Matriz de uma transformação linear
Sejam \(T:V\to W\) linear, \(B = (v_1,\ldots,v_n)\) base de \(V\) e \(C = (w_1,\ldots,w_m)\) base de \(W\). A matriz de \(T\) nas bases \(B\) e \(C\) é a matriz \([T]_{CB}\in\Mat{m}{n}\) cuja \(j\)-ésima coluna é \([T(v_j)]_C\). Em fórmula: os números \(a_{ij}\) definidos por \[T(v_j) = a_{1j}w_1+a_{2j}w_2+\cdots+a_{mj}w_m\qquad (j=1,\ldots,n)\] são as entradas de \([T]_{CB} = (a_{ij})\).
O quadrado que define a matriz de \(T\). As duas setas verticais são as bases (Proposição 2.67); a de cima é a transformação que interessa; a de baixo é uma matriz. Dizer “a matriz de \(T\)” é dizer que existe uma única seta de baixo que faz o quadrado comutar.
Duas armadilhas de notação. (i) A base do contradomínio vem primeiro no símbolo \([T]_{CB}\), na mesma ordem em que aparece na fórmula \([T(v)]_C = [T]_{CB}[v]_B\) (Proposição 3.3) — o \(B\) fica encostado no \([v]_B\). (ii) Os índices de \(a_{ij}\) estão “trocados” em relação à expressão de \(T(v_j)\), e isso é proposital, para que a fórmula do produto de matrizes saia certa.