A MÁQUINA DE TURING
E O QUE OS COMPUTADORES PODEM E NÃO PODEM FAZER

AVALIAÇÕES DE PARTICIPANTES

Valdemar W. Setzer
Departamento de Ciência da Computação, IME-USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer – esta versão: 13/5/18

Nesta página encontram-se em ordem cronológica reversa todas as transcrições (as partes ilegíveis são anotadas com [?]) de avaliações de participantes desta palestra, conforme escreveram, no fim da mesma, no One-minute paper, onde são colocadas as respostas aos seguintes itens: [1] Coisa mais importante aprendida; [2] Maior dúvida que ficou; [3] Comentários. Os originais estão à disposição para exame. Respostas a algumas dúvidas, são marcadas com RESP. Ver o resumo da palestra e sua apresentação em ppt. Esta palestra já foi dada 7 vezes desde 21/10/16 (avaliações só foram pedidas após a de 25/10/17 inclusive).

3. 9/5/18, na Semana de Eventos IDEAR da Universidade São Judas, campus UNIMONTE, Santos, SP, dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: Debora Agraz Cutino Nogueira debora.nogueira.arro.ba unimonte.br

  • [1] O funcionamento do acionamento de uma máquina. [2] Não entendi como o professor fez a soma dos números binários e depois elevou ao quadrado. [3] Adorei a palestra, professor bem interativo, tira bastante dúvida, aponta os erros e corrige, bem comunicativo e objetivo. RESP.: Cuidado, vimos a essência das máquinas digitais, e não de todas as máquinas. Vimos um como seria o algoritmo de uma soma de números unários, e não binários. Não houve exemplo de elevar ao quadrado.
  • [1] A diferença entre o pensamento humano e o funcionamento das maquinas. [2] O problema da parada. [3] Gostei muito da abordagem filosófica. RESP.: Cuidado, conhecemos perfeitamente o funcionamento lógico das máquinas digitais, não conhecemos o funcionamento do pensamento. Veja a apresentação em ppt e estude o problema da parada, usando a representação gráfica e a textual que vem logo em seguida.
  • [1] Dispositivo teórico elaborado por Alan Turing tem uma fita e cada celula contem alfabeto finito. Um cabeçote, registrador de estados e uma tabela de ação. [2] Duvida pessoal foi como um matematico chegou a elaborar a maquina/raciocínio Como provou que a matematica não consiste em resolução de todos os problemas. [3] Conteudo coplexo porem passado de forma simples e unica que torna não tão complexo de entender. Didatica muito boa. RESP.: Cuidado, cada célula da fita de entrada ou saída contém apenas um símbolo de um alfabeto, que é sempre um conjunto finito. O que você chamou de "ação" é o conjunto de transições que, de fato, como você diz, pode ser representado como uma tabela. O que Turing provou é que existe problemas matematicamente bem definidos para os quais não se sabe se têm solução ou não.
  • [1] Que os computadores são limitados a aquilo que nós o ensinamos pois mais magnifico que possa parecer, tudo é apenas uma programação ordenada. [2] Em alguma fase da vida podemos ser comparados a um M.T, levando em contas que também aprendemos até nos tornamos um ser individual. RESP.: Cuidado, não "ensinamos" um computador; fornecemos dados e ele calcula parâmetros e armazena dados e resultados. Se fazemos cálculos e manipulamos símbolos, podemos ser comparados, do ponto de vista do resultado, a uma M.T. ou a um computador. Aliás, os computadores ganham de longe... Mas temos ações mentais que não podem ser simuladas por um computador - por exemplo, gostar de algo, pois o sentimentos são absolutamente subjetivos e individuais, como mostrei.
  • [1] Máquina de Turing. É uma máquina abstrata matemática. Turing fez um teste para definir a inteligência artificial. As máquinas não leem, reconhecem símbolos. Como a MT funciona. Seus (os) Estados. Diagrama de Estados. A única coisa que ela faz é escolher uma transição baseada no símbolo de entrada. Um máquina discreta. É o arquétipo de todas as máquinas digitais. Com a MT, Turing provou que nem todos os problemas matemáticos podem ser resolvidos. Turing foi essencial na derrota contra a Alemanha na 2ª Guerra Mundial. Quebra o código da Máquina alemã. [3] Professor, gostei muito de sua explicação sobre o por que somos livres, caso pudesse me mandar em suas palavras via e-mail ficaria grata! (quero mandar para minha antiga professora de filosofia). Obrigada pela oportunidade de uma palestra maravilhosa dessas que o senhor teve o prazer de nos proporcionar. RESP.: Parabéns por ter anotado tantos tópicos abordados! Não expliquei como somos livres, ninguém pode provar isso. Fiz vocês terem a vivência do livre arbítrio no exercício mental de rodar o antebraço na horizontal. Quem sabe vou escrever a você pessoalmente sobre minhas evidências para se vivenciar individualmente o livre arbítrio.
  • [1] Que a complexidade do raciocinio humano não pode ser exemplificada racionalmente por uma máquina, mas sim apresentada matematica utilizando quaisquer algoritmo finito. [2] Até onde a máquina é capaz de processar, ou melhor, seria capaz de simular uma personalidade humana e tomadas de decisões lógicas complexas como o ser humano? [3] O grafeno poderia contribuir para um melhor desenvolvimento de inteligências artificiais mais rápidas e menores? RESP.: Não se sabe como o ser humano toma decisões, portanto isso não pode ser introduzido em uma máquina. Pode-se simular nela uma tomada de decisão, mas terá que ser reduzida a uma escolha lógica. O grafeno permite construir condutores com certas vantagens (poder ser enrolado, por exemplo). No máximo, aumentará a velocidade os computadores.
  • [1] Pensamos, logo somos. [2] Com cheguei ao final da palestra, não há espaço suficiente para as dúvidas. [3] Assunto fascinante! Vou pesquisar no site. Parabéns. RESP.: Em minha concepção de mundo e do ser humano, pensamos portanto não somos seres puramente físicos.
  • [1] Aprendi o funcionamento básico das maquinas, e gostei principalmente de como o professor desenvolveu ideias filosóficas de inteligência e liberdade. [2] Dúvida referente ao que foi passado, eu não tive, só tenho que procurar aprimorar o conhecimento obtido. [3] Ótima forma de ensinar, me deu uma nova concepção/um novo jeito de olhar as coisas "simples". É genial a forma como o professor demonstra que o ensino é materialista e que nós temos que enxergar o mundo por outros ângulos. RESP.: Cuidado, vimos o funcionamento básico das máquinas digitais. Deve-se ter abertura a falta de preconceito para examinar qualquer concepção de mundo; essa é uma atitude científica. O ensino normalmente induz o materialismo; é preciso um esforço para se entrar em contato com concepções racionais não materialistas.
  • [1] O que mais achei interessante para meu aprendizado foi que a computação das operações de leitura, iscrita e exclusão de símbolos binarios poderiam ser satisfeitas por uma maquina que continha uma fita de comprimento ilimitado. [2] Qual a logica que Turing teve para ter essa ideia. [3] Uma palestra muito interessante, absorvi novos conhecimentos!!! RESP.: qualquer processamento simbólico discreto pode ser feito por uma M.T. Acho que o Turing estava à frente de seu tempo; naquela época não se pensava tanto em máquinas, muito menos digitais.
  • [1] Que o computador não calcula, ele combina símbolos e que todo problema matemático tem solução. [2] Não entendi como se multiplica um número binário por 2. [3] Achei interessante saber que Não há máquina digital abstrata mais potente do que a máquina de turing. RESP.: Eu mostrei como o Turing provou que nem todo problema matemático tem solução (era a conjetura de Hilbert): não se pode construir uma M.T. universal que examina qualquer M.T. e prova que ela para ou não para quaisquer dados de entrada (Problema da Parada).

2. 9/3/18, palestra na disciplina MAC-0119 "Introdução à Programação" para alunos do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, no Instituto de Matemática e Estatística, Cidade Universitária, São Paulo; info: prof. Roberto Marcondes Cesar Junior rmcesar at#arroba usp.br (em 11/3/18 foram inseridas apenas partes da resposta, o restante será inserido posteriormente)

  • [1] Aprendi que, ao contrário da crença popular, os computadores modernos jamais alcançarão a complexidade da mente humana (ao menos até ser definida a concepção de mente e inteligência). Honestamente, imaginei que sairia da sua palestra mais fascinada por matemática do que quando entrei (o que não está errado, sua palestra realmente me deixou impressionada sobre a Máquina de Turing e com altas expectativas para as aulas de programação), mas ainda eu redescobri meu fascínio pelo corpo humano e os mistérios que ele abriga, o que me trouxe inicialmente para o curso de biomedicina. [2] Por enquanto não tive tempo de digerir todas as informações, mas tenho certeza que assim que absorvê-las as dúvidas surgirão aos baldes. [3] Sua aula excedeu em níveis absurdos todas as expectativas que eu tinha sobre a primeira aula de programação. Fico profundamente agradecida ao senhor. RESP.: Em minha concepção de mundo, jamais teremos uma definição de mente e inteligência, elas não são definíveis. Só podemos vivenciar e caracterizar os seus efeitos.
  • [1] Aprendi que a inteligência é algo além do que compreendemos – o raciocínio lógico – e que máquinas são somente ferramentas que identificam códigos que damos a elas. [2] A maior dúvida que ficou foi o que difere os seres humanos das máquinas. O que nos torna não puramente físicos? [3] A teoria sobre Máquina de Turing foi maravilhosa, mas o incentivo ao pensamento sobre nossa essência, o que difere nós de máquinas e como sabemos pouco sobre a natureza foi maravilhosamente engrandecedora. Obrigada! RESP.: As máquinas digitais interpretam códigos. No caso da MT, a "máquina" interpreta os símbolos de entrada e saída de uma trasição (ou quíntupla ordenada), bem como o "movimento" do cabeçote efetivando-o, e produz a mudança de estado pois interpreta o nome do estado seguinte ao atual, e torna-o o novo atual. É importante compreender que um computador não executa um programa (a extensão .exe do Windows está errada!); ele interpreta o código do programa, e executa cada instrução dele em seus circuitos, que poderiam ser programas, usando circuitos mais básicos! Por exemplo, uma soma poderia ser feita por instruções de um programa, em lugar de ser feita por meio de circuitos eletrônicos.
  • [1] O mais importante que aprendi seria a compreensão do ser humano como um ser diferente de um sistema maquinário. Entender que o funcionamento do computador não depende da máquina, mas sim do homem é importante para a visão de mundo. [2] A maior dúvida seria como os espaços nas Máquinas de Turing são programados previamente. [3] A aula foi muito boa e importante tanto no conhecimento para programação quanto para a vida. O que eu recomendaria acrescentar seria um ensino da leitura de binários. RESP.: Tentei mostrar algumas evidências que me levam a uma concepção de mundo permitindo admitir, por hipótese de trabalho, que o ser humano transcende a natureza física. Tenho muitas outras evidências. Mas não é só o ser humano, também o resto da natureza e mesmo o universo. Em termos deste último, só como exemplo, obviamente a origem da matéria e da energia não pode ser física, e os limites do universo não fazem sentido. Quanto aos "espaços" da MT, quem sabe você está se referindo ao programa do Controle Finito, que representei como diagrama de estados. Na aula, dei um exemplo completo (deduzir se um número binário é par ou ímpar). Programar uma MT pode ser considerado com desenhar o seu diagrama de estados. A importância para a vida é o reconhecimento de que é possível admitir que o ser humano não é somente físico, baseado em evidências - eu usei o pensar, o sentir e as formas de seres vivos, como por exemplo o fato de que no crescimento mantemos as mãos com muita simetria.
  • [1] A compreensão sobre como a Máquina de Turing funciona, e os princípios dos pensamentos lógicos na programação. Além disso, as limitações dos sistemas. [2] No "Problema da Parada" o primeiro exemplo em que T1 é gerado por T3, ocorre o mesmo problema de parada que no exemplo em que T3 gera o próprio T3? Como resolver o problema da parada? [3] Foi muito construtivo tudo o que foi dito na palestra, inclusive as dicas, e as hipóteses que nos fazem pensar e questionar o que somos ao redor dos conceitos de limitações das máquinas em relação ao que somos essencialmente. RESP.: No Problema da Parada, no primeiro exemplo não ocorre o segundo problema ao qual você se referiu. No primeiro caso, não há contradição. Tente estudar calmamente o Problema da Parada usando minha apresentação. Introdizi uma mudança em um slide mostrando como seria o caso de duas MTs usando uma só fica, de modo que T3 pode ativar T2.
  • [1] Inteligência social é essencial. [2] Como sai da Máquina de Turing para computadores modernos. [3] O professor precisa atualizar seus conhecimentos biológicos para o final da palestra. RESP.: Atenção, não existe só inteligência lógico-matemática e social. Existem inteligências intrapessoal (p. ex. conhecer os próprios limites), musical, espacial, cinestésica etc. Quanto aos computadores (não só os modernos, mas desde os primeiros!), uma das diferenças básicas é que tanto os programas (o diagrama de estados na MT) como os dados que eles processam estão gravados na "memória", sendo normalmente indistinguíveis. Pergunte ao prof. Roberto como o computador distingue dados de instruções. Em respeito aos meus conhecimento biológicos, realmente são parcos. Mas a esse respeito eu disse algo que não é verdade?
  • [1] Aprendi que o ser humano e os computadores são muito diferentes apesar da ciência atual tentar aproximá-los e sobrepô-los, até, em alguns casos, tenta colocar a máquina como superior aos seres humanos. No entanto, a máquina não possui sentimentos ou sensações próximas, nem mesmo consegue chegar a uma resposta sem ter sido programada anteriormente, ou possui livre arbítrio. [2] Não entendi muito bem como ocorre a transcrição na fita da Máquina de Turing. RESP.: Em várias funções, as máquinas são superiores aos seres humano, como tratores, aviões e computadores no que concerne velocidade e menos falhas em cálculos e manipulação de símbolos. Computadores também não têm compreensão. De fato, um programa é um conjunto de regras que o computador interpreta para executar alguma manipulação simbólica. Nesse sentido, computadores são máquinas puramente sintáticas. Nós temos semântica, compreensão. Na minha concepção, no pensamento podemos não seguir regra alguma, isto é, temos livre arbítrio. Por exemplo, podemos nos impor nosso próximo pensamento e concentrarmo-nos nele.
  • [1] Aprendi que uma máquina nem sempre é mais inteligente que o ser humano, por que existem diversos tipos de inteligência. [2] Tive dúvida na Teoria da Indecisão. [3] Professor muito simpático, adorei o fato de ele falar alemão por que é uma língua fantástica. Adorei o termo "besteirol". RESP.: Um computador pode executar melhor tarefas às quais associamos inteligência, como por exemplo fazer contas. No meu artigo www.ime.usp.br/~vwsetzer/IAtrad.html eu caracterizei "inteligência incorporada", que todas as máquinas e seres vivos têm, e "inteligência criativa", que só o ser humano tem. Quanto ao Problema da Decisão de Hilbert, ele tratava de algo relativamente simples de ser exposto: "Qualquer problema matemático bem formulado tem solução". Mostrei que, com o Problema da Parada, Turing mostrou que isso não era verdade, isto é, há problemas matemáticos indecidíveis.
  • [1] Aprendi que deve ser possuir senso crítico e se manter firme nas propostas, de forma coerente, mesmo que contra o senso comum. [2] Nenhuma. [3] Palestra muito interessante, informativa, mas um pouco desfocada da proposta em certos momentos. RESP.: Sim, eu tenho toneladas de coisas para contar, e aproveito as palestras para abordar rapidinho umas e outras fora do assunto em pauta.
  • [1] Eu aprendi a construir um diagrama para transitar de um estado para outro por meio de comandos baseados nas quíntuplas ordenadas, além de aprender sobre o que os computadores podem ou não fazer e o que os distinguem dos seres humanos. [2] A maior dúvida que ficou foi como somar dois números unários. [3] A aula foi muito proveitosa pois permitiu a interdisciplinaridade com diferentes assuntos, bem como uma ampla interação entre aluno e docente. RESP.: Experimente fazer algumas somas unárias. Por exemplo, 101 (5) + 110 (6). Talvez sua dificuldade esteja na representação binária. 110 = 0x1 + 1x2 + 1x4. Cada posição corresponde a uma potência de 2, da direita para a esquerda 1, 2, 4, 8, 16 etc.
  • [1] O processo de "ler" e "gravar" dígitos ocorre em 5 passos (quíntupla ordenada). A Máquina de Turing realiza apenas um tipo de instrução (a quíntupla ordenada). [2] Como um computador entende uma instrução simples e muda seu estado? Ocorre um processo físico e mudança física para isso ocorrer? [3] Sendo que não conhecemos como funciona processos como inteligência geral, sensações e percepções subjetivas, que talvez são apenas um efeito colateral do grande número de neurônios e conexões cerebrais, não há como afirmar que um computador é incapaz de sentir e de possuir uma consciência, ou que nunca terá livre arbítrio. Nosso conhecimento sobre consciência é simplesmente muito limitado. RESP.: Como já respondi acima, o correto é dizer que a MT interpreta as quíntuplas ordenadas. Um computador não entende nada; simplesmente interpreta as instruções que estão em "linguagem de máquina", gravadas na "memória" central, junto com os dados que elas têm que processar. Sim, isso é feito por meio de circuitos eletrônicos, que produzem mudanças físicas, ao contrário da MT que é puramente abstrata, mental. Quanto a nossas ações subjetivas, justamente por serem subjetivas e individuais conjeturo que jamais serão feitas por máquinas, que são objetivas e universais. Isso não depende do conhecimento que ser tem. Quanto à consciência, ela é considerada na ciência um problema hard, difícil. Minha conjetura é que com o método científico atual jamais vai se compreender o que ela é, como também não vai se compreender o que é vida, memória, sono, sonho, pensar, sentir e querer, pois pela minha concepção de mundo a origem deles não é física.
  • [1] Aprendi os mecanismos lógicos da Máquina de Turing, o que possibilitou compreender superficialmente as relações destes com os processos básicos dos computadores atuais. [2] Como ocorre a colocação de uma Máquina de Turing como um símbolo de entrada de outra? [3] Gostei de como o professor instiga o pensamento crítico e nossa expressão individual como ser pensante. RESP.: Mudei um slide de minha apresentação, mostrando como duas MTs podem usar a mesma fita. Mas a quíntupla ordenada deve ser estendida com mais um símbolo indicando que a outra MT (ou melhor o outro controle finito) deve ser ativada, assumindo o controle, passando a executar seu programa. Eu coloquei dois cabeçotes de leitura, mas agora ocorre-me que poderia haver apenas um, simplificando o processo.
  • [1] O ser humano PODE ser composto de algo imaterial. [2] O que é esse algo imaterial? [3] Aula boa, professor único! RESP.: Veja meu texto www.ime.usp.br/~vwsetzer/const1.htm
  • [1] Que eu não sei de praticamente NADA. [2] A maior dúvida foi a MT Universal. Teve também o Problema da Parada. [3] Gostei do entusiasmo e ter sido solícito. RESP.: Você certamente sabe uma infinidade de coisas. Mas à medida que estiver sempre procurando aprender (quem para de aprender começa a se comportar como um animal), você saberá cada vez mais coisas! Estude o Problema da Parada na apresentação em ppt.
  • [1] Aprendi que há muitas diferenças entre o homem e a máquina, e que não é apenas o físico que conta. Além disso, a lógica das máquinas não serão sempre superior à dos adultos. [2] As somas, multiplicações, operações em geral da MT. [3] A palestra é interessante mas muito longa. A intersecção entre máquina e humanidade foi fundamental para ativar a atenção, principalmente de quem "não é de exatas". RESP.: Lógica dos computadores: depende. Em termos de fazer cálculos e manipular símbolos, os computadores são muito superiores aos seres humanos. Se não me engano, 90% dos desastres de trânsito são devidos a falhas humanas. Carros autônomos, controlados por computadores, certamente diminuirão essa porcentagem drasticamente.
  • [1] Sobre funcionamento de computadores (informações gerais), sobre fita, cabeçote, transformação de números binários em decimais, entre outros. [2] Sobre como utilizar marcas em símbolos para fazer soma. RESP.: Em uma MT, uma marca colocada na fita serve, entre outras funções, para indicar que já se passou por aquela célula; foi assim nos exemplos dados.
  • [1] Como funciona a Máquina de Turing. [2] Como localizar a sequência partindo de um ponto qualquer. [3] Achei interessante ver como uma ferramenta desenvolvida a tanto tempo ainda continua eficaz. RESP.: Os dados de entrada podem ser localizados varrendo-se cada vez mais uma célula da fita para a esquerda e em seguida para a direita. Para saber quais já foram varridas, pode-se usar um símbolo diferente de branco e de todos os símbolos dos dados, que funciona como uma marca.
  • [1] Aprendi que máquinas não pensam, apenas executam funções programadas. [2] Como funcionam os números binários? (Ex: soma, multiplicação, etc.) [3] Adorei a aula, deu uma ótima introdução de como pensar como um programador e como entender o modo que as máquina trabalham. RESP.: O tipo de pensamento é o mesmo: é preciso usar exclusivamente os elementos simbólicos fornecidos pela máquina ou pela linguagem de programação, e como combiná-los. O pensamento fica "engessado" em um espaço puramente abstrato. Por isso é muito importante compensar com o que produz um pensamento flexível: atividades sociais e artísticas, onde o espaço é mal definido. Cuidado, estamos falando de máquinas digitais.
  • [1] Independente da programação uma máquina jamais terá sentimentos ou sensações, além de que o uso de "memória" na tecnologia é totalmente errônea, pois diminui a dimensão do ser humano. Ademais, Turing provou que a conjectura de Hilbert estava errada, os chamados Problemas Indecidíveis através da Máquina de Turing. [2] Por que uma M.T. não pode se autodefinir (se para ou não para), para isso precisaria de outra máquina (T2) porém, ela não existe [dificil de ler], pois se a máquina é definida como "para" ela retorna, em um ciclo. [3] A aula foi ótima, com uma didática muito desenvolvida. O professor é muito atencioso. RESP.: Não é só a denominação "memória" para o que deveria se chamar "unidade central de armazenamento"; a computação é eivada de denominações indevidas, como o computador "ler" ("read" em linguagens de programação, o correto deveria ser "input", "escrever" ("write", correto seria "output"), "inteligência artificial" e uma das mais mais terríveis, a atual "machine learning" (máquinas não aprendem, calculam e armazenam parâmetros; não se sabe como e porque o ser humano aprende). Note que a T2 é geral, além de gravar o seu controle finito (as transições, estados inicial e final na fita comum a T3) ela pode fazer outras operações quaisquer; se a T2 analisasse a sua própria descrição, seria algo que valeria apenas para a T2. O importante é não existir uma MT universal que receba a descrição de qualquer MT e determine se ela para para quaisquer dados de entrada.
  • [1] A importância da Máquina de Turing e suas semelhanças com os computadores atuais. [2] Como a Máquina de Turing refutou o "Problema da decisão" de David Hilbert. [3] A aula tinha tudo para ser chatíssima, mas o carisma do professor não deixou que isso acontecesse. RESP.: Bem , na verdade quem refutou foi o Turing, usando sua máquina abstrata...
  • [1] O computador é uma máquina que possui em sua essência um nível de abstração impressionante. [2] Até que ponto um problema matemático pode ser reduzido, em sua forma mais abstrata. [3] Palestra bastante interessante que tornaria-se ainda melhor com mais curiosidades da história da computação. RESP.: Para ser processado por um computador, qualquer problema, matemático ou não, deve ser expresso em símbolos quantificados. Como "mundo real" não é composto por esses símbolos (por exemplo, uma árvore), o que o computador vai processar vai ser um modelo aproximado daquele mundo.
  • [1] O funcionamento base da programação e que computadores não são capazes de pensar/decidir, apenas seguir parâmetros pré-definidos. [2] O funcionamento exato de uma Máquina de Turing Universal como exatamente ela simula uma outra MT. [3] Gosto dos pequenos comentários sobre outros assuntos, que são feitos durante a aula, para que a mente não se canse/sature rapidamente do conteúdo exposto. RESP.: Como expliquei, uma Máquina de Turing pode simular outra se na fita da primeira inserir-se como texto as quíntuplas ordenadas do controle finito da segunda, e seus dados de entrada. Por isso as MTs são máquinas universais; pode-se programar uma para simular qualquer outra.
  • [1] Como funciona uma máquina de Turing e sua importância. [2] O modo de pensar para se construir a máquina de Turing ainda é usado em programas atuais? [3] Aula deveria ser mais direta, sem digressões. RESP.: Fundamentalmente sim, mas os programas atuais são escritos em linguagens de programação elevando o nível de abstração. Por exemplo, uma dessas linguagens poderia ter uma função que ordenaria uma lista de números ou palavras. Não seria mais necessário pensar em todos os passos para ordenar uma tal lista, é só pensar em escrever no programa a ativação daquela função fornecendo a lista.
  • [1] A utilidade da numeração binária e a facilidade que ela traz a computação. Além disso, como uma máquina de apenas um "comando", a quíntupla ordenada, pode realizar inúmeros resultados. [2] Os comandos exatos da MT, como movimentar e substituir células na fita. Problema da parada (loop infinito). [3] O domínio do conteúdo que o professor V.Setzer possui é incrível. Até para leigos como eu um assunto complicado pareceu no mínimo encantador. A mescla de filosofia na aula otimizou o processo. RESP.: Não são inúmeros. Pena Tese de Church-Turing, que não pode ser provada, pode-se programar uma MT para calcular qualquer função matemática expressa algoritmicamente. Treine programar MTs e você compreenderá o seu funcionamento (movimentação teórica da fita, substituição dos símbolos dela etc.). Estude o capítulo do Problema da Parada da apresentação em ppt. Retorne por e-mails se ainda tiver dúvida
  • [1] A importância da noção de que a máquina não é superior ao ser humano. [2] Teorema da decisão discutido por Turing. RESP.: Não foi um teorema, foi uma conjetura, uma tese que se revelou falsa, e que é chamada de Problema da Decisão, isto é, é possível decidir matematicamente se qualquer problema matemático bem definido tem solução.
  • [1] O funcionamento de uma máquina de Turing, a base do funcionamento lógico dos computadores.
  • [1] A importância das ciências exatas para nossa reflexão e como funciona a máquina de Turing. RESP.: As ciências deram um impulso muito importante para a humanidade: 1. Fazer experimentações objetivas. 2. Expressar os experimentos e os resultados conceitualmente, dirigindo-se para a compreensão, isto é, usar pensamentos claros. 3. Exposição do método empregado, a fim de que qualquer pessoa possa repeti-lo, desde que se desenvolva mentalmente; no caso da ciência atual, tenha ainda os instrumentos para montar as experiências.
  • [1] De mais importante, aprendi sobre o funcionamento da Máquina de Turing, bem como correlações entre ela e elementos do cotidiano. As reflexões sobre inteligência humana, "inteligência artificial", pensamento, sentimento e livre arbítrio também foram enriquecedoras. [2] Não compreendi bem as aplicações diretas da Máquina de Turing. Ao meu ver tudo parece muito abstrato e torna-se difícil visualizar seu funcionamento, bem como o sentido de sua existência. Uma máquina imaginária me parece inútil, embora eu saiba que isto não é verdade. [3] A palestra poderia ser mais curta, pois no fim ficou difícil manter a atenção. Além disso, as aplicações práticas poderiam ser melhor exploradas. RESP.: Como a MT é abstrata, as suas aplicações são teóricas, incluindo as filosóficas como procurei mostrar. Mas ela ajuda a compreender certos conceitos, como o de não-determinismo, objeto do nosso último capítulo da palestra. O mais importante é se compreender qual é a essência dos computadores e de conceitos de linguagem de programação, como o de execução cíclica (loop).
  • [1] O mais importante aprendido foi que o computador e outros aparelhos tecnológicos reconhecem e manipulam dados, mas não os leem. [2] A maior dúvida se deu na linguagem dos números binários, tendo como sugestão para as demais palestras envolvendo esse tema, explica-la previamente. RESP.: Sim, basicamente somente o ser humano lê, pois na leitura ele é capaz de associar um bocado de tinta preta sobre papel branco com conceitos, por exemplo reconhecendo uma palavra e a compreendendo, isto é, chegando ao seu conceito (que, obviamente, não está na tinta...).
  • [1] A exatidão e simplicidade da MT que antagoniza justamente com a profundidade, incerteza da condição humana. [2] Como se dá a "leitura", processamento de dados de uma MT por outra. [3] Ótima palestra/aula, professor dotado de grande receptividade! RESP.: Isso me faz lembrar a minha "lei": "Desconfie de qualquer explicação simplista da natureza." Ver ela, comentário e exemplos, bem como várias outras "leis" em
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/jokes/leis.html
    Tanto a "leitura" de um símbolo (ou melhor, "reconhecimento") da fita quanto o processamento são teóricos, abstratos. Faça o exercício que talvez compreenderá melhor.
  • [1] A distinção entre computadores e humanos, com relação ao modo de agir. [2] Exercícios de programação. [3] Aula muito interessante que abrange desde aspectos "conteudistas" até aspectos filosóficos.
  • [1] Hoje aprendi que não há inteligência artificial. [2] Aqueles exercícios de programação. [3] Achei interessante a desconstrução de alguns conceitos. RESP.: Uma máquina pode simular alguma ação que necessita de inteligência, como jogar bem xadrez. Mas isso não significa que a maquina é mais inteligente que um ser humano. A propósito, uma pessoa pode ser intelectualmente insignificante e ter uma enorme inteligência social, resolvendo conflitos, confortando pessoas etc. Esqueci de desconstruir a imagem errada que provavelmente todos vocês fazem de um átomo. Não é um sistema planetário (modelo mecânico clássico de 1909 de Rutherford, que vocês devem ter aprendido na escola como verdade): o elétron não é uma bolinha e não gira em torno do núcleo (senão, do ponto de vista clássico, irradiaria energia e iria fazer uma espiral caindo no núcleo). Não se sabe o que é um elétron; há modelos matemáticos para o seu funcionamento, mas eles são incompreensíveis.
  • [1] Uma visão bastante conceituada sobre o não-materialismo. [2] Qual a opinião dos cientistas sobre essa visão não-materialista? Qual seriam os seus argumentos? RESP.: A quase totalidade dos cientistas são materialistas. Argumentos de quem, meus ou dos materialistas? Os meus são baseados em minhas vivências (por exemplo, como eu mostrei, o livre arbítrio no pensamento) e em uma teoria muito abrangente e coerente envolvendo elementos e processos não físicos. Uma grande parte dos materialistas são preconceituosos, e não querem conhecer outros pontos de vista. Isso é compreensível, pois associam o que é transcendente com as religiões, e estas não se dirigem à compreensão, e sim aos sentimentos, o que não mais satisfaz uma pessoa com uma certa cultura.
  • [1] Eu aprendi a importância de emuladores para o resgate de ferramentas anteriores, o funcionamento da máquina de Turing e sua utilidade.
  • [1] A mudança de estado redundante, que permite percorrer uma fita com um número indeterminado de 1 e 0's. RESP.: Não é redundante, pois não se repetem os estados no controle finito; o que é repetido é a máquina passar por eles ciclicamente (loop). A sua solução para o problema geométrico de traçar uma paralela por um ponto dado não funciona...
  • [1] Números binários e máquina de Turing. [2] Como escrever programas para a máquina de Turing. [3] Exemplos comparando a máquina de Turing e seus programas com a linguagem que usaremos no curso seria muito bom.
  • [1] O processo de funcionamento da máquina de Turing e algumas de suas possibilidades, determinações e indeterminações. [2] A dificuldade de entender alguns dos processos da MT, como os exercícios sem marcadores de entrada e fim, e a prova por absurdo da impossibilidade de uma máquina de Turing definir outra como cíclica ou não. [3] A dinâmica e interação da aula/palestra fazem com que o assunto se torne mais interativo do que parece num 1º momento. No entanto, acredito que algumas partes foram passadas depressa demais (como a prova por absurdo), dificultando a compreensão. No geral, a aula introdutória foi excelente! RESP.: Você quis referir-se a determinismos e indeterminismos. O princípio de detecção de onde estão os dados em uma fita baseia-se no fato de se poder examinar uma célula a mais de cada vez, á direita e à esquerda, sempre substituindo o branco por uma marca qualquer, indicando que aquela célula já foi examinada. Procure estudar os #slides do capítulo sobre o Problema da Parada, para ver ser compreende a prova por absurdo. Quanto ao "depressa demais", infelizmente o tempo era curto, e as perguntas atrasaram o andamento da palestra (mas foram excelentes!).
  • [1] Aprendi que não necessariamente algo que me ensinam é uma verdade absoluta, mesmo aqui na USP. [2] Como as "inteligências artificiais" se baseiam na M.T. RESP.: Quem sabe algo sobre I.A. vai ser coberto no curso.
  • [1] Um computador ou objetos baseados na Máquina de Turin têm em sua essência a manipulação de símbolos, nada mais do que isso. [2] Sendo a fita infinita, o comando final não deveria ser um estado final s com a instrução (s, b, b, D, s) [estou interpretando a figura desenhada], para assim o cabeçote continuar percorrendo a fita até encontrar uma nova #? [3] Sensacional. RESP.: E se não houver novo delimitador #? Como eu expus, a parada se dá se em um estado não houver uma transição com o símbolo da célula atual da fita, ou se se atingir um estado final.
  • [1] O processo do raciocínio para operar e entender a máquina de Turing. [2] Se o ser humano não sabe o que é a consciência, como é possível determinar ou não se uma máquina poderia chegar ao mesmo grau de sentiência humana? [3] Legal a sua palestra, prof.! Acho que abrir um pouco mais a discussão sobre "inteligência artificial" seria bem interessante. Se o que é a consciência ainda não foi determinado, por que pode-se dizer se ela é imaterial e não somente um elaborado código binário? RESP.: Estou à disposição para discutirmos essa questão da I.A. e de outros assuntos; quem sabe mais para o fim da disciplina seria o ideal, mas se quiserem conversar comigo é só marcarmos. A consciência é um problema muito difícil; baseio-me numa teoria muito abrangente e coerente, com aplicações práticas de sucesso. Aborde algo do qual temos uma vivência mais clara, como o pensamento. Se você tem a experiência de determinar seu próximo pensamento, como fiz vocês vivenciarem com a experiência de imaginar o antebraço movendo-se na horizontal, então pode haver livre arbítrio no pensamento (na verdade, na decisão de imaginar o movimento, isto é, na vontade ou querer), então necessariamente tem que concluir que há algo não físico envolvido no querer e no pensar, pois se o pensamento fosse gerado fisicamente, por exemplo pelo cérebro, você não conseguiria determina-lo e concentrar-se nele; pensamentos ficariam pipocando aleatoriamente - como acontece quando você não pensa no que está pensado, isto é, tem consciência do que está pensando - e aí voltamos à consciência...

1. 25/10/17, palestra na disciplina MAP-2003 "Panoramas da Matemática" do IME-USP, oferecida para alunos de toda a USP e como atividade da Semana USP de Ciência e Tecnologia 2017, no Instituto de Matemática e Estatística, Cidade Universitária, São Paulo; info: prof. Eduardo Colli colli.eduardo sinal_at gmail.com

  • [1] O modo de funcionamento geral da Máquina de Turing, mas gosto também das outras considerações (filosóficas etc.). [2] O nome do remédio (caranguejo? Coitado) para pedra nos rins. [3] A palestra me lembrou de uma citação que vi (não era atribuída a ninguém, não sei o autor): "Vivemos em uma época em que devemos provar às máquinas que não somos máquinas." (A respeito de Captchas). Achei muito interessante a hipótese de que o ser humano não é meramente físico, a parte sobre a planta – gostaria de estudar a matemática voltada para a natureza, que é uma coisa fundamental mas às vezes não vemos. Aceito sugestões de livros/material. RESP: O nome do medicamento é Renodoron (nome fantasia), da Weleda. Sobre matemática aplicada à natureza, venha uma vez assistir minha palestra "A sequência e a espiral de Fibonacci, a razão e a espiral áureas e suas ocorrências na natureza". Sobre livro, recomendo de György Doczi O poder dos limites: Harmonias e proporções na natureza, arte e arquitetura. São Paulo: Publicações Mercuryo Novo Tempo, 2.012. Sobre o ser humano não ser meramente físico, leia artigos em meu site na seção "Espiritualidade, bem como o artigo "IA - Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e sentir?"
  • [1] Aprendi muito sobre a Máquina de Turing e como esta funciona, mas acho que o mais importante é lembrar e entender que as máquinas nunca se aproximarão dos humanos. [2] A maior dúvida foi sobre a impossibilidade de haver uma Máquina de Turing que analise outra. [3] Achei todos os comentários e informações maravilhosos! RESP: a impossibilidade é de provar de uma Máquina de Turing provar que outra pare para qualquer dado de entrada (esse é o Problema da Parada).
  • [1] Que existe uma diferença entre o pensamento humano e um possível pensamento de uma máquina. [2] O que é pensamento? RESP: Fantástica pergunta! Pena que você não a fez durante a aula. Posso dar várias características do pensamento. Por exemplo, o fato de se poder pensar sobre o pensar; é a única atividade no universo cuja ação (pensar) pode ser idêntico ao objeto da ação (o pensar). Com o pensar, podemos associar uma percepção sensorial a um conceito, e associar um conceito a outro. Pelo pensar, podemos vivenciar o nosso livre arbítrio que, aliás, não está no pensar, mas na decisão do que pensar. Isto é, podemos ser livres no querer.
  • [1] Aprendi sobre a Máquina de Turing muito bem, como seus limites e aplicações. A ideia é muito boa e traz muitas discussões, inclusive filosóficas, e são muito interessantes. Porém, alguns tópicos que dariam uma bela discussão são passados muito rapidamente e muitas vezes opiniões são dadas como fatos. Apesar de ressaltos do professor, a ideia fica como verdade. RESP: Sempre tive o cuidado de chamar as opiniões filosóficas de hipóteses ou conjeturas.
  • [1] A Máquina de Turing fornece os elementos de lógica e algoritmos que permitem compreender a base para o funcionamento dos computadores. Ela também pode abrir as perspectivas para que se tente compreender o funcionamento da mente humana, embora após algumas reflexões, percebe-se que o cérebro humano parece, em vários aspectos ser mais complexo e difícil de compreender. [2] O ser humano é uma máquina? Esse é um questionamento lançado na palestra que para mim, ficou como uma dúvida interessante. [3] Nenhum comentário a ser feito! RESP: Mostrei o que para mim são várias evidências de que o ser humano não é uma máquina, isto é, um ser puramente físico. Por exemplo, a liberdade que temos no pensamento (na verdade, na decisão do que pensar, isto é, na vontade), as extraordinárias simetrias apesar de crescimentos independentes (por exemplo, das mãos e das asas das borboletas), os sentimentos individuais subjetivos etc.
  • [1] Que devo buscar desenvolver inteligência emocional, me despertou curiosidade essa abordagem do que é "estar sendo educado" ou "formado" e me interessei pelo livro Inteligência Emocional. [2] Como uma máquina pode ser universal? [3] Gostei muito da palestra e das abordagens diferentes sobre o assunto. Muito obrigado! RESP: Uma máquina digital é universal pois pode simular o funcionamento lógico que qualquer outra máquina digital. Uma máquina analógica, como uma geladeira, é universal pois o projeto e a construção são os mesmos para quaisques delas de mesmo modelo e tipo.
  • [1] O mais importante foi saber que a Máquina de Turing consegue executar qualquer algoritmo a partir de uma só instrução. [2] De onde o professor tira tanta convicção de suas conjecturas? [3] Interessante a grande gama de assuntos tratados. RESP: Minha convicção provém da concepção de mundo que adoto, que é extremamente abrangente, coerente e com aplicações práticas, sem contradizer nenhum fato científico.
  • [1] Acho que o mais importante nessa aula foi entender como funciona a Máquina de Turing. Também gostei bastante de saber algumas curiosidades, como o papel de Turing na guerra. [2] Ficaram algumas dúvidas após a discussão dos exercícios, mas isso pode ter acontecido por não ter muito contato com a área de exatas. [3] Gostei da segunda parte da aula, quando foram abordadas a Inteligência Emocional e a Singularidade. O professor tem uma didática boa, e fica claro que tem muito conhecimento sobre o assunto. RESP: sobre os exercícios, baixe a apresentação, estude o exemplo da Máquina de Turing dada, e tente resolver os exercícios.
  • [1] Aprendi sobre o funcionamento de uma Máquina de Turing e sua aplicação histórica. Essencialmente, uma Máquina de Turing manipula apenas símbolos. [2] A maior dúvida continua sendo: será que as máquinas são inteligentes? Será que elas desenvolverão autonomia de decisões (Singularidade)? [3] A palestra foi muito interessante, tinha bastante curiosidade pelo tema, e gostei bastante da contextualização histórica e dos questionamentos acerca do homem x máquina. RESP: mostrei que as máquinas serem ou não inteligentes depende da noção de inteligência. Se jogar bem xadrez é ser inteligente, então as máquinas podem ser inteligentes. Mas se se abranger toda a gama de inteligência humana, minha conjectura é que jamais as máquinas serão inteligentes. Leia meu artigo IA - Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e sentir?
  • Os computadores são máquinas autônomas. Eles não tomam decisões no sentido humano, fazem escolhas lógicas pré-programadas ou baseadas em parâmetros calculados a partir dos dados de entrada.
  • [1] Gostei muito das reflexões sobre pensamento e tipos diferentes de inteligência e das conjecturas sobre o que uma máquina pode ou não fazer. [2] Assim como o computador funciona limitadamente, seguindo uma série de regras, será que o pensamento ou sensações humanas são limitados, porém, por nosso corpo e órgãos e estruturas físico-químicas? O pensamento do ser humano seria igual a outras espécies ou essas outras espécies também não são puramente físicas? [3] Foi uma excelente palestra que certamente me fez pensar além da matemática, mas também sobre psicologia e ética. RESP: Na minha conjetura, baseada em várias evidências, o pensamento e as sensações não são físicos. O pensamento é limitado apenas quando pensa sobre aspectos físicos, isto é, quando ele é mecânico, como já dizia Kant. Mas é possível pensar de maneira não física. Por exemplo, sonhar acordado (day dreams), ou a intuição, ou quando se tem uma ideia que não é uma combinação de ideias anteriores.
  • [1] Novas possibilidades de refletir sobre conceitos de inteligência e sobre relações e comparações entre cérebro e máquina. [2] Como podemos estudar/entender aquilo que não é físico? [3] Precisamos de professores preparados para lidar com a inteligência emocional e preparar os alunos nesse sentido. RESP: é só estudar o que foi transmitido pelos grandes iniciados, como por exemplo Rudolf Steiner, que em minha opinião foi o maior deles. Ele dirigiu-se à compreensão moderna e não aos sentimentos, como em geral fazem todas as correntes ligadas às religiões.
  • [1] Ter conhecimento tanto da Máquina de Turing quanto das implicações éticas e filosóficas do desenvolvimento dos computadores. [2] Pela falta de contato com matemática, foi relativamente difícil para mim acompanhar os exercícios da Máquina de Turing. [3] Acho que as implicações históricas, filosóficas e éticas foram importantes e interessantes como uma ótica interdisciplinar. RESP: baixe a apresentação, reveja o exemplo que dei da Máquina de Turing e tente resolver os exercícios.
  • [1] Percebi que os conceitos da Máquina de Turing são bem atuais, Turing conseguiu prever a computação atual à décadas atrás. Aprendi que muitos problemas atuais, podem ser resolvidos com a Máquina de Turing. A teoria da computação é incrível, e sinto irá revelar muitas soluções para os problemas contemporâneos e do futuro. [2] Minha dúvida é, a Máquina de Turing pode ser semelhante a autômatos finitos (determinísticos ou não)? [3] Parabéns prof. Valdemar pela palestra! RESP: Autômatos de Estados Finitos têm uma cabeça apenas de leitura, e a fita move-se somente num sentido, para cada símbolo "lido". Eles são os autômatos mais limitados. A Máquina de Turing não têm limites em termos de manipulação simbólica.
  • [1] Que computadores são burros. [2] Sequência de números binários e também unários. [3] Um professor com ótima didática, carisma e conhecimento inspira os alunos a buscarem por respostas importantes de problemas complexos.
  • [1] O que e uma Máquina de Turing e como ela funciona, além de muitas outras coisas. [2] Como tal conhecimento poderia ajudar minha carreira? [3] Apresentação excelente, continue assim. RESP: Talvez conhecendo a essência dos computadores, você poderá usá-los colocando-os em seu devido lugar - por exemplo, não relegando a eles decisões sociais.
  • [1] O funcionamento da Máquina de Turing além das conjecturas interessantíssimas do professor Setzer. [2] Nenhuma dúvida. [3] Não me ocorre nenhum comentário. Apenas que a hipótese espiritualista parece muito razoável em relação à visão materialista. RESP: desde que a espiritualidade seja baseada em compreensão e não em sentimentos.
  • [1] Aprendi como a Máquina de Turing resolve alguns problemas, com números unários, por exemplo. [2] Não entendi muito bem o problema da parada. [3] Gostei bastante dos assuntos que "fugiram" do tema e que tinham um aspecto filosófico. RESP: baixe a apresentação e tente seguir a explicação em forma de texto, acompanhando a representação gráfica que usei.
  • [1] A importância de Turing na história da humanidade, além dos exercícios de concentração. [2] Não houve dúvida. [3] Parabéns pela palestra.
  • [1] O mais importante para mim foi a constatação pessoal do professor que as máquinas nunca ultrapassaram a "capacidade" do ser humano. E também sobre a inteligência emocional e ensino. [2] A minha maior dúvida foi entender direito o diagrama de estados da Máquina de Turing, pois cheguei no meio dessa parte da palestra. [3] Achei bem interessante a ideia de livre arbítrio de pensamento. RESP: Baixe a apresentação e siga-a desde o começo. RESP: Baixe a apresentação e siga os slides sobre a Máquina de Turing. Se alguém admite que podemos ter liberdade em nosso pensamento, não pode ser um materialista. Da matéria não pode advir liberdade, pois ele é inexoravelmente sujeita às leis e condições físicas.
  • [1] Máquina de Turing. Diferenças importantes homem-máquina. [2] Qual será o próximo passo na busca pelo computador ideal? [3] Palestra extraordinária com temas que avançam em todas as áreas da ciência e retoma a necessidade de discussões filosóficas importantes. RESP: Acho que Máquina de Turing mostra que o computador, qualquer que seja sua forma, sempre será uma máquina de manipular símbolos. Mas manipulando símbolos você não constrói um ser vivo. RESP: Até hoje os computadores sempre seguiram o modelo de von Neumann, com as instruções ocupando o mesmo espaço que os dados (na unidade central de armazenamento). Estão havendo tentativas de mudar esse paradigma. Um, antigo, é usar "memórias" associativas.
  • [1] O "funcionamento" da Máquina de Turing. [2] Foi quanto ao "jogo da imitação". Queria entender melhor este teste proposto por Turing. [3] Gostei muito da parte filosófica da palestra. RESP: Veja, por exemplo,
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Turing_test
  • [1] O que ficou de mais importante foram as reflexões filosóficas humano x máquina. [3] Adorei como você coloca reflexões totalmente pertinentes à nossa época no meio da palestra. RESP: se todos os professores em todas as suas aulas colocassem um pouquinho de filosofia, de história e de fatos da atualidade, as aulas seriam muito mais interessantes.
  • [1] O funcionamento da Máquina de Turing, e as definições de o que pode ser calculado e o que não pode. [2] Que tipos de perguntas podem ser usadas num Teste de Turing? [3] Gostei do paralelo feito com o pensamento humano, e também os comentários sobre os limites das definições físicas e como nem tudo pode ser explicado com elas. RESP: o teste de Turing é um teste linguístico-comportamental. Quaisquer perguntas em forma de texto podem ser feitas no teste.
  • [1] Por que as máquinas são universais e por que não têm sensações. [2] Não entendi muito bem como funciona o Problema da Parada, e também não entendi o resultado da questão 4 dos exercícios (tópico 5). [3] A palestra foi muito boa, não entendi muito bem algumas coisas, pois não sou da área da matemática e nem da área computacional. RESP: sobre o Problema da Parada, baixe a apresentação e estude o texto do problema, acompanhando com os gráficos seguintes, que usei na aula. Acho que a questão 4 foi a de repetir os problemas anteriores sem os delimitadores dos dados de entrada e a cabeça da máquina poder começar em qualquer lugar da fita. O truque é examinar uma célula de entrada, colocar um marca (p.ex. um x) se ela contiver um branco, aí desviar para a esquerda, colocar um x se houver um branco, desviar para a direita todas as células com x até achar um branco, colocando nele um x etc. até que apareça algo que não é um branco.
  • [1] O que aprendi de mais importante na aula foi sobre a importância de Alan Turing nos avanços da tecnologia e sobre suas descobertas. [2] A maior dúvida que ficou foi sobre a soma de números unários. RESP: o truque essencial é examinar um 1 e colocar nele uma marca, por exemplo um x. Aí desviar para o # à direita e substituí-lo por um 1, colocar um # na célula à direta, e voltar para o primeiro x à esquerda, desviar para a próxima célula à direita etc.
  • [1] Como funciona a Máquina de Turing e as reflexões sobre pensamento e máquina x ser humano. [2] A Máquina de Turing pode resolver/ser programada para solucionar problemas mais complexos? Pela Tese de Church-Turing, ela pode processar qualquer algoritmo.
  • [1] Máquinas de Turing são máquinas abstratas. [3] Modelos mentais trouxeram uma reflexão interessante.
  • [1] Que as máquinas nunca vão chegar ao nível dos humanos. [2] Não entendi como funciona o Teste de Turing. [3] Tirando as partes mais teóricas, achei muito difícil, como alguém de fora do IME, entendeu o que estava acontecendo. RESP: Veja uma resposta a uma das dúvidas acima.
  • [1] Máquina de Turing manipula símbolos matematicamente. Tese de Church-Turing. Teste de Turing. Humano e Máquina de Turing. [2] Parte do início, as "transformações" dos estados. [3] Gostei a palestra, mas preciso mais tempo para entender todos os tópicos. RESP: Não existem transformações de estados, e sim transições entre estados. Estudo os slides da Máquina de Turing da minha apresentação.
  • [1] A capacidade dos computadores e suas limitações, por exemplo, quando se trata de emoções e sentimentos. [2] A minha maior dúvida ficou em saber como a Máquina de Turing é. Faltou alguma imagem para nada disso ser tão abstrato em nossa mente. [3] A apresentação de slides é boa mas falta imagem para termos uma ideia menos abstrata do que estamos falando. RESP: Eu achei que tinha introduzido a Máquina de Turing de uma maneira bem pouco abstrata, graficamente... Veja com calma os slides da apresentação.
  • [1] Conceito de Máquina de Turing, é famoso, mas nunca tinha ouvido uma abordagem mais aprofundada. [2] A parte de que a Máquina de Turing é capaz de fazer várias operações. [3] Eu gostei das discussões sobre inteligência artificial, sobre singularidade, esse tipo de reflexão é interessante. RESP: Ela é capaz de executar qualquer algoritmo.
  • [1] Aprendi mais sobre o funcionamento dos computadores e da Máquina de Turing. Gostei bastante da reflexão sobre capacidades e sentimentos das máquinas em relação aos seres humanos. [2] Não é exatamente uma dúvida, mas achei difícil imaginar a Máquina de Turing considerando que ela é abstrata. [3] Talvez uma atividade prática (como na aula sobre algoritmos) ajudasse a visualizar melhor o funcionamento da Máquina de Turing. Achei muito interessante o exemplo do jogo de xadrez. RESP: Estude os slides da apresentação, quem sabe aí ficará tudo mais claro.
  • [1] Gostei muito de aprender como funciona a Máquina de Turing matematicamente, já que, após ver o filme "Imitation game" me interessei muito pelo protagonista e sua inteligência ao tratar dos números. [2] Creio que entendi o conteúdo da palestra, de maneira satisfatória. [3] Eu sugeriria ao prof. Setzer um estudo mais aprofundado das teorias das ciências sociais. Creio que o esforço de um professor da área de exatas em dissertar acerca do pensamento social é muito válido, porém certas assertivas são extremamente problematizáveis do ponto de vista do estudo das ideias, ou seja, dos conceitos das ciências sociais. RESP: Estou à disposição para você me contar o que acha que não sei sobre sociedade. Certamente não conheço várias teorias sociais, mas não achava que elas me faziam falta - e tenho as minhas próprias.
  • [1] Aprendi que as máquinas nunca terão sentimentos, pois isso não pode ser inserido no código delas, sendo algo exclusivo dos seres vivos. [2] Fiquei com um pouco de dúvida na aplicação do Código Binário. [3] Um pouco mais de dinamicidade/interatividade à exposição seria benvinda. Achei muito interessante os diversos temas tratados em sala de aula, passando por vários tópicos. RESP: Estude algo a respeito do sistema de numeração binário.
  • [1] O funcionamento da Máquina de Turing, tão importante para o início da computação. [2] Não fiquei com dúvidas, o funcionamento da máquina foi muito bem ilustrado e exemplificado e também ficou mais fácil de entender o paralelo que o professor fez entre máquinas e mentes humanas.
  • [1] Devido às diferentes faces do que chamamos de inteligência, supõe-se que a "inteligência artificial" não suplantará a humana, ou seja, não haverá a singularidade. [2] Ainda me restou a dúvida se o livre arbítrio seria realmente liberdade ou ilusão. [3] Seria interessante mais exercícios como o de concentração que foi feito. RESP: Em meu entender, qualquer pessoa pode vivenciar o fato de poder ter livre arbítrio no pensamento - é só decidir qual será o próximo pensamento. Por exemplo, quando você se concentra em fazer à mão uma soma armada, está escolhendo os próximos pensamentos.
  • [1] O que é a Máquina de Turing, e como ela funciona. [2] O problema da decisão. RESP: O problema da decisão era se todo problema matemático bem formulado tem solução ou é indecidível. Estude a apresentação da palestra, especialmente o capítulo sobre o Problema da Parada.
  • [1] Aprendi que com uma única operação posso "replicar" outras, até mais complexas. [2] Na questão de inteligência artificial, quando você diz que uma máquina é capaz de sentir, o que separa os sentimentos humanos (que são, de certa forma, respostas a estímulos externos) de decisões que algoritmos possam tomar como resposta a estímulos? [3] Não faça os alunos comerem banana. RESP: Não é uma única instrução, é um único tipo de instrução.
  • [1] O funcionamento da Máquina de Turing. [2] O modelo não determinístico da Máquina de Turing, por não usar energia. RESP: Toda a Máquina de Turing não usa energia, pois é abstrata, mental. O que eu disse que não usava energia era uma escolha que um ser vivo faz de uma entre várias transições de estado não deterministas.
  • [1] Como se prova a indecibilidade de problemas pelo uso de máquinas. [2] Algumas conjecturas pareceram mais um "achismo" sem evidências formais. [3] Acredito que poderia abordar mais aplicações da 2ª Guerra. RESP: Qualquer ser vivo não é formal.
  • [2] Não entendi nada do funcionamento da máquina (slide 3 - A Máquina de Turing características do controle finito). PS: não sou da área de exatas. [3] Você poderia explicar de forma mais calma, para pessoas burras, como eu. RESP: Baixe a apresentação e veja se estudando-a fica tudo claro. Infelizmente essa palestra devia tomar várias aulas. Não tive tempo e tive que correr. Ninguém é burro.