também alunos da Licenciatura em Matemática da USP, que participavam ativamente de sua concepção e organização.

Na maior parte das edições, a exposição era organizada em três espaços principais de visitação:

  • a Sala dos 1001 Problemas;
  • a Sala de Jogos Matemáticos;
  • a Sala da Matemática Recreativa.

Cada um desses ambientes buscava proporcionar experiências matemáticas marcadas pela investigação, pela criatividade, pela imaginação e pela participação ativa dos visitantes.

Paralelamente ao trabalho de divulgação matemática junto ao público externo, a VMT também se configurava como um importante espaço formativo para os licenciandos envolvidos no projeto. Os estudantes participavam da preparação dos problemas, da elaboração de estratégias de mediação, da adaptação e produção de materiais manipulativos e também da construção da Revista Malba, publicada em cada edição da Virada.

As visitas eram realizadas mediante agendamento prévio das escolas e, em geral, envolviam grupos de aproximadamente 75 a 90 alunos. Esses estudantes eram organizados em três subgrupos, que percorriam os diferentes espaços da exposição em sistema de rodízio. A cada 30 minutos, os grupos trocavam de sala, permitindo que, ao longo de cerca de 1h30 de visita, todos os participantes vivenciassem os diferentes ambientes da Virada.

Mais do que “ver toda a exposição”, o propósito da VMT sempre foi favorecer um envolvimento mais profundo dos participantes com determinados desafios matemáticos — fossem eles problemas, jogos, mágicas, curiosidades ou aspectos da vida e obra de Malba Tahan. A proposta buscava convidar os visitantes a experimentar a Matemática como espaço de investigação, descoberta, interação e produção de sentidos.

E como imaginamos a Virada Malba Tahan na Escola?

A Virada Malba Tahan na Escola (VMTE) nasce inspirada na trajetória construída ao longo das edições presenciais da VMT, mas agora em um formato que amplia as possibilidades de participação das escolas.

A proposta da VMTE não consiste em reproduzir exatamente a exposição realizada no IME-USP, mas em disponibilizar, por meio deste portal, um conjunto de propostas, orientações e materiais que possam apoiar cada escola na criação de sua própria Virada Malba Tahan, considerando seus contextos, espaços, tempos e possibilidades.

Nesse sentido, o portal reúne enunciados de problemas já organizados em formato de cartazes, sugestões de materiais manipulativos, orientações para sua confecção, propostas de mediação e diversos recursos de apoio à organização das atividades.

Vale destacar que, historicamente, o CAEM sempre privilegiou a reutilização de materiais e o uso de recursos de baixo custo, buscando tornar as propostas acessíveis e viáveis para diferentes realidades escolares.

Assim, entendemos que a plataforma pode oferecer suporte à organização de experiências matemáticas investigativas e culturalmente significativas, inspiradas nos ambientes que historicamente compuseram a VMT:

  • a Sala dos 1001 Problemas;
  • a Sala de Jogos Matemáticos;
  • a Sala da Matemática Recreativa.

Nossa sugestão é que as escolas organizem espaços de circulação e interação nos quais os estudantes possam explorar problemas, jogos, desafios, mágicas e investigações matemáticas de forma ativa e colaborativa.

Assim como ocorria na VMT presencial, o foco não está em “dar conta de tudo”, mas em criar oportunidades para que os alunos possam se envolver mais profundamente com determinadas experiências matemáticas, explorando estratégias, levantando hipóteses, argumentando, criando e investigando.

O portal também foi concebido para apoiar o protagonismo dos próprios estudantes na organização da VMTE. Em muitas atividades, os alunos podem atuar como monitores, mediadores ou apresentadores dos desafios, jogos e mágicas, participando não apenas da realização do evento, mas também de sua preparação.

Projetos que envolvam os estudantes na preparação da VMTE — especialmente quando assumem a mediação de determinadas atividades — podem constituir importantes experiências formativas, favorecendo a comunicação, a autonomia, a cooperação e o aprofundamento das ideias matemáticas exploradas.

Além disso, a VMTE pode ser pensada como uma ação aberta para além do próprio corpo discente. Que tal transformar a Virada em um evento voltado também à comunidade do entorno escolar, envolvendo famílias, funcionários e demais interessados?

Nesse sentido, nossos materiais de orientação utilizam o termo “visitantes” em vez de apenas “alunos”, reforçando a proposta de uma experiência aberta, interativa e compartilhada com diferentes públicos.

Mais do que um conjunto de atividades, a VMTE pretende ser um convite para que cada escola construa sua própria experiência de divulgação matemática, inspirada no espírito criativo, curioso e investigativo que marcou a obra e a atuação de Malba Tahan.

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