A MÁQUINA DE TURING
E O QUE OS COMPUTADORES PODEM E NÃO PODEM FAZER

AVALIAÇÕES DE PARTICIPANTES

Valdemar W. Setzer
Departamento de Ciência da Computação, IME-USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer – esta versão: 21/10/19

Nesta página encontram-se em ordem cronológica reversa todas as transcrições (as partes ilegíveis são anotadas com [?]) de avaliações de participantes desta palestra, conforme escreveram, literalmente (sic), no fim da mesma, no One-minute paper, onde são colocadas as respostas aos seguintes itens: [1] Coisa mais importante aprendida; [2] Maior dúvida que ficou; [3] Comentários. Os originais estão à disposição para exame. Respostas a algumas dúvidas e meus comentários são marcados com RESP. Ver o resumo da palestra e sua apresentação em ppt. Esta palestra já foi dada 13 vezes desde 24/18/16 (avaliações só foram pedidas após a de 25/10/17 inclusive; inicialmente o título dela era "A Máquina de Turing e a essência dos computadores"), ver a lista de palestras dadas e programadas.

8. 15/10/19 na Delegacia da Receita Federal do Brasil, Sorocaba, SP, dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: Fabiana L.M. Benavides fabianapontomilare arrobat rfb.gov.br

  1. [1] Foi muito bom rememorar os conceitos básicos de computação. Ficou muito clara a distinção entre a máquina e o ser humano. [2] Sem dúvidas, as propostas foram muito claras. [3] Publique logo o livro novo! Disponibilize o acesso à compra do mesmo. RESP.: O livro "A matemática pode ser interessante ... e linda!" deverá sair pela Editora da USP no meio do ano que vem. Ainda preciso convencer a Editora a não mudar o título. O livro entrará em produção na Editora da USP em janeiro, e deverá ficar pronto no meio do próximo ano. Fique de olho em minha home page pois colocarei uma aviso lá.
  2. [1] Saber dos limites da máquina (ao contrário do que se tenta mostrar). Saber que os limites humanos estão além do que se tenta mostrar. [3] Interessante como um tema matemático pode levar a uma palestra tão humana! RESP.: O darwinismo tentou induzir a mentalidade de que o ser humano é um animal, com algumas características adicionais em relação ao últiimo; a inteligência artificial tenta induzir a mentalidade de que o ser humano é uma máquina, o que é muito pior - por exemplo, podemos ter compaixão por um animal, pois ele tem dor como nós. Mas é uma aberração ter dó de uma máquina.
  3. [1] Pensar mais. Estudar mais. Questionar mais. Ver menos TV. [2] Nenhuma. [3] Apreciei o entusiasmo e a cultura do professor. Lembrei dos meus tempos do USP, dos professores. Obrigado pelo seu tempo, professor. RESP.: Um dos segredos de uma boa aula ou palestra é o professor ou palestrante ter entusiasmo pelo assunto, e irradiar isso.
  4. [1] Que às vezes é necessário muito conhecimento teórico e científico para reconhecer o humano que nos habita. [2] Para onde caminhamos? [3] Fiquei emocionada com a paixão por ensinar e compartilhar conhecimentos, teorias, hipóteses e conjecturas que o professor Valdemar nos trouxe. Obrigada. RESP.: Sim, para dominar a tecnologia e não ser dominado por ela é muito importante conhece-la e também o impacto que ela exerce sobre os usuários. É muito difícil fazer previsões do futuro da humanidade. Mas talvez seja possível dizer que, do jeito que estamos caminhando, vamos continuar a destruir a natureza e nós próprios, provavelmente piorando continuamente como está acontecendo desde o século passado, que denomino "o século da barbárie". Para mudar esse rumo, é necessário mudar a maneira de pensar.
  5. [1] Que os computadores não realizam operações matemáticas, eles apenas manipulam dados. [2] Nenhuma. [3] Professor excelente, muito culto, como muito conhecimento, e que sabe motivar os alunos a buscar conhecimento. RESP.: Os computadores manipulam ou processam símbolos, que podem ser representados por números. Eu defino dado como uma representação simbólica quantificada ou quantificada, veja meu artigo
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/dado-info.html
  6. [1] Aprendi que as máquinas nunca conseguirão ser como os seres humanos, pensantes, com intuição e compaixão. [2] A dúvida que ficou é como no futuro será a interação homem/máquina com todo esse avanço tecnológico que estamos presenciando. [3] Adorei a apresentação, a didática, a explanação. Foi muito gratificante ter a oportunidade de participar. RESP.: Infelizmente o avanço tecnológico está "desembestado". Veja o IoT, Internet of things: para que raios precisamos de um dispositivo comandado por voz para acender as luzes de nossa residência, ou ligar remotamente a máquina de lavar roupa? É provável que haverá cada vez mais interação do ser humano com a máquina, fazendo com que o ser humano perca cada vez mais a sua humanidade. Mas isso dependerá de cada indivíduo. É absolutamente necessário que se use a tecnologia cada vez com mais consciência, colocando-a em seu devido lugar e evitando os exageros.
  7. [1] Utilizar conceitos/conhecimentos aprendidos em um assunto em outros mais práticos e acessíveis, como o caso da planta "costela de Adão" no qual por trás de sua forma aparentemente aleatória pode haver uma "programação" ao se notar algumas regras para a sua aparência. [2] Se o ser humano é apenas físico??? Se o ser humano vai saber usar com sabedoria a evolução das máquinas??? [3] Obrigado pela palestra. Foi plantada uma semente para novos pensamentos. RESP.: Eu não denominei de "programação" o que dá a forma extraordinária à costela de Adão (a folha começa inteiriça e à medida que vai crescendo vai recortando, e as partes que formam os pequenos segmentos das bordas desenham uma curva característica); denominei de "modelo". E disse que esse modelo controlava a divisão celular que produz o crescimento. Além disso, esse modelo é mental, da natureza de nosso pensamento, por isso podemos reconhecer a curva com esse último. Observe bem algumas dessas plantas, é muito instrutivo e penso que leva a uma admiração pela natureza. RESP.: Minha conjectura (não é uma crença, é uma hipótese de trabalho, sujeita a revisão e aperfeiçoamento!), muito forte, baseada em muitas evidências, é de que o ser humano, os animais e as plantas não são seres puramente físicos. Leia em meu site os artigos sobre espiritualidade; note que são todos dirigidos à compreensão, e não aos sentimentos como é o caso das religiões em geral. Infelizmente, não vejo o ser humano usar as máquinas com sabedoria. Para isso é preciso conhecer muito bem o funcionamento das máquinas, conhecer muito bem o ser humano e também o impacto das primeiras nesse último. As pessoas não estão, em geral, dominando a tecnologia, estão sendo dominadas por elas. Pesquisa recente da Univ. Federal do Espírito Santo revelou que 25% dos jovens de 15 a 19 anos são viciados na Internet. Espero ter mostrado que é possível mudar a maneira de pensar.
  8. [1] Que o computador não vai conseguir nos substituir. [2] Será que realmente isso não vai acontecer ou o ser humano não vai acreditar "de pés juntos" que isso é possível. [3] Excelente palestra e excepcional palestrante. É muito bom escutar uma pessoa inteligente e aberta. RESP.: Depende. O computador substitui muito bem o ser humano em cálculos, em jogar xadrez, e se controlar veículos os acidentes vão diminuir. O computador jamais vai substituir o ser humano naquilo que exige pensamentos não formais, quantificados, naquilo que exige nossa intuição e no que exite sensações e sentimentos, como por exemplo o relacionamento social.
  9. [1] A beleza da "máquina humana". O mistério que a envolve. [2] Como será o futuro da humanidade... [3] Palestrante adorável, talvez o melhor seria, entretanto, que o tema, para uma plateia de serviço público, fosse mais filosófico e menos matemático. RESP.: Eu jamais chamo o ser humano de "máquina". Não há nenhuma máquina com a complexidade do corpo humano, e que pensa e sente como ele. Por exemplo, levante seu braço. Uma pessoa que considera o ser humano como sendo uma máquina vai dizer que foi um efeito de alavanca. Mas nunca houve uma alavanca com milhares de fibras, algumas se contraindo e outras se expandindo. Muito pior: como surgiram os impulsos - digamos que sejam elétricos - que fizeram o braço levantar? Suponhamos que eles surgiram de uma área A do cérebro. Por que essa área emitiu esses impulsos? Suponhamos que uma outra área B emitiu impulsos para a área A. E assim por diante, até se chegar a um beco sem saída. Tenho uma conjectura de que se forem procuradas as causas de qualquer fenômeno interno dos seres vivos, sempre se chega a um beco sem saída, pois a sua origem não é física. Quanto à palestra, espero ter apresentado os aspectos técnicos de uma maneira simples. Tente rever a minha apresentação e veja se há algo difícil de compreender. Espero que o tratamento filosófico da técnica tenha sido importante.
  10. [1] Cada família deve criar seu espírito único de sua família. Na solução de problemas, não tem que encontrar a solução. Pense no problema e a intuição lhe dará a solução. Universidade é uma museu de preconceitos. [2] Qual o limite do aprendizado de máquina? Música? Artes? Sonhos? [3] Agradeço a disponibilidade. Apresentação ajuda a pensar um pouco mais sobre o que é ser humano. RESP.: Eu sugeri que se desenvolvesse um pensar intuitivo para resolver problemas; para isso, deve-se pensar profundamente no problema, sob todos os ângulos, sem procurar racionalmente uma solução. Quando se vislumbrar a solução intuitivamente, deve-se em seguida testá-la racionalmente. Um dos limites do aprendizado de máquina parece-me ser a generalidade, pois se a máquina fosse "treinada" para resolver uma gama variada de problemas, iria dar a maior confusão. Isto é, os seres humanos são, em boa parte, generalistas; as máquinas sempre serão especialistas. Além disso, as máquinas jamais irão resolver problemas que não podem ser quantificados e que exijam bom senso (ligado à intuição!) e sentimentos, como os problemas sociais. É interessante saber que existem programas que geram música no estilo de um compositor (já foi feito isso com Bach), que não se consegue distinguir se é dele ou não. Mas, atenção: antes disso o compositor introduziu seu próprio estilo! A arte devia revelar por meio de objetos físicos (inclusive sons) uma realidade não física. Veja, por exemplo, o famoso "O grito", pintura expressionista de Edvard Munch.
  11. [1] Que devemos nos conscientizar cada vez mais, que precisamos manter equilíbrio entre a tecnologia e espírito. O perigo já se instalou. [2] O que fazer para diminuir esse caminho sem volta (paradoxo). [3] Excelente palestra para reflexão. RESP.: Veja minhas reflexões acima.
  12. [1] Os conceitos de máquina universal e individual. [2] Só foi mencionado, mas não é tão óbvio, entender como uma máquina não determinista pode ser representada em um modelo determinista. [3] Interessantíssima a hipótese da conclusão. RESP.: Não há máquina individual no sentido humano. Por exemplo, todas foram projetadas, e cada indivíduo pode ter sido planejado, mas não projetado... Vamos ver se consigo descrever sem entrar em detalhes técnicos. Toda vez que uma Máquina de Turing, estando em um estado S tomar uma transição não determinista, é necessário gravar o estado S e a fita, a posição do cabeçote, e qual transição foi tomada. Se não der certo, mais tarde deve-se voltar àquele estado e restaurar a fita, e continuar com a próxima transição não determinista. Como a fita é infinita, e qualquer gravação é finita, sempre é possível fazer esses armazenamentos por uma máquina determinista.
  13. [1] Funcionamento básico da lógica de programação. [2] Por que é tão importante saber tudo a fundo? 90% é melhor do que 100%. [3] Há alguns séculos "sabia-se" que a Terra era plana e que o homem não poderia voar. RESP.: Somente na matemática pode-se saber 100% sobre alguma coisa, mas não sobre a matemática como um todo pois, como mostrei, existem problemas indecidíveis, isto é, não se sabe se têm solução. Além disso, existem teorias matemáticas que são incompletas (teoremas de Gödel).
  14. [1] Que é possível conciliar o conhecimento matemático com o humanista, visto a abrangência de conhecimentos e discussões apresentados pelo professor, que é um "matemático" com profundas preocupações humanistas. [2] Como conseguir conhecer sobre tanto? [3] Parabéns ao professor!!! RESP.: Leia! E depois de ler, leia mais! Devido aos meios eletrônicos, cada vez mais pessoas estão tendo uma incapacidade de ler concentradamente, o que é uma tragédia: depois de um trecho (por exemplo, 2 páginas) já querem pular para outro assunto (oura página). Leia meu artigo
    www.ime.usp.br/~vwsetzer/internet-mentes.html
  15. [1] A importância de se compreender a teoria para se perceber que teoria não é tudo. [2] Como não enlouquecer sabendo que sabemos tão pouco? [3] Ótima palestra, observações e pensamentos que realmente nos fazem refletir. RESP.: O que você sabe certamente é suficiente para você sobreviver. No entanto, é importante saber cada vez mais, especialmente sobre a tecnologia...
  16. [1] Que o computador é uma máquina de manipular símbolos matematicamente. [2] A linguagem da programação deixou algumas dúvidas. [3] É difícil tecer comentários sobre o assunto da palestra, afinal, muita coisa está baseada em conjecturas! Se se optar por um comentário avaliativo, sem dúvida a palestra é muito edificante. RESP.: Não abordei linguagens de programação, apenas como se programa uma Máquina de Turing. Tenho palestras que abordam como funciona um computador do ponto de vista lógico e as linguagens de programação. Se quiserem, posso dá-la:
    www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/comput-a-papel-resumo.html
    E sobre algoritmos:
    www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/algoritmos-resumo.html
  17. [1] Limitação da máquina. Desconhecimento do funcionamento do cérebro humano. [2] A medida que a ciência avançar e desmistificar o cérebro humano, isso poderá ser implantado na máquina? RESP.: Tenho uma conjectura de que jamais haverá uma interação cérebro-máquina usando o código empregado pelo cérebro, pois ele não existe. Mas já existe implantação de chip no cérebro detectando impulsos elétricos e transformando-os em funções motoras, mas isso é puramente empírico, sem se saber como os impulsos cerebrais são gerados e o que significam. Ou emissão de impulsos para controlar ataques epilépticos. Mas não se sabe quais as consequências profundas, por exemplo psicológicas, de tais implantações.
  18. [3] Prezado prof. Valdemar foi muito gratificante ouvir a transmissão de conhecimentos acumulados por um estudioso que além da ciência traz experiências da vida. Obrigada pela palestra. "A cada dia acredito mais em Deus." RESP.: Examine meus artigos. Jamais uso a entidade Deus, simplesmente por que ela virou mera abstração. Perdeu-se totalmente a noção do que poderia ser essa entidade e a vivência dela. Em lugar dela, uso o que há de divino, isto é, não físico, em cada ser humano, pois é possível notar a atuação desse membro, que é individual em cada pessoa mas de mesma natureza em todas. É devido a ele que pensamos, sentimos e queremos, é devido a ele que entramos no sono e sonhamos, que temos autoconsciência e identidade própria.
  19. [1] Firmei o conceito de que o ser humano não é apenas material, e de que o universo também não o é. Essa transcendência, para mim, leva a Deus! [2] Muito do que a sociedade é reside em uma ilusão. Com o avanço da tecnologia criam-se máquinas cada vez mais "parecidas" com os humanos. Se nós "emulamos" alguém como nós, não podermos nos confundir com eles? [3] O risco de se diminuir a complexidade da pessoa humana, ao ponto de torna-la mais perto de uma máquina exibe uma ausência de espiritualidade, o reconhecimento de que há algo maior do que nós, a abstração que se chama Deus. RESP.: Acho improdutivo ficar falando de Deus (veja a avaliação anterior). O importante é reconhecer a existência de algo não físico atuando em cada ser vivo, fazendo com que o ser humano transcenda a natureza física. Por isso podemos sublimar a animalidade que existem em nós e, por exemplo, termos compaixão pelo sofrimento de outra pessoa. Se o ser humano for puramente físico, não pode haver livre arbítrio (as "leis" físicas são inexoráveis), e portanto não pode haver responsabilidade e dignidade. Existe uma campanha, liderada por cientistas e acadêmicos, que tenta impingir a mentalidade de que somos máquinas. Para isso, nunca houve uma metáfora tão poderosa quanto o computador, que simula certos tipos de pensamentos humanos. Considerar o ser humano como máquina levará a tragédias muito maiores do que as que fizeram o nazismo e o comunismo, ambos baseados em uma cosmovisão materialista.
  20. [1] Intuição e liberdade de pensamento jamais poderão ser replicados por máquinas. [2] É possível que a disseminação dos carros autônomos elimine os acidentes decorrentes de erros de condução? [3] Muito obrigado pela palestra. RESP.: Sim. 90% dos acidentes de tráfego são devidos a falhas humanas. Não tenho nada contra máquinas controlarem máquinas, na medida em que isso for útil e não traga consequências piores. Já imaginou máquinas controlando foguetes com ogivas atômicas, sem interferência humana? É impossível provar formalmente que um programa, mesmo de relativamente pequeno porte, está correto, isto é, produz aquilo que se espera dele. Isso quando o programa é programado comando por comando. No caso de sistemas de "aprendizado" de máquina, há sempre uma probabilidade de acerto - e também de erro!
  21. [1] Por mais sofisticada e desenvolvida a tecnologia de uma máquina, ela será sempre uma máquina e não chegará ao nível humano. [2] Qual será a primeira fronteira que separa homem vs. máquina? RESP.: Há fronteiras que considero intransponíveis, como o pensar humano global, o sentir e o querer, e também a inteliência humana, que é múltipla e não especializada, e é parcialmente devida à intuição, que acho que jamais se saberá fisicamente o que é.
  22. [1] A máquina jamais será comparável ao ser humano, ou capaz de ter sentimentos ou sensações da mesma forma. [2] A maior dúvida é como iremos fazer como sociedade para não nos "tratarmos" como máquina. RESP.: Como já disse acima, é necessário que saibamos como as máquinas funcionam, e qual o impacto delas nos seres humanos, inclusive psicologicamente. É também fundamental se conhecer profundamente o que é o ser humano, o que não citei acima. Por exemplo, sem uma conceituação profunda de como crianças e jovens se desenvolvem, base da Pedagogia Waldorf (que está comemorando 100 anos de existência de sucesso em 2019 - já existem 160 escolas Waldorf no Brasil, incluindo jardins de infância, e apenas 7 estados não contam com uma), é impossível determinar a partir de que idade elas devem ter contato com os computadores e a Internet (mas isso é uma outra palestra...); leia, por exemplo,
    www.ime.usp.br/~vwsetzer/meios-educacao-sintese.pdf
  23. [1] O poder da reflexão. [2] Até onde podemos pensar. [3] Excelente palestra, profundo conhecedor, estudioso o professor. RESP.: Não há limites para nosso pensamento pois, segundo minha hipótese de trabalho, ele não é físico. Por isso podemos fazer matemática, que não é física!!!
  24. [1] Que cada ser é individual e deve ser respeitado como tal. [2] Não tem. [3] Excelente a palestra para fins de reflexão. RESP.: Obrigado, adorei dar a palestra para vocês e fiquei muito satisfeito com o resultado!

7. 25/9/19, para interessados e alunos de Engenharia da Computação da Escola Politécnica da USP, da disciplina MAC-0122 Desenvolvimento de Algoritmos, dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; Info: Prof. Paulo Miranda pav.sempontos.mbr arr gmail

  1. [1] O que aprendi de mais importante foi o processo de funcionamento da Máquina de Turing, em conjunção com o Problema da Parada. [2] A maior dúvida que ficou: será que não seria possível criar um algoritmo (baseado em algum estudo da psicologia, como os 8 sentimentos básicos ou alguma outra teoria) que simulam emoções, sentimentos, ou até mesmo simular livre arbítrio? Qual é a prova de que nós, seres humanos, não estamos atualmente vivendo nessa simulação? [3] Eu não entendi muito bem como acessar a apresentação; poderia me mandar por e-mail? RESP.: Veja, simular emoções (por exemplo, fazendo a figura de um rosto mostrar um sorriso de satisfação (ao fingir comer um caqui doce) ou um desgosto (ao comer um caqui verde, cheio de tanino) não é ter sensação e sentimento! Nós temos a sensação de vivermos a realidade e, como mostrei, temos a vivência de termos livre arbítrio ao determinarmos nosso próximo pensamento (a propósito, esqueci de dizer que a liberdade está na vontade, como o próprio nome "arbítrio" indica; o pensamento é só um instrumento dela, e permite que a vivenciemos). Se fosse tudo uma simulação, como ela é feita em máquinas, não haveria livre arbítrio. Veja o link da apresentação no cabeçalho desta página (ou é só entrar em minha home page e acionar, no índice em amarelo, "Lista de palestras, entrevistas ..:" ou "Apresentações de palestras em ppt")
  2. [1] Turing demonstrou que a conjetura de Hilbert estava errada. [2] Informática, os alunos de informática aprendem a analisar e processar dados, então está certo o nome do curso de informática. RESP.: A análise e o processamento que os alunos aprendem não é de informação, é de dados. Então deveria ser "dadótica" e não "informática". Algo passa a ser informação se um ser humano recebe esse algo e compreende do que se trata. Uma dor de cotovelo pode ser uma informação: o lugar onde dói, sente-se uma dor etc., compreendendo-se o que é um cotovelo, o que é uma dor (no caso, uma vivência) etc.
  3. [1] De mais importante, eu aprendi o funcionamento da máquina de Turing, e, a partir disso, o que os computadores podem e não podem fazer. Portanto, o que nos torna humanos. [2] A minha maior dúvida é em relação a algumas conjeturas feitar pelo senhor, por exemplo: como fazer conjeturas tais quais "os computadores jamais pensarão" se não sabemos como o próprio pensamento funciona? [3] Gostei muito do detalhamento no aspecto do aspecto da análise linguística de termos, palavras e jargões que usamos corriqueiramente, o que levou a várias provocações filosóficas, e com certeza me trouxeram e trarão reflexões; o que acende uma luz de curiosidade em mim que leva ao aprender. Muito obrigado! Gostaria de assistir a outras palestras/workshops seus, como faço? Realmente é um privilégio ouvir suas explicações e histórias com muita alegria, realmente é uma inspiração (me lembrou um pouco do professor Feynman e seu jeito de explicar. Gostaria de bater um papo pessoal se possível! RESP.: Eu disse literalmente que na minha concepção as máquinas jamais pensarão como os seres humanos. Elas podem simular certos tipos de pensamento (por exemplo, fazer uma conta armada de somar, se bem que não se sabe como somamos 3+5, por exemplo). Meu argumento foi que podemos ter liberdade no pensamento, isto é, determinarmos o nosso próximo pensamento (o que, como já disse acima, é no fundo um ato de vontade, uma decisão). Uma máquina simplesmente segue as regras (no caso dos computadores, as instruções) inexoravelmente, a não ser que haja uma pane. Sobre minhas palestras e entrevistas, veja na minha página a lista de palestras dadas e programadas, no índice em amarelo):
    www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/pals-cursos.html
    (Se a palestra não for pública, escreva-me que porei você para dentro da instituição e da sala como meu convidado (isso sempre é permitido).
  4. [1] O maior aprendizado foi o funcionamento da Máquina de Turing, o qual eu desconhecia, descobrir a realização das transições a partir das 5-tuplas, descobrir suas importâncias e aplicações matemáticas. Além disso, conhecer um pouco sobre filosofia das máquinas e sua relação com o ser humano. [2] A maior dúvida que possuí durante a palestra, foi sobre se existe outras aplicações para a máquina de Turing, sem ser as aplicações matemáticas, ou se esse conceito da M.T. é aplicado em alguma aplicação real. Além disso, sobre a filosofia das máquinas, como é explicado as reações das novas (Inteligências Artificiais) que tanto se assemelham a sensações e sentimentos humanos. [3] Ótima aula, faz o aluno ter um engajamento maior no conteúdo mostrado, devido ao interesse gerado e demonstrou um imenso conhecimento sobre diversos assuntos que tornam a aula ainda mais informativa. RESP.: O Turing tentou projetar computadores baseando-se na ideia de ter instruções muito básicas, como na M.T., e o resto era feito por software. Durante algum tempo a ideia de computadores com poucas instruções básicas foi realizada, nas máquinas tipo RISC (Reduced Instruction Set Computer). Mas os computadores com instruções complexas (macroinstruções) acabaram sendo muito mais velozes devido aos circuitos integrados (chips). Veja, as máquinas podem simular sentimentos (por exemplo, mostrando faces com certas expressões), mas não sentem nada! É um mistério para a ciência como temos sensações e sentimentos. Reflita um pouco: como é que você sente o gosto de um caqui, ao comê-lo? Tratei de sensações e sentimentos no artigo
    IA - Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e sentir?
  5. [1] As diferenças básicas entre um ser humano e uma máquina, e aquilo que torna um ser humano individual, enquanto uma máquina tende a ser universal. [2] Por que Máquinas de Turing deveriam ter memória infinita? [3] Achei a palestra extremamente gratificante, muito interativa e didática, facilitando o entendimento do tema no geral. RESP.: Só as máquinas digitais, ou melhor, computadores, são universais, isto é, qualquer uma pode simular qualquer outra. Isso é impossível no ser humano, como mostrei: se alguém come um caqui, tem a sensação do gosto dele, e ninguém, absolutamente ninguém mais consegue ter a sensação que aquela pessoa está tendo, e a atração ou repulsa pelo gosto, isto é, o sentimento que acompanha a sensação. Atenção: todas as máquinas foram projetadas e construídas por seres humanos, eventualmente com a ajuda de outras máquinas. Nenhum ser humano foi projetado e construído, por isso é indevido dizer que o ser humano é uma máquina. Máquinas de Turing com memória limitada são chamadas de Linear Bounded Automata. Pode-se provar que eles não conseguem processar certos tipos de funções que as Máquinas de Turing processam.
  6. [1] Computadores são máquinas que interpretam símbolos. [2] O Problema da Parada. [3] A dinâmica da palestra foi muito boa. Todos os temas e comentários pareciam pertinentes e interessantes. RESP.: Estude os slides do Problema da Parada da minha apresentação, e veja se consegue compreender.
  7. [1] A coisa mais importante que aprendi foi o funcionamento da máquina de Turing, e como ela pode ser utilizada para resolver uma série de problemas lógico/mateméticos. [3] Palestra muito boa onde pudemos aprender, além do conteúdo principal da aula, uma série de outros conhecimentos nas mais diversas áreas. RESP.: Em minha opinião, nenhuma aula deveria ater-se somente a matéria. Se todos os professores expusessem questões filosóficas, suas opiniões e experiências de vida, os alunos seriam imensamente enriquecidos, já pelo fato de ouvirem opiniões e enfoques diferentes. Na área de ciências exatas, no nível de graduação não existem opiniões diferentes no sentido estrito das matérias abordadas. Opiniões diferentes produzem flexibilidade mental.
  8. [1] Aprendi sobre a essência dos computadores. Foi uma interessante discussão sobre como máquinas realizam operações e como é possível escrever programas utilizando operações tão simples como os da Máquina de Turing. [3] Os paralelos entre máquinas e humanos e outras coisas do cotidiano foram interessantes.
  9. [1] A Máquina de Turing não pode ser construída pois ela necessita de uma memória infinita. A essência de um computador é ser uma máquina matemática discreta. O computador apenas pode manipular símbolos discretos, ou seja, ele não é capaz de representar o infinito e nem os números reais. A M.T. só tem um tipo de instrução: a 5-tupla ordenada. Com ela é possível calcular qualquer função matemática. Não se sabe como o cérebro funciona nem o quanto ele consegue armazenar. [2] Qual o motivo para afirmar que Alan Turing não tinha inteligência emocional? RESP.: Mesmo se fosse construída com uma enorme fita limitada, uma M.T. seria muito ineficiente. Eu acho que o fato de o Turing ter ido denunciar o seu amiguinho para a polícia mostra uma falta de bom senso social – supondo que ele sabia que o homossexualismo era proibido naquela época.
  10. [1] Termos como memória, leitura e informática aplicados no assunto de ciência da computação equivocados, pois referem-se a atributos e capacidades humanas não completamente definidos. [3] Na minha opinião, a distinção entre o ser humano e uma máquina é debatível. O cérebro humano funciona na base de sinais lógicos assim como uma máquina. Compará-los no nível abstrato como feito na palestra é, no meu ver, falho. Em suma, a resposta para "o ser humano é universal ou individual?" deve ser respondido levando em conta que é fisicamente possível transcrever sensações humanas em códigos lógicos, tornando o ser humano potencialmente universal. Digo potencialmente pois essa transcrição não é possível somente com as tecnologias e conhecimentos atuais, mas é fisicamente possível. Em outras palavras, foram tratados codificação de dados no nível básico e no nível abstrato no cérebro, mas faltou na palestra uma correlação forte entre esses dois níveis. O palestrante comentou que os materialistas têm crenças demais mas não fundamentou seus argumentos no nível dos sinais lógicos neurais, crendo que o funcionamento do cérebro é essencialmente abstrato e completamente desconhecido no nível básico, ambas proposições insustentáveis. Outras citações do palestrante como "vídeo games violentos causam violência" e a "organização celular é não determinista" foram muito pouco fundamentadas e até ideias justificavelmente equívocas. Adoraria discutir mais sobre isso. Segunda observação: a crítica feita ao materialismo foi baseada na frase "não se sabe o que é matéria" o que é um fato equivocado. Tudo tem base física por definição no campo de estudo da física. Na palestra só faltou ser dito "a ciência ainda não sabe, então a resposta é 'milagres divinos'". Consideração final: eu critico a filosofia do professor, mas admiro o questionamento filosófico, em uma aula de computação. RESP.: É pior do que não se ter uma definição de certas capacidades humanas, como o pensar, sentir e o querer: não se sabe como elas funcionam. Minha conjetura é muito forte: com o atual paradigma da ciência, jamais vai se saber. Não se pode afirmar que será possível compreender esses fenômenos, mais a memória, a vida, o sono, a forma dos seres vivos, de um ponto de vista estritamente físico. Note-se que não se sabe o que é a matéria. Eu não disse que os materialistas têm crença demais; o que eu disse é que há dois tipos de materialistas: os que tomam sua concepção de mundo como hipótese de trabalho (e, nesse caso, não deviam ter preconceitos contra outras concepções de mundo) e outros que a tomam como crença, como fé, não sujeita a comprovação e contestação. Muitos cientistas são crentes, por exemplo, a evolução neodarwinista é tomada por eles como verdade, e não como teoria - afinal, ninguém estava lá há milhões de anos atrás para comprovar. A teoria evolucionista aplicada a tempos imemoriais tornou-se um verdadeiro dogma nos meios científicos. Quanto a não se saber o que é matéria, não se sabe o que é um elétron; ele é tomado como pontual, sem extensão espacial, mas tem massa. Pode? Há fenômenos nas partículas atômicas completamente incompreensíveis, como os saltos quânticos instantâneos, o spin (que seria uma rotação em todos os sentidos ao mesmo tempo, pode?), o emaranhamento (entanglement) das partículas e a não localidade instantânea etc. Não se sabe o que é a matéria e a energia escuras, que se calculam serem responsáveis por 95% da matéria do universo. O Big Bang é estapafúrdio: se toda a matéria estava concentrada em um ponto (matemático, pode?), isso devia gerar um hiper-duper-super buraco negro e não haveria explosão; aí se imagina que no começo a energia era repulsiva e não atrativa (o "universo inflacionário"), etc. etc. Haja ignorância - e paradoxos e cada vez mais teorias para tentar explicá-los. Eu usei a palavra "milagres" (sem o "divino" – você não vai encontrar a palavra Deus ou a expressão "seres divinos" em meus artigos) para me referir a fenômenos que não têm explicação física. Você mesmo está cheio desses fenômenos, começando pelo seu pensamento e o seu sono. Finalmente, já que, do ponto de vista da física, não se sabe o que é matéria, repito aqui a metáfora que usei: uma pessoa materialista (ou fisicalista) é alguém que vive e trabalha em um edifício onde não há o andar térreo. Em minha opinião, o materialismo não se sustenta; as evidências contra ele são muitas e fortes demais. Infelizmente, a educação escolar e universitária tenta impor a mentalidade materialista, o que acaba por criar preconceitos contra qualquer explicação não materialista. Quanto ao não determinismo físico das células, é uma teoria minha que mostrei a vocês: examinando-se uma célula, não se pode prever o que acontecerá com ela no próximo instante: se ela vai continuar como está (transição para o mesmo estado), vai fazer uma transição para um estado onde começa a subdividir (meiose ou mitose) ou para um estado onde começa a morrer (apoptose). Essa minha teoria está errada?
  11. [1] A impossibilidade, e sua causa, das máquinas tornarem-se similar aos humanos em sentimentos. [2] Dados que comprovem a memória humana ser infinita. [3] IA e Homem Bicenternário são ótimos filmes, sugiro o livro Androides sonham com ovelhas elétricas? RESP.: Não conheço esses dados. Eu usei uma vivência que todos têm: de nunca ter a experiência de querer memorizar algo e sentir que não há mais "lugar" para isso na memória. O fato de não se saber como a nossa memória funciona permite-me fazer essa conjetura. A crítica que tenho aos dois filmes, que realmente são ótimos do ponto de vista cinematográfico, é apresentarem coisas impossíveis, que eu chamei de besteiróis. Por exemplo, o robô do IA ficar 1.000 anos debaixo do mar e as suas baterias não gastarem e ele não enferrujar. Mas a minha maior crítica é eles passarem a ideia de que robôs terão capacidade de sentir. Isso eleva os robôs ao nível humano, e degrada os seres humanos ao nível das máquinas, que eu chamo de nível sub-natural.
  12. [1] Os computadores e os seres humanos são incapazes de se sobreporem umas sobre as outras, apesar de ser possível a interseção. Os computadores não conseguem reproduzir as sensações e sentimentos dos humanos e nós não conseguimos nos restringir a interpretações e definições lógicas. [2] Quais serão os próximos passos de nossa evolução? A carne é limitada e delicada, visando a exploração espacial, por exemplo, encontramos limitações originadas de nossa condição. Mas, recorrendo às máquinas, perderemos aquilo que nos caracteriza, nossa essência, aquilo que nos torna humanos. [3] A análise e a abordagem filosóficas foram muito interessantes, em geral, deixamos de lado a oportunidade de discutir, de maneira mais profunda, as influências de tudo aquilo que criamos e vivemos em nossa essência e nos caminhos que decidiremos seguir. RESP.: Não posso dizer quais serão os próximos passos tecnológicos. Mas posso dizer o que deveríamos estar desenvolvendo: a auto-consciência, o livre arbítrio e o amor altruísta. Se você examinar bem, a destruição da natureza e da humanidade é resultado de egoísmo ou de ações inconscientes.
  13. [1] Os fundamentos da Máquina de Turing e a prova de problemas impossíveis de solucionar. [2] Se seres humanos são indivíduos (não universais) por possuírem conceitos subjetivos como sensação e sentimento, por que uma manifestação artística criada com o intuito principal, do entretenimento é tachada pejorativamente de "besteirol" se ela carrega consigo o título de "ficção"? A arte não deveria ser subjetiva? RESP.: Não tachei os filmes IA e O Homem Bicentenário de besteiróis artísticos, tachei disso certos conteúdos específicos. Uma ficção não precisa apresentar coisas fisicamente impossíveis ou atribuir a máquinas características que elas não são capazes de ter. Além disso, uma coisa é escrever um livro com ficções científicas absurdas, e outra é fazer um filme com elas. Os filmes têm uma enorme capacidade de condicionamento; ao se ler um livro é preciso prestar muita atenção e é possível criticar cada trecho. Veja meus artigos sobre meios eletrônicos.
  14. [1] Não jogar jogos violentos. O computador é um manipulador de símbolos. Pensamentos podem ser universais mas sentimentos não.
  15. [1] Aprendi que máquinas de turing são ideais, uma coisa imaginada e idealizada, onde é possível de fazer (quase) qualquer coisa. Que é uma parte da computação, a ideal, que eu ainda não conhecia. [2] A maior dúvida foi nos termos difíceis de explicar, coisas como consciência e sentimentos, pensamento e emoções foram utilizados como algo que as máquinas não têm, mas não foram bem definidas o suficiente para serem utilizadas na aula. [3] O One-Minute-Paper foi executado de maneira pouco inteligente, feito para ser escrito no final da aula, tirou a concentração do aluno na palestra e o levou para a redação do mesmo. RESP.: As MTs não podem fazer quase qualquer coisa: elas só manipulam símbolos discretos por meio de algoritmos lógico-simbólicos. Hoje é impossível definir formalmente o que é, por exemplo, um sentimento, e minha conjetura é que isso jamais será possível. Sensações e sentimentos têm que ser vivenciados – e o são por qualquer pessoa. Pena que eu não perguntei a vocês o que era "pensar"... Na esfera realmente humana, é preciso caracterizar, e não definir. Qualquer definição "mata" o que está sendo definido. Sobre o one-minute paper, eu pedi para vocês começarem a escrevê-lo um pouco antes do fim da palestra, pois pela minha experiência, se peço isso depois que ela termina muitos escrevem muito pouco para poderem sair logo.
  16. [1] Apesar da máquina de Turing ser a "mãe" de todos os computadores, aprendi que ela é extremamente simples, não sendo capaz de sequer guardar dados, o que modifica a forma como opera e como devemos raciocinar para utilizá-la. [2] Não ficou muito clara a transição de um estado para ele mesmo, funciona como um looping? [3] Achei que a palestra esclareceu muito sobre o trabalho realizado por Turing, e também sobre o funcionamento dos seres humanos ao diferenciá-los de máquinas. RESP.: Sim, uma transição de um estado para ele mesmo é um loop. Mas isso também pode ocorrer se uma transição volta para um outro estado anterior já "visitado".
  17. [1] Aprendi um pouco sobre a maquina de Turing. Fiquei com algumas duvidas sobre as operações da maquina de turing, porém não prestei tanta atenção assim, perdi alguns pontos da palestra. RESP.: Baixe a apresentação e estude-a calmamente.
  18. [1] Qualquer maquina digital pode simular outra maquina digital. [2] A memória não poderia ser finita caso partes menos "importantes" fossem apagadas com o passar do tempo? [3] Onde encontrar a prova do item 1? RESP.: Na verdade, a tal máquina digital deve ter as capacidades básicas de uma Máquina de Turing, o que se chama tecnicamente de ser "Turing-completa" (a menos da fita infinita). Nunca me preocupei com uma prova da universalidade da MT, e não sei se existe (procure, e se achar avise-me!). Acho que isso é tomado como algo evidente.
  19. [1] Aprendi a importância de pensar além do puramente racional, o que são máquinas de turing, e a solução do problema da parada. "Faça sua escolha e seja coerente". [2] Como colocar em prática o que aprendi e me comprometer a essa prática. [3] Muito obrigado pela palestra! Espero que você e os outros embaixadores da matemática possam perseverar nessa missão. RESP.: Acho que o que transmiti de prático foram uma conceituação do que são os computadores e certas características humanas. Se você diferenciar bem o que um computador é e não é capaz de fazer já será um resultado prático ótimo. Além disso, apresentei um pouco de uma concepção de mundo diferente, para mostrar que se pode pensar e encarar o ser humano de maneira diferente do usual (o padrão é achar que ele é uma máquina).
  20. [1] A dificuldade de a sociedade aceitar que as máquinas jamais possuíram emoções e jamais pensarão como os seres humanos. [2] A maior dúvida foi a respeito dos estados da máquina de turing. Não ficou clara a diferença entre um estado e uma transição. [3] Palestra muito boa, com abordagem bem filosófica, distanciando da maioria das palestras que focam em critérios mais técnicos. RESP.: Uma MT (e um computador!) só está em um determinado estado em cada passo de seu funcionamento. Uma transição é a mudança de um estado para outro, feita sob certas condições (no caso da MT, a transição é escolhida baseada no símbolo de entrada).
  21. [1] Inteligência humana é muito mais ampla e mais complexa do que a computacional. Outro ponto relevante foram os exemplos concretos da importância de entender a causa das coisas. [2] Dado os diversos tipos de inteligências, como se desenvolver em todas as vertentes de maneira equilibrada dada as exigências técnicas exigidas pelo mundo? [3] Achei muito interessante a sua iniciativa quanto a exploração de vários conhecimentos e o trabalho de divulgação, seja Internet, palestras, aulas ... Parabéns!! RESP.: Não fique apenas no que você está aprendendo na faculdade! A USP oferece uma enorme quantidade de disciplinas. Além disso, desenvolva-se fora dela, assistindo peças de teatro, indo a concertos (o ingresso no coro da Sala São Paulo custa muito pouco para a meia entrada, e a OSESP é uma das melhores orquestras do mundo), lendo muito (eu recomendei a leitura de um bom romance por mês, e esqueci de dizer por que: quando se lê um romance, é preciso imaginar os personagens e o ambiente. Isso desenvolve a imaginação e portanto a criatividade. Faça alguma atividade artística. Se você não toca nenhum instrumento, tente aprender a tocar flauta doce, é o melhor instrumento para a iniciação musical. Compre uma, inicialmente de plástico, e um método; é possível que você possa aprender sozinho (você pode mostrar para mim o que aprendeu, para eu corrigir). Tente ajudar outras pessoas, especialmente carentes, para desenvolver a sensibilidade e a ação sociais.
  22. [1] Funcionamento da Máquina de Turing e suas Propriedades. [2] Se o computador não é capaz de sentir, deveríamos parar de tentar criar tais modelos? (Ex: Robô Sophia) [3] Melhor aula de Filosofia que eu assisti em anos. RESP.: O máximo que se conseguirá é que os robôs imitem os seres humanos. Por exemplo, contando-se a um deles uma piada, ele reconhecer que é uma piada e forjar um sorriso - mas não terá sentido nada do que se sente ao ouvir uma boa piada... O mais importante é que não se construam robôs que "falem" coisas absurdas, como as que mostrei "faladas" pelo Sophia; isso é uma enganação e degrada a imagem que o ser humano faz de si próprio.

6. 27/5/19, na Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Fiscalização, São Paulo, SP. dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: Luiz Felipe Carvalho, felipepontopps-at-gmail

  1. [1] Visões bonitas do ramo da ciência da computação, não só no campo da matemática mas também na vida, o grande mistério que se revela em tudo. [2] Cérebro não tem código: seria algo como ordem  cérebro ' caos? RESP.: As minhas concepções de mundo e da constituição do ser humano levaram-me a concluir que o cérebro não usa um código, como é o caso de qualquer computador ou máquina digital. Mas essa é uma conjetura, não é uma certeza. Eu diria que mente (e não o cérebro!) é capaz de reconhecer ordens, seja na natureza, seja na matemática. De fato, ordem e caos são polaridades. Mas no meio eu colocaria o ritmo, e não o cérebro. Quando há ritmo não há uma ordem rígida, pois há movimento. Duas ondas diferentes (como as da água) podem ocupar o mesmo lugar no espaço, o que não ocorre com corpos sólidos. Talvez eu não tenha salientado: o código da Máquina de Turing (MT) é a quíntupla ordenada descrevendo uma transição entre estados, que faz o papel de uma instrução.
  2. [1] Pensar a influência da MT/computadores/máquinas no ser humano, na atualidade. [2] Até onde esta interferência vai levar, o que mudou, muda e vai mudar? [3] O que pode superar o conhecimento, o "saber" humano, que projeta a máquina?!?!? RESP.: Está havendo uma brutal aceleração da penetração das máquinas na vida humana. Não tenho esperança na massa da humanidade, acho que ela vai se entregar cada vez mais às máquinas e ser cada vez menos humana. Mas tenho esperança em indivíduos; acho que alguns irão reconhecer os problemas profundos causados pelas máquinas e vão colocá-las no seu devido lugar, isto é, usá-las apenas beneficamente, por isso dou minhas palestras. A perda da concentração mental que citei foi apenas um dos problemas causados pelas máquinas (especialmente TV, video games, computador e Internet). A destruição da natureza é outro exemplo.
  3. [1] Difícil destacar algum ponto. Só posso parabenizar a riqueza do conhecimento do Mestre e a facilidade de transmitir. [2] Sempre ouvia os termos Inteligência Artificial, coisas do tipo. Com a brilhante exposição pudemos retroceder às raízes da computação e pensar que a inteligência continua do domínio do homem. [3] Parabéns. RESP.: O grande problema é delegar às máquinas decisões que deveriam ser tomadas por seres humanos, especialmente decisões sociais. Quando máquinas controlam máquinas, como no caso dos carros autônomos, quase não há problemas (eles vão diminuir drasticamente os acidentes de tráfego, pois a maior parte deles são causados por falhas humanas).
  4. [1] Aprendi que precisamos restringir o uso de Internet, aplicativos e TV para reaprender a se concentrar a fim de resolver problemas cotidianos. [2] A maior dúvida seria como conhecer as forças não deterministas que controlam a natureza humana! RESP.: É possível conhecer essas forças transcendentes. Elas já foram descritas. Entre em contato pessoal comigo para mais detalhes. Meu endereço de e-mail está no topo de minha home page.
  5. [1] Da impossibilidade de a máquina alcançar o homem. [2] O livre arbítrio é possível? Tudo é determinado? [3] O curso é interessante pois demonstra a importância da filosofia mesmo num assunto tão "matemático" como o computador. RESP.: Minha concepção de mundo, baseada em estudos e observações próprias, leva-me a adotar a hipótese de trabalho de que o ser humano tem livre arbítrio, como mostrei a vocês por meio do exercício de concentração mental. Se somos capazes de determinar nosso próximo pensamento, e nos concentrarmos nele, isso significa que temos livre arbítrio. Essa é uma vivência que cada um tem que fazer por si próprio, por isso eu dei o exercício. Mas o livre arbítrio não está no pensamento: ele é apenas um instrumento mental para vivenciarmos o primeiro. O livre arbítrio, como o nome diz, está na vontade, no querer: a ação de concentrar o pensamento e de decidir o que se vai pensar.
  6. [1] Que sem a filosofia, não se pode entender/explicar bem o que são as máquinas computacionais. [2] As quebras de paradigmas e de conceitos... Ex.: O que é inteligência? O que é pensamento? (Desconstrução de conceitos aceitos como certos.) [3] No espiritismo, se diz que a regeneração de algum membro obedeceria aos limites do "perespírito". RESP.: Parece-me que a explicação de como funcionam as máquinas digitais, do ponto de vista lógico, e não do ponto de vista eletrônico, requer apenas um pensamento matemático, mais precisamente lógico-simbólico, e não filosofia. Sim, tento quebrar alguns paradigmas, principalmente os que levam pessoas a acreditarem em certas explicações pseudo-científicas. Quanto à inteligência, podemos caracterizá-la mostrando como ela se revela. Por exemplo, a inteligência inter-pessoal (cf. Howard Gardner) ou emocional (cf. Daniel Goleman) é a capacidade de se relacionar socialmente, de resolver conflitos sociais, de liderar grupos, de trabalhar em equipe, etc. Quanto mais uma pessoa tem essas capacidades, mas socialmente inteligente ela é. Quanto ao pensamento, caracterizei-o por meio de várias de suas ações, como a reflexão sobre si mesmo (pensar sobre o pensar), associar uma percepção sensorial a um conceito, associar conceitos e, principalmente, a possibilidade de pensar com absoluta clareza, como é o caso da matemática e da filosofia. Ao contrário, os sentimentos e a vontade não são claros, a vontade muito mais ainda que os sentimentos. Quanto ao espiritismo, estudei Kardec. Não consegui compreender o que ele denomina de perespírito. A ideia de que ele é uma matéria mais sutil não faz sentido; ou é material ou não é. As plantas têm perespírito? Elas têm vida, e isso já mostra que há algo de não físico atuando nelas. Em minha opinião, o espiritismo tem dois problemas principais: a tentativa de trazer algo de não físico para o mundo físico (pois eles são totalmente diferentes) e o mediunismo (pois a observação não é consciente, é forçada sobre o médium).
  7. [1] Iniciação à informática. [2] O ser humano é muito mais do que matéria? [3] O início do curso me causou sonolência, talvez pelo enfoque, depois tornou-se dinâmico. RESP.: Na minha concepção de mundo, o ser humano é muito mais do que a sua matéria. Aliás, por detrás de qualquer coisa material existe uma essência que não é material; entramos em contato com ela por meio de nosso pensamento. Nesse sentido, não é lógico visitar-se um falecido no cemitério: a sua essência não está lá! Veja a seção Espiritualidade em meu site. Quanto à sonolência, quem sabe você está mais para filósofo do que matemático ou computata...
  8. [1] Há um arquétipo da vida. [3] Os seres vivos, em especial o humano, devem ser contemplados, admirados. RESP.: Sim, é preciso desenvolver uma admiração, uma veneração, por todos os seres vivos, o que não faz sentido do ponto de vista material. Como se pode amar uma matéria? Se houvesse admiração e veneração pela natureza, não a estaríamos destruindo.
  9. [1] As delimitações da máquina, e a certeza que a máquina não será como um ser humano e vice-versa. [2] Não ficaram dúvidas e sim reflexões. [3] Gostei muito do exercícios de focalizar o pensamento.
  10. [1] O ser humano é extremamente complexo e perfeito. E as máquinas nunca o superarão. [2] Podemos racionalmente concluir sobre a existência do espírito como um ser sutil e invisível que existe em cada um de nós? [3] Palestra extremamente estimulante. Gostei muito. RESP.: Na concepção que adoto, o ser humano tem vários membros que não são físicos, responsáveis (1) pelas manifestações vitais (o que as plantas também têm), (2) pela consciência e sentimentos (que os animais também têm); (3) pela autoconsciência e pensar consciente (que só o ser humano tem).
  11. [1] Que o ser humano não é uma máquina. [2] O "modelo" da natureza. [3] Existe transcendência independentemente do nome que se dê. RESP.: Chamei de "modelo" para simplificar, e por podermos reconhecer formas em nosso corpo.
  12. [1] Não há livre arbítrio na matéria. RESP. Sim, a matéria está inexoravelmente sujeita às "leis" e condições físicas, de modo que o livre arbítrio não pode advir dela. Com a minha teoria das transições não deterministas, pode-se compreender como algo não físico pode atuar fisicamente sem violar as leis físicas (decidindo por uma dentre possíveis transições fisicamente não deterministas).
  13. [1] Que o ser humano não é uma máquina. Esta é a certeza que levo comigo. RESP.: Os nazistas trataram seres humanos como animais. Pode-se ter dó dos animais, pois eles têm dor como nós, e é por isso que existem sociedades protetoras dos animais. Mas não faz sentido ter dó de uma máquina. Tratando-se os seres humanos como máquinas, o resultado será muito pior do que no nazismo.
  14. [1] Aprendi várias coisas MT, filosofia etc. [2] Como é tratada ambiguidade? RESP.: Depende da ambiguidade. De certo modo, ela tem algo a ver com não determinismo: uma frase ambígua pode ser interpretada de duas ou mais maneiras diferentes.
  15. [1] Funcionamento da MT. [2] Didaticamente, qual a relação entre a indecidibilidade de Turing e a incompletude de Gödel? [3] Muito interessante e informativo. Grato. RESP.: O primeiro teorema da incompletude de Gödel trata da impossibilidade de se provar todos os teoremas de uma teoria matemática a partir de axiomas enumeráveis. A indecibilidade do Turing mostra que existem problemas matemáticos para os quais não se sabe se existe ou não uma solução. São coisas diferentes.
  16. [1] Aprendi a meditar sobre as diferenças entre homem e computador, de um outro ângulo. Minha formação e vida acadêmica no Direito, me fez vê-lo como uma ciência que nos "esgota", pois é sujeita ao erro humano, já que o Direito é produzido por linguagem, que é feita por humanos. Já a Biologia, a Física, a Química são ciências que não mudam cada vez que mudam os homens, por que estudam as leis naturais, que são imutáveis (Deus). Com a palestra do professor, vi que as máquinas de processamento também padecerão sempre dos mesmos problemas que o Direito, pois embora sejam modelos matemáticos, são feitas pelo homem, portanto, são também sujeitas às suas limitações, imperfeições, e variações (diferentemente dos seres vivos, que seguem as leis naturais - Deus). [2] Será que há uma lei natural única que seja a regente de todas as outras, ou seja, será que existe um modelo em que todas as leis naturais interagem e coexistem? RESP.: Na verdade, as ciências aplicadas mudam. A teoria da gravitação de Newton foi suplantada pela de Einstein. Elas mudam, ou são aperfeiçoadas, não com os seres humanos, mas com o conhecimento. Só para complicar: existem dúvidas se há "leis" na natureza. Quanto a Deus, jamais menciono essa entidade, pois virou mera abstração. Acho muito mais importante e útil tratar do que o ser humano tem de transcendental à matéria, pois isso pode ser vivenciado, como por exemplo o pensamento. Leia meus artigos sobre espiritualidade em meu site.

5. 23/5/19, para alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM, São Paulo, SP. dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: prof. Ennio Possebon, ennio-semhifem-possebon@gmail.com

[1] É extremamente interessante a forma como as máquinas decodificam códigos. Aprendi a entender códigos binários, informar se são ímpares ou pares, o que depende do último número. Os computadores, diferentemente dos seres humanos não pensam, apenas entendem e dicifram símbolos. [2] Nenhuma. [3] Palestra incrível, cativante e muito bem estruturada. RESP.: Atenção, os computadores não entendem absolutamente nada. Somente seguem regras fixas. São máquinas sintáticas, e não semânticas. Não existem máquinas semânticas, com compreensão.

[1] que o ser humano é genuino, graças a individualidade, a forma única que toda pessoa tem de pensar, graças a isso Alan Turing pensou de uma forma diferente de Leibniz, e dessa forma surgiu a máquina de turing, e as futuras gerações de máquina. [2] Como funciona o processo de funcionamento da Maquina de Turing. [3] Uma palestra com muito aprendizado sábio, importantes para evoluir, mostrando a importância da concentração e foco mas também não esquecendo da saúde mental. Referente a lógica da maquina de Turing, não consegui entender completamente. RESP.: Se você não compreendeu bem como funciona a Máquina de Turing, baixe a apresentação e siga-a com cuidado.

[1] Achei super interessante a palestra, o que o eu mais gostei foi ouvir sobre a diferença entre a maquina de Turing e humanos, mesmo sabendo a diferença foi super util saber. [2] A maior duvida foi entender as transições porém com o tempo fui conseguindo entender, mais é bem complicada. [3] Achei a palestra super de boa, exemplos que deixaram fácil a compreensão do que estava sendo dito, e a interação com os alunos foi boa, principalmente na parte de relaxar, trouxe uma leveza e nos deixou mais confortaveis. RESP.: Talvez você soubesse aquela diferença intuitivamente. Eu expliquei racionalmente. O funcionamento da Máquina de Turing é muito simples, dê uma estudada na apresentação em ppt.

[1] O que aprendi de mais importante foi como é feita a máquina de Turim, como multiplico números binários por 2. [3] Assunto interessante, diferente do que estamos acostumados. Bem interativo. Me fez olhar por outro ângulo algumas coisas.

[1] Como foi criada a maquina de Turing e que um computador nuca vai poder substituir o humano. [2] Eu gostaria de saber por que o computador trabalha apena com símbolos e não comando por escrito. [3] Muito interessante, aprendi coisas que eu não sabia e me fez pensar em coisas que eu nuca tinha parado para me questionar. RESP.: O programador pode escrever seu programa em um papel. Quando insere no computador, precisa digitá-lo em um teclado.

[1] Maquina - objetivo e universal. Ser humano - subjetivo e individual. [2] Simbolos e sistemas. [3] A aula foi muito produtiva, e nós ofereceu bastante conhecimento e não deu a oportunidade de pensar doq ouvimos dizer e oque a mídia diz sobre os robos e programas de computador.

[1] Aprendi muito sobre a maquina Turing, sua instrução, ela grava, o cabeçote se desloca para esquerda e direita. Após a "#" o cabeçote vai para a direita até a última "#" gravando todos os números que aparecem (um de cada vez), voltando após a última "# para identificar se é par ou ímpar. Como multiplicar o binário por 2. Somar dois números unários. Se o ser humano é uma máquina. [2] A dúvida que realmente ficou foi como Valdemar consegue ser tão inteligente e prender os alunos em sua palestra (muito interessante. [3] Palestra incrível, onde foi possível absorver muito conhecimento. RESP.: Eu uso várias técnicas nas minhas palestras, a fim de interessar os ouvintes, como por exemplo mostrar um genuíno entusiasmo pela matéria, interagir com os ouvintes, não usar uma voz monótona, olhar para os ouvintes e não para a tela ou quadro negro, verificar se os ouvintes estão acompanhando etc. Qualquer professor pode usar as mesmas técnicas.

[1] Vulnerabilidade da matemática. [2] Nenhuma. [3] Excelente didática e organização.

[1] A palestra me fez refletir sobre a nossa existência e a pensar um pouco mais sobre nossa individualidade e relação com a tecnologia. [3] Adorei a palestra, muito dinâmica e o prof. Valdemar trás exemplo do nosso cotidiano. Muito empenhado em ensinar. Obrigada.

[1] Como funciona a programação da maquina de turing. [2] maquina de turing com múltiplas fitas. [3] Uma palestra muito informativa, e interessante, com aprendizado muito sabio e lógico que leva a considerações filosóficas essenciais. RESP.: Uma Máquina de Turing com várias fitas precisa ter um cabeçote por fita, e cada transição deve especificar de que fita está tratando; é preciso estender as 5-plas ordenadas das transições para conter mais um símbolo especificando a fita. Mas o mais importante é que essa e outras extensões não aumentam a potência da MT, pois é possível demonstra que uma MT padrão pode simular qualquer outra com alguma extensão.

[1] Aprendi sobre a maquina de turing e mais sobre os computadores. [2] Sobre como ela funciona direito, e por que não da para construí-la. RESP.: Não dá para construir uma Máquina de Turing pois a fita deve ser infinita.

[1] A palestra foi bastante esclarecedora sobre a maquina de turing e sua especificação e particularidades, com as várias etapas foi possível ter outras perspectivas de seu funcionamento e compreender seu contexto e impacto histórico. [2] O funcionamento é de forma básica porém mesmo assim tende a ser um tanto complexo de se compreender, foi uma dúvida inicial porém com o passar da palestra esclarecida.

[1] O computador não tem as mesmas capacidades de um ser humano. Como funciona a maquina de TURING (M.T.). O ser Humano não é uma máquina. [2] Qual o objetivo da palestra? [3] Acho que a palestra não tem a ver com a matéria. RESP.: Atenção, na minha concepção o ser humano não é uma máquina, mas não posso provar isso. Usei o fato, por exemplo, de sensações e sentimentos serem absolutamente subjetivos e individuais, e as máquinas são objetivas e universais (pelo menos em seu projeto e construção). Mas alguém poderia contestar dizendo que não sabemos o que é fisicamente ter sensações e sentimentos, e que um dia será possível mostrar que é tudo físico e quantitativo.

[1] Inteligência á algo amplo. [2] Nenhuma. [3] Palestra muito bem articulada, descontraída e o mais importante, informações sobre um assunto pouco discutido em meu círculo social.

[1] Que aprender conhecer novos assuntos que não são da "minha área" é sempre bom. E que as máquinas não são "maiores" que os humanos. [2] Como realmente funciona a máquina Turing. [3] Mesmo não entendendo muito sobre o assunto da palestra, gostei muito do senhor, e gostaria muito de ter aula com o senhor. Obrigada. RESP.: Reveja a apresentação para compreender melhor a MT.

[1] A "inteligência" humana é um conceito muito profundo e relativo. Com isso, não podemos afirmar que máquinas possuem as mesmas capacidades de nós seres humanos, e que um dia iram nos substituir. Nós reagimos a estímulos do meio no qual estamos inseridos, de acordo com nossas vivências anteriores; já as máquinas por sua vez apenas manipulam e reconhecem símbolos. [2] Tive um pouco de dificuldade em entender o funcionamento da máquina de Turin com base nos diagramas apresentados. [3] Gratidão por o senhor compartilhar seus conhecimentos conosco. O senhor desmistifica muitos conceitos pré-estabelecidos e muitas vezes usados de maneira incorreta. Mudou minha visão sobre muitos assuntos. RESP.: O ser humano pode ser criativo; criar algo sem que isso seja consequência de vivências anteriores ou de percepção do meio ambiente. Para entender melhor o funcionamento da MT, reveja a apresentação.

[1] O que aprendi de mais importante foi em relação a como é feita a máquina de Turin. [2] O que eu tive mais dúvida foi na multiplicação de números binários. [3] Achei muito interessante esse conhecimento passado para nós, acredito que ele amplia nosso conhecimento de uma forma ampla e nos faz enxergar as coisas de forma diferente. RESP.: Eu mostrei a multiplicação de um número binário por 2, e não a multiplicação geral de 2 números binários quaisquer, mas esta última é muito mais simples do que a multiplicação de 2 números decimais.

[1] O funcionamento de uma maquina de turing, e como "fazer" o funcionamento de uma. Sobre os números também binários. [2] Nenhuma. [3] Palestrante bem animado, com ótimo conteúdo para explicação aos alunos, com um bom gingado para explicação.

[1] Sobre a maquina de turing, como movimenta suas etapas, como numeros binarios e outras formas, e que a inteligência artificial não é superior a inteligência humano. Em questão ao calculos, é mais rapido do que um humano, mas humano tem uma inteligência mais ampla. [2] Simbolos de turing fiquei com algumas duvidas. [3] Muito boa palestra, muito inteligente, acrescentou no meu ensino. RESP.: reveja a apresentação.

[1] A MT Ñ calcula, nem copia, manipula simbolos matemáticos. Maquina é universal; tudo se resume à numeros. [2] Nenhuma. [3] Boa abordagem do palestrante, forma verbal bem expressada, com alto nível de entendimento. Forma bem humorada e descontraida. Boa absorção do conteúdo. OBS: Maquina é algo produzido pelo homem, planejado.

[1] Que é muito importante a consentração e também aprender novas linguas, para obter maior rendimento e rendimentos academicos e na vida. [2] Gostaria de saber em qual momento vamos usar (a maquina de turing) na na nossa carrera? Ou no nosso cotidiano? RESP.: Foi seu professor que escolheu a palestra; eu tenho outra que, em minha opinião, traria impulsos para sua carreira de arquiteta. Mas a palestra não teve esse intenção, e sim transmitir conhecimentos que acho fundamentais, como a diferença entre seres humanos e computadores.

4. 18/9/18, no Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Juiz de Fora, São Pedro, Juiz de Fora, MG. dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: prof. Heder Soares Bernardino heder.arr ice.ufjf.br (as avaliações a partir da 18ª inclusive, foram inseridas em 26/11/18).

  1. [1] Além do conhecimento sobre Alan Turing e sua máquina, as partes mais importantes para mim foram as reflexões existencialistas sobre a natureza do próprio ser humano, ao confrontar as capacidades do mesmo com as máquinas cada vez mais desenvolvidas atualmente. Em resumo, eu aprendi que eu sou muito mais interessante e complexo do que o meu celular. [2] A minha maior dúvida foi a existência de um modelo metafísico que descreva todas as coisas e se, um dia poderemos prová-lo. [3] Professor, eu poderia passar mais algumas horas ouvindo e discutindo suas ideias, algumas fazem muito sentido em particular. Adorei sua apresentação, o Sr. é um professor incrível. RESP.: O modelo a que me referi é mental, da natureza de nosso pensamento, por isso podemos captá-lo com nosso pensar. Não é possível provar fisicamente algo que transcende a matéria física, que é metafísico. Mas pode-se achar evidências de sua atuação, por exemplo na simetria das mãos e das orelhas. O próprio pensar é, para mim, uma das evidências mais fortes, pois tenho a vivência (e certamente todas as pessoas podem ter a mesma vivência) de poder determinar o próximo pensamento. Se ele fosse físico, isso não seria possível, ele seria determinado pelo cérebro e não pelo meu "Eu".
  2. [1] O ser humano é uma "coisa" muito complexa e nós não nos entendemos completamente para poder nos "transformar" em códigos computacionais. [2] Se os computadores jamais simularão o cérebro humano, as redes neurais, o "machine learning" e todos os outros métodos que tentam simular o cérebro humano estão fadados ao fracasso? Faço essa pergunta pois penso em trabalhar nessa área. [3] A palestra foi ótima, me senti bastante enriquecido. RESP.: O que os computadores fazem é simular os resultados de certos tipos de pensamento, como por exemplo fazer um cálculo aritmético. Aliás, a esse respeito há uma "lei" de Setzer:
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/jokes/leis.html
    "Um programa que simula algum comportamento humano demonstra uma maneira como o ser humano não 'funciona'"
    Eu conjeturei que o objetivo de fazer os computadores pensarem e sentirem como os seres humanos está fadado ao insucesso. Mas isso não significa que o computador não pode ultrapassar, até com vantagem, a capacidade humana em determinados processos, como por exemplo fazer cálculos aritméticos e escolhas lógicas. (O ser humano toma decisões, o computador faz escolhas lógicas, o que é bem diferente.) A maior parte dos acidentes de trânsito são devidos a falhas humanas; se carros totalmente autônomos causarem menos acidentes, eles terão ultrapassado a capacidade humana de dirigir.
  3. [1] O funcionamento da máquina de Turing. [2] Se um dia, apesar do que o Sr. falou, a máquina consiga ter a mesma Inteligência que nós, humanos. [3] Um palestra muito boa, mas bem longa (minha opinião). RESP.: Minha conjetura é que as máquinas jamais terão a inteligência humana. Mas, como mostrei, isso depende do que se entende por inteligência. Em meu artigo sobre I.A.
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/IAtrad.html
    eu caracterizei dois tipos de inteligência: a incorporada e a criativa, e disse que máquinas, plantas, animais e até a Terra têm inteligências incorporadas. Mas só os seres humanos têm inteligência criativa. Essa jamais será ultrapassada pelas máquinas.
  4. [1] Funcionamento da máquina de Turing. As besteiras que estão sendo ditas sobre inteligência artificial. [2] Gostaria de saber um pouco mais sobre essa máquina: por exemplo, qual a similaridade com a máquina do filme "Jogo da Imitação". [3] Gostei muito. Parabéns, professor. RESP.: Como eu citei na palestra, a máquina do filme era a que decodificava as mensagens da máquina Enigma dos nazistas, e que foi desenvolvida por Turing e sua equipe. Não há nada em comum entre as duas. Curiosamente, como eu citei, o "jogo da imitação", usado por Turing para seu famoso teste sobre a capacidade dos computadores imitarem os seres humanos, não tem nada a ver com a máquina Enigma. O filme não trata do "jogo da imitação" (teste de Turing); o nome do filme está errado.
  5. [1] O conceito da máquina de Turing e de que qualquer outro problema matemático resolvível por um computador pode ser estruturado como um algoritmo que resolva o problema na máquina de Turing. [2] Minha dúvida é se de fato uma experiência de um pensamento não pode ser sentida por outra pessoa, pois é facilmente observado que o ser humano consegue, sim, ter a experiência do que a outra pessoa pode estar sentindo naquele momento (de forma reduzia), isso mostra que apesar dos pensamentos serem individuais, as sensações podem, sim, serem compartilhadas e vivenciadas por outros organismos. RESP.: Sim, uma pessoa pode pensar em algo, transmiti-lo a outra e ela pensar exatamente a mesma coisa, por exemplo algum ente ou dedução matemáticos. Os pensamentos podem ser universais, não dependerem, da pessoa que pensa. Isso não se passa com os sentimentos. Como eu citei, se você comer um caqui, só você estará sentindo o gosto do caqui, de sua maneira. Uma outra pessoa que comer o mesmo caqui sentirá o gosto de sua maneira. Da próxima vez que você encontrar um marciano recém chegado, supondo que em Marte não há caquizeiros, experimente descrever a ele como é um gosto de caqui: isso é impossível. Cada pessoa tem que vivenciar esse e outros gostos por si própria. Essas são sensações. O que se pode reconhecer em outra pessoa não são suas sensações, mas seus sentimentos. Por exemplo, imagine que o caqui esteja verde, cheio de tanino. Se você o comer, fará uma careta, e outra pessoa poderá garantir que você não gostou do caqui, mas jamais poderá sentir o seu sentimento de repulsa pelo gosto do caqui. Assim, pode-se por exemplo reconhecer que uma pessoa está alegre ou triste, mas não se pode sentir a alegria ou a tristeza dela. Por isso eu diss que sensações e sentimentos são absolutamente subjetivos e individuais. Como os computadores são objetivos e universais, como mostrei, minha conclusão é que jamais terão as sensações e sentimentos humanos.
  6. [1] Como funciona de forma básica a máquina de Turing. [2] De onde veio esse "modelo" a que você se refere? A conjetura de que há processos não físicos baseada na sua afirmação de que não sabemos o que é matéria é realmente um argumento a ser considerado? Já que o modo de pensar materialista nos levou até o estado em que estamos hoje. A sua base para esse argumento (o pensamento etc.) passa fortemente pela sua visão enviesada e, perdão, pela falta de conhecimento biológico e a vontade de que sua ideia esteja correta, e por isso pode estar errada. A discussão passa pela filosofia fortemente, e muitas vezes devemos distinguir um "experimento mental" da realidade. Um processo não físico, não pode, por definição ser demonstrado. Talvez por isso fiquei conhecendo suas ideias, ou melhor a primeira vez que conheço ideia semelhante a essa, é com o Sr. e não por uma notícia ou algo "escandaloso", em uma revista científica por exemplo. Acho que é um argumento muito frágil, e apesar de nãos ser impossível, não merece ser levado em consideração, pelo menos no mesmo nível de teorias já comprovadas. De onde veio esse modelo? Qual a alternativa para ela [ilegível]? A resposta para essas perguntas baseada em evidências amplamente aceitas seria interessante. [3] Ponto de vista interessante. RESP.: O que eu disse é que um materialista ou fisicalista é uma pessoa como que mora e trabalha em um edifício em que não há o andar térreo. Ela nega a existência qualquer coisa ou processo que não seja físico, material, mas não sabe o que é matéria (os físicos não sabem). Sim, minha concepção de mundo é bem caracterizada, mas é conceitual e posso descrevê-la sem usar sentimentos, como se passa com os que se dizem religiosos. Sim, um processo que não é físico, como por exemplo, na minha hipótese de trabalho (não é crença!), os pensamentos e sentimentos, não podem ser demonstrados fisicamente. Mas todos os vivenciamos! Isto é, todos somos ocultistas, temos a certeza de que pensamentos e sentimentos existem mas não podemos demonstrá-los fisicamente. Não se tem a mínima ideia como é o processo físico de termos a sensação do gosto de um caqui que comemos. Isso me permite conjeturar que no processo há algo não físico se passando. Sobre levar em consideração, isso depende de cada um. Se uma pessoa se sentir tocada pelos meus argumentos em prol da existência de processos não físicos, deveria aprofundar-se nessa teoria. Uma atitude científica básica é não ter preconceitos. Infelizmente a concepção de mundo que adoto não é amplamente aceita, pois em geral os intelectuais são materialistas e preconceituosos em relação a qualquer coisa que não siga esse ponto de vista. Mas tenho muitas evidências para mostrar que o mundo não é só material. Cito apenas duas: a origem da matéria e da energia físicas e os limites do universo. Ambos não fazem sentido físico.
  7. [1] Funcionamento da M.T. Teste de Turing. [2] Um pouco parcial a respeito de alguns assuntos e não explicou/embasou esta parcialidade. Não falou sobre "o quarto chinês". RESP.: Infelizmente tive que ser breve. Você poderia exemplificar algo que eu devia ter embasado mais? Não tive tempo de abordar o "Quarto Chinês" de John Searle, veja-o em
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Quarto_chin%C3%AAs
    Só que Searle parte da "compreensão", mas não diz o que é compreender. Eu caracterizo o que significa compreender. Além disso, o teste de Searle é linguístico, e não comportamental, como o Teste de Turing.
  8. [1] Sobre a definição formal de uma máquina de Turing. [2] O Problema da Parada. Não entendi absolutamente nada, me desculpe. RESP.: Reveja a apresentação, e tente acompanhar o raciocínio calmamente. Ele é um pouco sutil. Note que eu coloquei a demonstração gráfica mas há também uma descrição em forma de texto, que não usei na palestra, pois falei tudo aquilo.
  9. [1] Além dos conhecimentos sobre a máquina de Turing, e as hipóteses advindas dessa, foi o conhecimento filosófico contido na palestra. [2] Se deve existir um modelo não físico que descreve e se impõe sobre as coisas como por exemplo o crescimento simétrico das folhas, como esse modelo interagiria de forma não física? RESP.: Eu tenho uma teoria que talvez resolva esse problema milenar: se algo não é físico, como pode interagir com o mundo físico? Ela usa transições não deterministas, como descrevi na palestra, introduzindo-as com a máquina de Turing. Veja o cap. 6 de
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/espiritualista.html
  10. [1] Aprendi sobre o funcionamento da Turing machine. [2] Se a gente não sabe como se dá o processamento humano, como pode afirmar que está certo ou errado a comparação com máquinas? [3] Talvez seja uma boa ideia dar referências nos slides para perder a tendência de cair no achismo. As afirmações feitas nas outras áreas de conhecimento podem ser revistas pois não estão corretas. RESP.: Justamente por não se saber como funcionamos, não se pode dizer que uma máquina processa algo como o fazemos. Os resultados podem ser os mesmos, por exemplo em um cálculo aritmético, mas não se pode dizer que a máquina seguiu todos os nossos processos.
  11. [1] Questões filosóficas sobre a própria vida, ser humano etc., por ser capaz de pensar de uma maneira diferente. [2] A maior dúvida que ficou foi: uma memória física não pode ser ilimitada? Por que? RESP.: Para nós, não existe o infinito. Se há uma implementação física, ela tem que ser limitada. A propósito, as noções matemáticas e físicas do infinito são interessantíssimas e em geral contra-intuitivas. Posso dar uma palestra sobre isso (estou bolando uma).
  12. [1] A "simplicidade" e "eficiência" de uma máquina de Turing. [2] Sobre seu questionamento em relação à paleontologia. [3] Não é porque, hoje, não sabemos (a ciência) a explicar determinadas perguntas que não tenham explicação (sobre simetria e outras "evidências") ou seja, talvez apenas o "meio material" (físico) seja o suficiente para explicar a razão das "evidências" apresentadas pelo Sr. e só não toma o conhecimento suficiente (ainda!). RESP.: Não lembro de ter abordado a paleontologia, mas minha crítica é que a partir de seus ossos não se pode inferir a vida de uma pessoa. Aliás, está havendo uma grande controvérsia sobre a origem do homo sapiens, se ele se misturou com outras espécies de homo ou não, de quando e de onde é sua origem etc. A meu ver, um dos grandes problemas é se achar que o ser humano sempre foi do mesmo jeito, sempre sentia e pensava como nós etc. Por isso a interpretação marxista da história é a mais chata possível: sempre foi tudo luta de classes, até nas cavernas. Sobre a falta de conhecimento "ainda", essa é uma desculpa padrão dos cientistas: se não conhecemos hoje, algum dia conheceremos. Tome nota: tenho uma conjetura de que jamais conheceremos o código usado pelo cérebro, pois ele não existe. Outra: não vai se achar evidência de vida inteligente fora da Terra, pois ou ela não existe ou é incomunicável, e tenho um raciocínio puramente lógico aristotélico para mostrar isso.
  13. [1] Utilizar lógica de computação para analisar problemas de biologia e outras áreas. Máquina de Turing como arquétipo. As verdadeiras funções realizadas por um computador, como usos errados de termos como "memória", e "leitura". [2] Qual seria uma ideia para a teoria da evolução (pré-DNA). Como seriam os processos não físicos, e se poderiam ser estudados fora do campo teórico. RESP.: Minha concepção para a origem da vida é que ela não foi aleatória. Sim, os processos não físicos podem ser estudados, e muitos deles o foram. Só que o método que deve ser usado é uma extensão do método científico usual. Já existe uma ampla teoria sobre aqueles processos. Eu não a mencionei pois não quis fazer proselitismo. Quem se interessar, pode escrever-me. Eu apenas quis mostrar que se pode pensar de uma maneira conceitual que não é a usual. Quem não se satisfaz com a maneira usual, que procure algo diferente. Posso garantir que existe, mas para isso é preciso não ter preconceitos.
  14. [1] Como a máquina de Turing funciona e sua importância. [2] Se existem modelos não físicos agendo sobre o mundo físico, é possível para o ser humano ser capaz de "detectar" ou "manipular" esses modelos não físicos, mesmo estando no mundo físico? RESP.: Sim, pois temos processos que não são físicos dentro de nós, como o pensar, o sentir e o querer.
  15. [1] O professor nos mostra uma outra maneira de interpretar os fenômenos da vida, desconstruindo a ideologia materialista que a sociedade e a ciência nos impõe. [2] Como reconstruir a ciência com essa ideologia "mentalista" mostrada pelo professor. RESP.: Ver respostas anteriores. Mas, atenção, eu não quis desconstruir a ideologia materialista, pois isso é impossível: não é possível mostrar fisicamente que há algo não físico no universo. O que eu quis é mostrar que existe a possibilidade de se estender toda a ideologia materialista, sem negar nenhum fato científico - mas eventualmente pode-se negar algum julgamento científico, como a teoria da evolução neo-darwinista, que é uma mera teoria: ninguém observou a evolução nas eras geológicas.
  16. [1] Sobre o fator transcendente e não materialista do ser humano. [2] Como podemos definir "criatividade" e qual seria a extensão dessa ideia aplicada às máquinas? A partir da conjectura de que os computadores jamais pensarão e sentirão como os humanos, então qual é o parâmetro básico para definir pensamentos e emoções? Poderíamos assumir que a subjetividade sensual e pensativa seguem "passos" bem definidos em si, processos computáveis e distintos, mas que seguem uma sequenciação coerente e ordenada? E assumindo isso positivamente, é positivo achar um padrão que é uma convergência de todos os outros padrões? RESP.: Segundo o sociólogo do lazer, Domenico de Masi, criatividade = fantasia + concretividade; fantasia é ter ideias novas, concretividade é fazer algo de útil para si ou para o mundo. Pensamentos e emoções não podem ser definidos. São vivências interiores. No caso dos pensamentos, se são conceituais e universais podem ser externalizados. Acho que na palestra eu mencionei uma teoria minha: se você tomar qualquer processo interior de um ser vivo (como por exemplo o crescimento de um ser vivo ou um movimento de um braço) e for procurar a causa física dele, e a causa da causa, e a causa da causa da causa etc., sempre chegará a um beco sem saída: não há a convergência que você citou.
  17. [1] A incoerência sobre a realidade de conceitos computacionais. [2] Se um dia será possível compreender completamente o funcionamento do universo e da vida. [3] Palestra interessante que prende a atenção. RESP.: Na minha concepção de mundo, jamais será possível compreender completamente o funcionamento do universo considerando apenas processos físicos. Aliás, o átomo é incompreensível! Em minha concepção, no infinitamente pequeno e no infinitamente grande a matéria física desaparece.
  18. [1] Aprendi de mais importante que todos os conhecimentos que a humanidade adquiriu e acumulou durante sua existência são na verdade uma parcela minúscula do que realmente é a escênsia da natureza e do universo que nos cerca. [2] A maior dúvida é de natureza metafísica, mas que não há respostas para as perguntas, com relação à transcendência humana e a razão para a existência do livre arbítrio e do pensamento. [3] Ótimo tema para reflexão sobre o que realmente somos e qual o objetivo da ciência moderna em todas as suas áreas. RESP.: Em minha concepção de mundo, uma das grandes missões da humanidade é o desenvolvimento do livre arbítrio. É mesmo possível traçar esse desenvolvimento ao longo da história. A pertir do livre arbítrio, a missão seguinte é o desenvolvimento do amor altruísta (que não é altruísta se não for exercido livremente). A ciência moderna deu uma contribuição filosófica muito importante: mostrou que o ser humano pode ser objetivo e expressar seus pensamentos conceitualmente de maneira clara, dirigida à compreensão e não à fé ou aos sentimentos. Infelizmente, ela enveredou por um caminho extremamente parcial. Deveria haver 3 ciências distintas: a que lida com o que inorgânico, a que lida com os seres orgânicos e a que lida com os seres humanos. Ocorre que ela está usando apenas o primeiro enfoque, aplicando-o a tudo. Com isso, a ciência tornou-se desumana.
  19. [1] Os conceitos envolvidos na maquina de Turing e os abusos de linguagem envolvendo computação. [2] Como descrever o processo humano sem questionar a existência de uma divindade. RESP.: Minha preocupação com o antropomorfismo das nomenclaturas da computação, como 'memória', 'processamento de informações' e 'informática' (computadores e suas redes processam dados, e não informações; a informação exige compreensão por parte do receptor, e computadores não têm com preensão (e conjeturo que jamais terão compreensão verdadeira), 'inteligência artificial', 'aprendizado de máquina' etc. Em minha opinião essas denominações erradas (pois não sabemos o que é memória, inteligência, aprender etc.) degradam o ser humano ao nível subnatural das máquinas, e elevam as máquinas ao nível humano. Não sou contra o uso delas, mas gostaria que as pessoas que as usam tivessem consciência de que o computador não é nada disso, e o ser humano é muito mais.
  20. [1] Aprendi que muitas questões filosóficas humanas se misturam com muitos conceitos da computação e qual o poder da computação para entende-las. [3] Achei interessante pois contesta algumas teorias em alta atualmente e forneceu uma hipótese nova a considerar, além disso as questões filosóficas abordadas na palestra foram bastante interessante. RESP.: Cuidado. Em minha concepção de mundo, jamais se entenderá o ser humano tendo como ponto de partida o computador, como muitos cientistas da assim chamada Inteligência Artificial queriam (é a chamada "hard I.A.").
  21. [1] Alguns temas podem ser mais complexos do que parecem. [2] Como se definiria algo não físico? [3] A explicação sobre maquinas de Turing foi muito boa. Assista "Serial experiments Lain", é parecido com a palestra. RESP.: Eu tenho dificuldades de falar e escrever sobre temas que envolvem algo que não é físico, pois teria que apresentar uma teoria muito extensa. Estou ciente de que não se pode definir algo por exclusão. No fundo, eu quis me referir ao fato de que, na minha concepção de mundo, há processos e substâncias que não podem ser reduzidos a processos e substâncias físicos. Por exemplo, o que dá vida aos seres vivos não pode ser reduzido a fenômenos físicos, é um membro que eles têm, de uma 'substância' que não é física. Note que a ciência não sabe o que é a vida! Assisti a primeira pare do "Serial experiments". Tenho uma grande objeção aos desenhos animados: todos eles são caricaturas da natureza e dos seres humanos. Esse parece ser um desenho sobre o sobrenatural mas, como acontece quase sempre, o sobrenatural é apresentado de maneira material, o que é um engano muito grande.
  22. [1] A diferença entre humanos e computadores, além, de falácias e ideias errôneas atuais na computação. [2] Como pode algo tão desordenado como o ser humano funcionar? RESP.: O ser humano não é desordenado. Se o fosse, estaríamos constantemente doentes, pois germes não faltam em todo lugar. Se ele fosse um ser puramente físico, aí sim, seria totalmente desordenado. Não são as forças físicas que estabelecem sua estrutura física. Se assim fosse, os seres vivos seriam ou amorfos ou cristalinos, sujeitos apenas a transformações devidas a fatores externos.
  23. [1] Questionamentos são sempre construtivos independente da natureza deles. [2] Qual é a sua teoria evolutiva (pois disse que a vigente não satisfaz totalmente). [3] Achei que em determinados momentos você força que o ouvinte chegue a mesma conclusão que você, e que vc utiliza do apela a ignorancia muitas vezes. RESP.: Minha teoria da evolução é que nem todas as mutações e nem todos os encontros levando a alguma seleção são casuais. Eu tento não acreditar em nada, e ter apenas hipóteses de trabalho, sempre sujeitas a comprovação e a revisão. Uma das primeiras coisas em que não acredito é justamente no acaso. Eu apelei para a compreensão de vocês, e o faço em todas as palestras; transmiti apenas conceitos (mas reconheço que muitas vezes coloco entusiasmo em meu tom de voz). Com isso, tento preservar a liberdade de quem está me ouvido.
  24. [1] O pensamento humano não pode ser reproduzir por computadores (máquinas) por possuir componentes, características não físicas, materiais. [2] As máquinas seriam capazes de simular o pensamento humano de modo que não se consiga distinguir de um funcionamento de uma máquina? [3] A palestra conseguiu lidar com a matemática por trás da computação e suas consequências filosóficas de forma clara e objetiva. RESP.: Sim, as evidências são muitas e fortes para se concluir que o pensamento não é um processo puramente físico. Por exemplo, se o fosse, não poderíamos concentrá-lo; não conseguiríamos nem mesmo efetuar uma soma armada. Não me parece que as máquinas serão capazes de simular o pensamento humano de modo que elas se tornem indistinguíveis deles, de um ponto de vista comportamental linguístico. Isto é, acho que jamais as máquinas passarão realmente o teste de Turing, se quem fizer o teste tiver uma boa inteligência e cultura. Por exemplo, todos os sistemas de I.A., como por exemplo os de 'deep learning' são especializados em pouquíssimas funções. O ser humano é um generalista.
  25. [1] Aprendi como funciona a Máquina de Turing e afirmei, através dela, que a forma como eu penso é semelhante em relação aos computadores e inteligência artificial. [2] As minhas dúvidas foram solucionadas durante a palestra. [3] A palestra é muito interessante e informativa. Vejo que as ideias que há em relação à IA estão sendo passadas à população estão incorretas, mas vi na palestra os fundamentos para comprovar isto. RESP.: Não, a maneira como você pensa não é semelhante à maneira como os computadores processam dados. Para começar, não se sabe como o ser humano pensa.
  26. [1] Aprendi que nossa compreensão do universo é sempre limitada, porque sempre haverá algo que a gente não sabe. E nos comentários finais percebi que não devo ter a mente "presa" em nada. [2] A maior dúvida que ficou é quando definir uma aproximação boa o suficiente do que eu sei pra fazer algo. Porque analiticamente é "fácil", mas e pro resto? [3] Eu me interesso por essa área de "IA" e o que eu tenho ideia de pesquisa acaba entrando em filosofia, por isso as minhas perguntas foram meio "peculiares". RESP.: Cuidado, é o método científico atual que produz limitações no conhecimento, como já foi exposto por Kant. Mas ele não imaginava que poderia existir outros métodos mais amplos, sem limitações. Note que você tem a intuição de que algo que sabe está correto. Se duvidássemos de tudo o que percebemos e pensamos, seríamos esquizofrênicos, pelo menos esquizoides.

3. 9/5/18, na Semana de Eventos IDEAR da Universidade São Judas, campus UNIMONTE, Santos, SP, dentro do projeto Embaixadores da Matemática do IME; info: Debora Agraz Cutino Nogueira debora.nogueira.arro.ba unimonte.br

  1. [1] O funcionamento do acionamento de uma máquina. [2] Não entendi como o professor fez a soma dos números binários e depois elevou ao quadrado. [3] Adorei a palestra, professor bem interativo, tira bastante dúvida, aponta os erros e corrige, bem comunicativo e objetivo. RESP.: Cuidado, vimos a essência das máquinas digitais, e não de todas as máquinas. Vimos um como seria o algoritmo de uma soma de números unários, e não binários. Não houve exemplo de elevar ao quadrado.
  2. [1] A diferença entre o pensamento humano e o funcionamento das maquinas. [2] O problema da parada. [3] Gostei muito da abordagem filosófica. RESP.: Cuidado, conhecemos perfeitamente o funcionamento lógico das máquinas digitais, não conhecemos o funcionamento do pensamento. Veja a apresentação em ppt e estude o problema da parada, usando a representação gráfica e a textual que vem logo em seguida.
  3. [1] Dispositivo teórico elaborado por Alan Turing tem uma fita e cada celula contem alfabeto finito. Um cabeçote, registrador de estados e uma tabela de ação. [2] Duvida pessoal foi como um matematico chegou a elaborar a maquina/raciocínio Como provou que a matematica não consiste em resolução de todos os problemas. [3] Conteudo coplexo porem passado de forma simples e unica que torna não tão complexo de entender. Didatica muito boa. RESP.: Cuidado, cada célula da fita de entrada ou saída contém apenas um símbolo de um alfabeto, que é sempre um conjunto finito. O que você chamou de "ação" é o conjunto de transições que, de fato, como você diz, pode ser representado como uma tabela. O que Turing provou é que existe problemas matematicamente bem definidos para os quais não se sabe se têm solução ou não.
  4. [1] Que os computadores são limitados a aquilo que nós o ensinamos pois mais magnifico que possa parecer, tudo é apenas uma programação ordenada. [2] Em alguma fase da vida podemos ser comparados a um M.T, levando em contas que também aprendemos até nos tornamos um ser individual. RESP.: Cuidado, não "ensinamos" um computador; fornecemos dados e ele calcula parâmetros e armazena dados e resultados. Se fazemos cálculos e manipulamos símbolos, podemos ser comparados, do ponto de vista do resultado, a uma M.T. ou a um computador. Aliás, os computadores ganham de longe... Mas temos ações mentais que não podem ser simuladas por um computador - por exemplo, gostar de algo, pois o sentimentos são absolutamente subjetivos e individuais, como mostrei.
  5. [1] Máquina de Turing. É uma máquina abstrata matemática. Turing fez um teste para definir a inteligência artificial. As máquinas não leem, reconhecem símbolos. Como a MT funciona. Seus (os) Estados. Diagrama de Estados. A única coisa que ela faz é escolher uma transição baseada no símbolo de entrada. Um máquina discreta. É o arquétipo de todas as máquinas digitais. Com a MT, Turing provou que nem todos os problemas matemáticos podem ser resolvidos. Turing foi essencial na derrota contra a Alemanha na 2ª Guerra Mundial. Quebra o código da Máquina alemã. [3] Professor, gostei muito de sua explicação sobre o por que somos livres, caso pudesse me mandar em suas palavras via e-mail ficaria grata! (quero mandar para minha antiga professora de filosofia). Obrigada pela oportunidade de uma palestra maravilhosa dessas que o senhor teve o prazer de nos proporcionar. RESP.: Parabéns por ter anotado tantos tópicos abordados! Não expliquei como somos livres, ninguém pode provar isso. Fiz vocês terem a vivência do livre arbítrio no exercício mental de rodar o antebraço na horizontal. Quem sabe vou escrever a você pessoalmente sobre minhas evidências para se vivenciar individualmente o livre arbítrio.
  6. [1] Que a complexidade do raciocinio humano não pode ser exemplificada racionalmente por uma máquina, mas sim apresentada matematica utilizando quaisquer algoritmo finito. [2] Até onde a máquina é capaz de processar, ou melhor, seria capaz de simular uma personalidade humana e tomadas de decisões lógicas complexas como o ser humano? [3] O grafeno poderia contribuir para um melhor desenvolvimento de inteligências artificiais mais rápidas e menores? RESP.: Não se sabe como o ser humano toma decisões, portanto isso não pode ser introduzido em uma máquina. Pode-se simular nela uma tomada de decisão, mas terá que ser reduzida a uma escolha lógica. O grafeno permite construir condutores com certas vantagens (poder ser enrolado, por exemplo). No máximo, aumentará a velocidade os computadores.
  7. [1] Pensamos, logo somos. [2] Com cheguei ao final da palestra, não há espaço suficiente para as dúvidas. [3] Assunto fascinante! Vou pesquisar no site. Parabéns. RESP.: Em minha concepção de mundo e do ser humano, pensamos portanto não somos seres puramente físicos.
  8. [1] Aprendi o funcionamento básico das maquinas, e gostei principalmente de como o professor desenvolveu ideias filosóficas de inteligência e liberdade. [2] Dúvida referente ao que foi passado, eu não tive, só tenho que procurar aprimorar o conhecimento obtido. [3] Ótima forma de ensinar, me deu uma nova concepção/um novo jeito de olhar as coisas "simples". É genial a forma como o professor demonstra que o ensino é materialista e que nós temos que enxergar o mundo por outros ângulos. RESP.: Cuidado, vimos o funcionamento básico das máquinas digitais. Deve-se ter abertura a falta de preconceito para examinar qualquer concepção de mundo; essa é uma atitude científica. O ensino normalmente induz o materialismo; é preciso um esforço para se entrar em contato com concepções racionais não materialistas.
  9. [1] O que mais achei interessante para meu aprendizado foi que a computação das operações de leitura, iscrita e exclusão de símbolos binarios poderiam ser satisfeitas por uma maquina que continha uma fita de comprimento ilimitado. [2] Qual a logica que Turing teve para ter essa ideia. [3] Uma palestra muito interessante, absorvi novos conhecimentos!!! RESP.: qualquer processamento simbólico discreto pode ser feito por uma M.T. Acho que o Turing estava à frente de seu tempo; naquela época não se pensava tanto em máquinas, muito menos digitais.
  10. [1] Que o computador não calcula, ele combina símbolos e que todo problema matemático tem solução. [2] Não entendi como se multiplica um número binário por 2. [3] Achei interessante saber que Não há máquina digital abstrata mais potente do que a máquina de turing. RESP.: Eu mostrei como o Turing provou que nem todo problema matemático tem solução (era a conjetura de Hilbert): não se pode construir uma M.T. universal que examina qualquer M.T. e prova que ela para ou não para quaisquer dados de entrada (Problema da Parada).

2. 9/3/18, palestra na disciplina MAC-0119 "Introdução à Programação" para alunos do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, no Instituto de Matemática e Estatística, Cidade Universitária, São Paulo; info: prof. Roberto Marcondes Cesar Junior rmcesar at#arroba usp.br

  1. [1] Aprendi que, ao contrário da crença popular, os computadores modernos jamais alcançarão a complexidade da mente humana (ao menos até ser definida a concepção de mente e inteligência). Honestamente, imaginei que sairia da sua palestra mais fascinada por matemática do que quando entrei (o que não está errado, sua palestra realmente me deixou impressionada sobre a Máquina de Turing e com altas expectativas para as aulas de programação), mas ainda eu redescobri meu fascínio pelo corpo humano e os mistérios que ele abriga, o que me trouxe inicialmente para o curso de biomedicina. [2] Por enquanto não tive tempo de digerir todas as informações, mas tenho certeza que assim que absorvê-las as dúvidas surgirão aos baldes. [3] Sua aula excedeu em níveis absurdos todas as expectativas que eu tinha sobre a primeira aula de programação. Fico profundamente agradecida ao senhor. RESP.: Em minha concepção de mundo, jamais teremos uma definição de mente e inteligência, elas não são definíveis. Só podemos vivenciar e caracterizar os seus efeitos.
  2. [1] Aprendi que a inteligência é algo além do que compreendemos – o raciocínio lógico – e que máquinas são somente ferramentas que identificam códigos que damos a elas. [2] A maior dúvida que ficou foi o que difere os seres humanos das máquinas. O que nos torna não puramente físicos? [3] A teoria sobre Máquina de Turing foi maravilhosa, mas o incentivo ao pensamento sobre nossa essência, o que difere nós de máquinas e como sabemos pouco sobre a natureza foi maravilhosamente engrandecedora. Obrigada! RESP.: As máquinas digitais interpretam códigos. No caso da MT, a "máquina" interpreta os símbolos de entrada e saída de uma trasição (ou quíntupla ordenada), bem como o "movimento" do cabeçote efetivando-o, e produz a mudança de estado pois interpreta o nome do estado seguinte ao atual, e torna-o o novo atual. É importante compreender que um computador não executa um programa (a extensão .exe do Windows está errada!); ele interpreta o código do programa, e executa cada instrução dele em seus circuitos, que poderiam ser programas, usando circuitos mais básicos! Por exemplo, uma soma poderia ser feita por instruções de um programa, em lugar de ser feita por meio de circuitos eletrônicos.
  3. [1] O mais importante que aprendi seria a compreensão do ser humano como um ser diferente de um sistema maquinário. Entender que o funcionamento do computador não depende da máquina, mas sim do homem é importante para a visão de mundo. [2] A maior dúvida seria como os espaços nas Máquinas de Turing são programados previamente. [3] A aula foi muito boa e importante tanto no conhecimento para programação quanto para a vida. O que eu recomendaria acrescentar seria um ensino da leitura de binários. RESP.: Tentei mostrar algumas evidências que me levam a uma concepção de mundo permitindo admitir, por hipótese de trabalho, que o ser humano transcende a natureza física. Tenho muitas outras evidências. Mas não é só o ser humano, também o resto da natureza e mesmo o universo. Em termos deste último, só como exemplo, obviamente a origem da matéria e da energia não pode ser física, e os limites do universo não fazem sentido. Quanto aos "espaços" da MT, quem sabe você está se referindo ao programa do Controle Finito, que representei como diagrama de estados. Na aula, dei um exemplo completo (deduzir se um número binário é par ou ímpar). Programar uma MT pode ser considerado com desenhar o seu diagrama de estados. A importância para a vida é o reconhecimento de que é possível admitir que o ser humano não é somente físico, baseado em evidências - eu usei o pensar, o sentir e as formas de seres vivos, como por exemplo o fato de que no crescimento mantemos as mãos com muita simetria.
  4. [1] A compreensão sobre como a Máquina de Turing funciona, e os princípios dos pensamentos lógicos na programação. Além disso, as limitações dos sistemas. [2] No "Problema da Parada" o primeiro exemplo em que T1 é gerado por T3, ocorre o mesmo problema de parada que no exemplo em que T3 gera o próprio T3? Como resolver o problema da parada? [3] Foi muito construtivo tudo o que foi dito na palestra, inclusive as dicas, e as hipóteses que nos fazem pensar e questionar o que somos ao redor dos conceitos de limitações das máquinas em relação ao que somos essencialmente. RESP.: No Problema da Parada, no primeiro exemplo não ocorre o segundo problema ao qual você se referiu. No primeiro caso, não há contradição. Tente estudar calmamente o Problema da Parada usando minha apresentação. Introdizi uma mudança em um slide mostrando como seria o caso de duas MTs usando uma só fica, de modo que T3 pode ativar T2.
  5. [1] Inteligência social é essencial. [2] Como sai da Máquina de Turing para computadores modernos. [3] O professor precisa atualizar seus conhecimentos biológicos para o final da palestra. RESP.: Atenção, não existe só inteligência lógico-matemática e social. Existem inteligências intrapessoal (p. ex. conhecer os próprios limites), musical, espacial, cinestésica etc. Quanto aos computadores (não só os modernos, mas desde os primeiros!), uma das diferenças básicas é que tanto os programas (o diagrama de estados na MT) como os dados que eles processam estão gravados na "memória", sendo normalmente indistinguíveis. Pergunte ao prof. Roberto como o computador distingue dados de instruções. Em respeito aos meus conhecimento biológicos, realmente são parcos. Mas a esse respeito eu disse algo que não é verdade?
  6. [1] Aprendi que o ser humano e os computadores são muito diferentes apesar da ciência atual tentar aproximá-los e sobrepô-los, até, em alguns casos, tenta colocar a máquina como superior aos seres humanos. No entanto, a máquina não possui sentimentos ou sensações próximas, nem mesmo consegue chegar a uma resposta sem ter sido programada anteriormente, ou possui livre arbítrio. [2] Não entendi muito bem como ocorre a transcrição na fita da Máquina de Turing. RESP.: Em várias funções, as máquinas são superiores aos seres humano, como tratores, aviões e computadores no que concerne velocidade e menos falhas em cálculos e manipulação de símbolos. Computadores também não têm compreensão. De fato, um programa é um conjunto de regras que o computador interpreta para executar alguma manipulação simbólica. Nesse sentido, computadores são máquinas puramente sintáticas. Nós temos semântica, compreensão. Na minha concepção, no pensamento podemos não seguir regra alguma, isto é, temos livre arbítrio. Por exemplo, podemos nos impor nosso próximo pensamento e concentrarmo-nos nele.
  7. [1] Aprendi que uma máquina nem sempre é mais inteligente que o ser humano, por que existem diversos tipos de inteligência. [2] Tive dúvida na Teoria da Indecisão. [3] Professor muito simpático, adorei o fato de ele falar alemão por que é uma língua fantástica. Adorei o termo "besteirol". RESP.: Um computador pode executar melhor tarefas às quais associamos inteligência, como por exemplo fazer contas. No meu artigo www.ime.usp.br/~vwsetzer/IAtrad.html eu caracterizei "inteligência incorporada", que todas as máquinas e seres vivos têm, e "inteligência criativa", que só o ser humano tem. Quanto ao Problema da Decisão de Hilbert, ele tratava de algo relativamente simples de ser exposto: "Qualquer problema matemático bem formulado tem solução". Mostrei que, com o Problema da Parada, Turing mostrou que isso não era verdade, isto é, há problemas matemáticos indecidíveis.
  8. [1] Aprendi que deve ser possuir senso crítico e se manter firme nas propostas, de forma coerente, mesmo que contra o senso comum. [2] Nenhuma. [3] Palestra muito interessante, informativa, mas um pouco desfocada da proposta em certos momentos. RESP.: Sim, eu tenho toneladas de coisas para contar, e aproveito as palestras para abordar rapidinho umas e outras fora do assunto em pauta.
  9. [1] Eu aprendi a construir um diagrama para transitar de um estado para outro por meio de comandos baseados nas quíntuplas ordenadas, além de aprender sobre o que os computadores podem ou não fazer e o que os distinguem dos seres humanos. [2] A maior dúvida que ficou foi como somar dois números unários. [3] A aula foi muito proveitosa pois permitiu a interdisciplinaridade com diferentes assuntos, bem como uma ampla interação entre aluno e docente. RESP.: Experimente fazer algumas somas unárias. Por exemplo, 101 (5) + 110 (6). Talvez sua dificuldade esteja na representação binária. 110 = 0x1 + 1x2 + 1x4. Cada posição corresponde a uma potência de 2, da direita para a esquerda 1, 2, 4, 8, 16 etc.
  10. [1] O processo de "ler" e "gravar" dígitos ocorre em 5 passos (quíntupla ordenada). A Máquina de Turing realiza apenas um tipo de instrução (a quíntupla ordenada). [2] Como um computador entende uma instrução simples e muda seu estado? Ocorre um processo físico e mudança física para isso ocorrer? [3] Sendo que não conhecemos como funciona processos como inteligência geral, sensações e percepções subjetivas, que talvez são apenas um efeito colateral do grande número de neurônios e conexões cerebrais, não há como afirmar que um computador é incapaz de sentir e de possuir uma consciência, ou que nunca terá livre arbítrio. Nosso conhecimento sobre consciência é simplesmente muito limitado. RESP.: Como já respondi acima, o correto é dizer que a MT interpreta as quíntuplas ordenadas. Um computador não entende nada; simplesmente interpreta as instruções que estão em "linguagem de máquina", gravadas na "memória" central, junto com os dados que elas têm que processar. Sim, isso é feito por meio de circuitos eletrônicos, que produzem mudanças físicas, ao contrário da MT que é puramente abstrata, mental. Quanto a nossas ações subjetivas, justamente por serem subjetivas e individuais conjeturo que jamais serão feitas por máquinas, que são objetivas e universais. Isso não depende do conhecimento que ser tem. Quanto à consciência, ela é considerada na ciência um problema hard, difícil. Minha conjetura é que com o método científico atual jamais vai se compreender o que ela é, como também não vai se compreender o que é vida, memória, sono, sonho, pensar, sentir e querer, pois pela minha concepção de mundo a origem deles não é física.
  11. [1] Aprendi os mecanismos lógicos da Máquina de Turing, o que possibilitou compreender superficialmente as relações destes com os processos básicos dos computadores atuais. [2] Como ocorre a colocação de uma Máquina de Turing como um símbolo de entrada de outra? [3] Gostei de como o professor instiga o pensamento crítico e nossa expressão individual como ser pensante. RESP.: Mudei um slide de minha apresentação, mostrando como duas MTs podem usar a mesma fita. Mas a quíntupla ordenada deve ser estendida com mais um símbolo indicando que a outra MT (ou melhor o outro controle finito) deve ser ativada, assumindo o controle, passando a executar seu programa. Eu coloquei dois cabeçotes de leitura, mas agora ocorre-me que poderia haver apenas um, simplificando o processo.
  12. [1] O ser humano PODE ser composto de algo imaterial. [2] O que é esse algo imaterial? [3] Aula boa, professor único! RESP.: Veja meu texto www.ime.usp.br/~vwsetzer/const1.htm
  13. [1] Que eu não sei de praticamente NADA. [2] A maior dúvida foi a MT Universal. Teve também o Problema da Parada. [3] Gostei do entusiasmo e ter sido solícito. RESP.: Você certamente sabe uma infinidade de coisas. Mas à medida que estiver sempre procurando aprender (quem para de aprender começa a se comportar como um animal), você saberá cada vez mais coisas! Estude o Problema da Parada na apresentação em ppt.
  14. [1] Aprendi que há muitas diferenças entre o homem e a máquina, e que não é apenas o físico que conta. Além disso, a lógica das máquinas não serão sempre superior à dos adultos. [2] As somas, multiplicações, operações em geral da MT. [3] A palestra é interessante mas muito longa. A intersecção entre máquina e humanidade foi fundamental para ativar a atenção, principalmente de quem "não é de exatas". RESP.: Lógica dos computadores: depende. Em termos de fazer cálculos e manipular símbolos, os computadores são muito superiores aos seres humanos. Se não me engano, 90% dos desastres de trânsito são devidos a falhas humanas. Carros autônomos, controlados por computadores, certamente diminuirão essa porcentagem drasticamente.
  15. [1] Sobre funcionamento de computadores (informações gerais), sobre fita, cabeçote, transformação de números binários em decimais, entre outros. [2] Sobre como utilizar marcas em símbolos para fazer soma. RESP.: Em uma MT, uma marca colocada na fita serve, entre outras funções, para indicar que já se passou por aquela célula; foi assim nos exemplos dados.
  16. [1] Como funciona a Máquina de Turing. [2] Como localizar a sequência partindo de um ponto qualquer. [3] Achei interessante ver como uma ferramenta desenvolvida a tanto tempo ainda continua eficaz. RESP.: Os dados de entrada podem ser localizados varrendo-se cada vez mais uma célula da fita para a esquerda e em seguida para a direita. Para saber quais já foram varridas, pode-se usar um símbolo diferente de branco e de todos os símbolos dos dados, que funciona como uma marca.
  17. [1] Aprendi que máquinas não pensam, apenas executam funções programadas. [2] Como funcionam os números binários? (Ex: soma, multiplicação, etc.) [3] Adorei a aula, deu uma ótima introdução de como pensar como um programador e como entender o modo que as máquina trabalham. RESP.: O tipo de pensamento é o mesmo: é preciso usar exclusivamente os elementos simbólicos fornecidos pela máquina ou pela linguagem de programação, e como combiná-los. O pensamento fica "engessado" em um espaço puramente abstrato. Por isso é muito importante compensar com o que produz um pensamento flexível: atividades sociais e artísticas, onde o espaço é mal definido. Cuidado, estamos falando de máquinas digitais.
  18. [1] Independente da programação uma máquina jamais terá sentimentos ou sensações, além de que o uso de "memória" na tecnologia é totalmente errônea, pois diminui a dimensão do ser humano. Ademais, Turing provou que a conjectura de Hilbert estava errada, os chamados Problemas Indecidíveis através da Máquina de Turing. [2] Por que uma M.T. não pode se autodefinir (se para ou não para), para isso precisaria de outra máquina (T2) porém, ela não existe [dificil de ler], pois se a máquina é definida como "para" ela retorna, em um ciclo. [3] A aula foi ótima, com uma didática muito desenvolvida. O professor é muito atencioso. RESP.: Não é só a denominação "memória" para o que deveria se chamar "unidade central de armazenamento"; a computação é eivada de denominações indevidas, como o computador "ler" ("read" em linguagens de programação, o correto deveria ser "input", "escrever" ("write", correto seria "output"), "inteligência artificial" e uma das mais mais terríveis, a atual "machine learning" (máquinas não aprendem, calculam e armazenam parâmetros; não se sabe como e porque o ser humano aprende). Note que a T2 é geral, além de gravar o seu controle finito (as transições, estados inicial e final na fita comum a T3)ela pode fazer outras operações quaisquer; se a T2 analisasse a sua própria descrição, seria algo que valeria apenas para a T2. O importante é não existir uma MT universal que receba a descrição de qualquer MT e determine se ela para para quaisquer dados de entrada.
  19. [1] A importância da Máquina de Turing e suas semelhanças com os computadores atuais. [2] Como a Máquina de Turing refutou o "Problema da decisão" de David Hilbert. [3] A aula tinha tudo para ser chatíssima, mas o carisma do professor não deixou que isso acontecesse. RESP.: Bem , na verdade quem refutou foi o Turing, usando sua máquina abstrata...
  20. [1] O computador é uma máquina que possui em sua essência um nível de abstração impressionante. [2] Até que ponto um problema matemático pode ser reduzido, em sua forma mais abstrata. [3] Palestra bastante interessante que tornaria-se ainda melhor com mais curiosidades da história da computação. RESP.: Para ser processado por um computador, qualquer problema, matemático ou não, deve ser expresso em símbolos quantificados. Como "mundo real" não é composto por esses símbolos (por exemplo, uma árvore), o que o computador vai processar vai ser um modelo aproximado daquele mundo.
  21. [1] O funcionamento base da programação e que computadores não são capazes de pensar/decidir, apenas seguir parâmetros pré-definidos. [2] O funcionamento exato de uma Máquina de Turing Universal como exatamente ela simula uma outra MT. [3] Gosto dos pequenos comentários sobre outros assuntos, que são feitos durante a aula, para que a mente não se canse/sature rapidamente do conteúdo exposto. RESP.: Como expliquei, uma Máquina de Turing pode simular outra se na fita da primeira inserir-se como texto as quíntuplas ordenadas do controle finito da segunda, e seus dados de entrada. Por isso as MTs são máquinas universais; pode-se programar uma para simular qualquer outra.
  22. [1] Como funciona uma máquina de Turing e sua importância. [2] O modo de pensar para se construir a máquina de Turing ainda é usado em programas atuais? [3] Aula deveria ser mais direta, sem digressões. RESP.: Fundamentalmente sim, mas os programas atuais são escritos em linguagens de programação elevando o nível de abstração. Por exemplo, uma dessas linguagens poderia ter uma função que ordenaria uma lista de números ou palavras. Não seria mais necessário pensar em todos os passos para ordenar uma tal lista, é só pensar em escrever no programa a ativação daquela função fornecendo a lista.
  23. [1] A utilidade da numeração binária e a facilidade que ela traz a computação. Além disso, como uma máquina de apenas um "comando", a quíntupla ordenada, pode realizar inúmeros resultados. [2] Os comandos exatos da MT, como movimentar e substituir células na fita. Problema da parada (loop infinito). [3] O domínio do conteúdo que o professor V.Setzer possui é incrível. Até para leigos como eu um assunto complicado pareceu no mínimo encantador. A mescla de filosofia na aula otimizou o processo. RESP.: Não são inúmeros. Pena Tese de Church-Turing, que não pode ser provada, pode-se programar uma MT para calcular qualquer função matemática expressa algoritmicamente. Treine programar MTs e você compreenderá o seu funcionamento (movimentação teórica da fita, substituição dos símbolos dela etc.). Estude o capítulo do Problema da Parada da apresentação em ppt. Retorne por e-mails se ainda tiver dúvida
  24. [1] A importância da noção de que a máquina não é superior ao ser humano. [2] Teorema da decisão discutido por Turing. RESP.: Não foi um teorema, foi uma conjetura, uma tese que se revelou falsa, e que é chamada de Problema da Decisão, isto é, é possível decidir matematicamente se qualquer problema matemático bem definido tem solução.
  25. [1] O funcionamento de uma máquina de Turing, a base do funcionamento lógico dos computadores.
  26. [1] A importância das ciências exatas para nossa reflexão e como funciona a máquina de Turing. RESP.: As ciências deram um impulso muito importante para a humanidade: 1. Fazer experimentações objetivas. 2. Expressar os experimentos e os resultados conceitualmente, dirigindo-se para a compreensão, isto é, usar pensamentos claros. 3. Exposição do método empregado, a fim de que qualquer pessoa possa repeti-lo, desde que se desenvolva mentalmente; no caso da ciência atual, tenha ainda os instrumentos para montar as experiências.
  27. [1] De mais importante, aprendi sobre o funcionamento da Máquina de Turing, bem como correlações entre ela e elementos do cotidiano. As reflexões sobre inteligência humana, "inteligência artificial", pensamento, sentimento e livre arbítrio também foram enriquecedoras. [2] Não compreendi bem as aplicações diretas da Máquina de Turing. Ao meu ver tudo parece muito abstrato e torna-se difícil visualizar seu funcionamento, bem como o sentido de sua existência. Uma máquina imaginária me parece inútil, embora eu saiba que isto não é verdade. [3] A palestra poderia ser mais curta, pois no fim ficou difícil manter a atenção. Além disso, as aplicações práticas poderiam ser melhor exploradas. RESP.: Como a MT é abstrata, as suas aplicações são teóricas, incluindo as filosóficas como procurei mostrar. Mas ela ajuda a compreender certos conceitos, como o de não-determinismo, objeto do nosso último capítulo da palestra. O mais importante é se compreender qual é a essência dos computadores e de conceitos de linguagem de programação, como o de execução cíclica (loop).
  28. [1] O mais importante aprendido foi que o computador e outros aparelhos tecnológicos reconhecem e manipulam dados, mas não os leem. [2] A maior dúvida se deu na linguagem dos números binários, tendo como sugestão para as demais palestras envolvendo esse tema, explica-la previamente. RESP.: Sim, basicamente somente o ser humano lê, pois na leitura ele é capaz de associar um bocado de tinta preta sobre papel branco com conceitos, por exemplo reconhecendo uma palavra e a compreendendo, isto é, chegando ao seu conceito (que, obviamente, não está na tinta...).
  29. [1] A exatidão e simplicidade da MT que antagoniza justamente com a profundidade, incerteza da condição humana. [2] Como se dá a "leitura", processamento de dados de uma MT por outra. [3] Ótima palestra/aula, professor dotado de grande receptividade! RESP.: Isso me faz lembrar a minha "lei": "Desconfie de qualquer explicação simplista da natureza." Ver ela, comentário e exemplos, bem como várias outras "leis" em
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/jokes/leis.html
    Tanto a "leitura" de um símbolo (ou melhor, "reconhecimento") da fita quanto o processamento são teóricos, abstratos. Faça o exercício que talvez compreenderá melhor.
  30. [1] A distinção entre computadores e humanos, com relação ao modo de agir. [2] Exercícios de programação. [3] Aula muito interessante que abrange desde aspectos "conteudistas" até aspectos filosóficos.
  31. [1] Hoje aprendi que não há inteligência artificial. [2] Aqueles exercícios de programação. [3] Achei interessante a desconstrução de alguns conceitos. RESP.: Uma máquina pode simular alguma ação que necessita de inteligência, como jogar bem xadrez. Mas isso não significa que a maquina é mais inteligente que um ser humano. A propósito, uma pessoa pode ser intelectualmente insignificante e ter uma enorme inteligência social, resolvendo conflitos, confortando pessoas etc. Esqueci de desconstruir a imagem errada que provavelmente todos vocês fazem de um átomo. Não é um sistema planetário (modelo mecânico clássico de 1909 de Rutherford, que vocês devem ter aprendido na escola como verdade): o elétron não é uma bolinha e não gira em torno do núcleo (senão, do ponto de vista clássico, irradiaria energia e iria fazer uma espiral caindo no núcleo). Não se sabe o que é um elétron; há modelos matemáticos para o seu funcionamento, mas eles são incompreensíveis.
  32. [1] Uma visão bastante conceituada sobre o não-materialismo. [2] Qual a opinião dos cientistas sobre essa visão não-materialista? Qual seriam os seus argumentos? RESP.: A quase totalidade dos cientistas são materialistas. Argumentos de quem, meus ou dos materialistas? Os meus são baseados em minhas vivências (por exemplo, como eu mostrei, o livre arbítrio no pensamento) e em uma teoria muito abrangente e coerente envolvendo elementos e processos não físicos. Uma grande parte dos materialistas são preconceituosos, e não querem conhecer outros pontos de vista. Isso é compreensível, pois associam o que é transcendente com as religiões, e estas não se dirigem à compreensão, e sim aos sentimentos, o que não mais satisfaz uma pessoa com uma certa cultura.
  33. [1] Eu aprendi a importância de emuladores para o resgate de ferramentas anteriores, o funcionamento da máquina de Turing e sua utilidade.
  34. [1] A mudança de estado redundante, que permite percorrer uma fita com um número indeterminado de 1 e 0's. RESP.: Não é redundante, pois não se repetem os estados no controle finito; o que é repetido é a máquina passar por eles ciclicamente (loop). A sua solução para o problema geométrico de traçar uma paralela por um ponto dado não funciona...
  35. [1] Números binários e máquina de Turing. [2] Como escrever programas para a máquina de Turing. [3] Exemplos comparando a máquina de Turing e seus programas com a linguagem que usaremos no curso seria muito bom.
  36. [1] O processo de funcionamento da máquina de Turing e algumas de suas possibilidades, determinações e indeterminações. [2] A dificuldade de entender alguns dos processos da MT, como os exercícios sem marcadores de entrada e fim, e a prova por absurdo da impossibilidade de uma máquina de Turing definir outra como cíclica ou não. [3] A dinâmica e interação da aula/palestra fazem com que o assunto se torne mais interativo do que parece num 1º momento. No entanto, acredito que algumas partes foram passadas depressa demais (como a prova por absurdo), dificultando a compreensão. No geral, a aula introdutória foi excelente! RESP.: Você quis referir-se a determinismos e indeterminismos. O princípio de detecção de onde estão os dados em uma fita baseia-se no fato de se poder examinar uma célula a mais de cada vez, á direita e à esquerda, sempre substituindo o branco por uma marca qualquer, indicando que aquela célula já foi examinada. Procure estudar os #slides do capítulo sobre o Problema da Parada, para ver ser compreende a prova por absurdo. Quanto ao "depressa demais", infelizmente o tempo era curto, e as perguntas atrasaram o andamento da palestra (mas foram excelentes!).
  37. [1] Aprendi que não necessariamente algo que me ensinam é uma verdade absoluta, mesmo aqui na USP. [2] Como as "inteligências artificiais" se baseiam na M.T. RESP.: Quem sabe algo sobre I.A. vai ser coberto no curso.
  38. [1] Um computador ou objetos baseados na Máquina de Turin têm em sua essência a manipulação de símbolos, nada mais do que isso. [2] Sendo a fita infinita, o comando final não deveria ser um estado final s com a instrução (s, b, b, D, s) [estou interpretando a figura desenhada], para assim o cabeçote continuar percorrendo a fita até encontrar uma nova #? [3] Sensacional. RESP.: E se não houver novo delimitador #? Como eu expus, a parada se dá se em um estado não houver uma transição com o símbolo da célula atual da fita, ou se se atingir um estado final.
  39. [1] O processo do raciocínio para operar e entender a máquina de Turing. [2] Se o ser humano não sabe o que é a consciência, como é possível determinar ou não se uma máquina poderia chegar ao mesmo grau de sentiência humana? [3] Legal a sua palestra, prof.! Acho que abrir um pouco mais a discussão sobre "inteligência artificial" seria bem interessante. Se o que é a consciência ainda não foi determinado, por que pode-se dizer se ela é imaterial e não somente um elaborado código binário? RESP.: Estou à disposição para discutirmos essa questão da I.A. e de outros assuntos; quem sabe mais para o fim da disciplina seria o ideal, mas se quiserem conversar comigo é só marcarmos. A consciência é um problema muito difícil; baseio-me numa teoria muito abrangente e coerente, com aplicações práticas de sucesso. Aborde algo do qual temos uma vivência mais clara, como o pensamento. Se você tem a experiência de determinar seu próximo pensamento, como fiz vocês vivenciarem com a experiência de imaginar o antebraço movendo-se na horizontal, então pode haver livre arbítrio no pensamento (na verdade, na decisão de imaginar o movimento, isto é, na vontade ou querer), então necessariamente tem que concluir que há algo não físico envolvido no querer e no pensar, pois se o pensamento fosse gerado fisicamente, por exemplo pelo cérebro, você não conseguiria determina-lo e concentrar-se nele; pensamentos ficariam pipocando aleatoriamente - como acontece quando você não pensa no que está pensado, isto é, tem consciência do que está pensando - e aí voltamos à consciência...

1. 25/10/17, palestra na disciplina MAP-2003 "Panoramas da Matemática" do IME-USP, oferecida para alunos de toda a USP e como atividade da Semana USP de Ciência e Tecnologia 2017, no Instituto de Matemática e Estatística, Cidade Universitária, São Paulo; info: prof. Eduardo Colli colli.eduardo sinal_at gmail.com

  1. [1] O modo de funcionamento geral da Máquina de Turing, mas gosto também das outras considerações (filosóficas etc.). [2] O nome do remédio (caranguejo? Coitado) para pedra nos rins. [3] A palestra me lembrou de uma citação que vi (não era atribuída a ninguém, não sei o autor): "Vivemos em uma época em que devemos provar às máquinas que não somos máquinas." (A respeito de Captchas). Achei muito interessante a hipótese de que o ser humano não é meramente físico, a parte sobre a planta – gostaria de estudar a matemática voltada para a natureza, que é uma coisa fundamental mas às vezes não vemos. Aceito sugestões de livros/material. RESP: O nome do medicamento é Renodoron (nome fantasia), da Weleda. Sobre matemática aplicada à natureza, venha uma vez assistir minha palestra "A sequência e a espiral de Fibonacci, a razão e a espiral áureas e suas ocorrências na natureza". Sobre livro, recomendo de György Doczi O poder dos limites: Harmonias e proporções na natureza, arte e arquitetura. São Paulo: Publicações Mercuryo Novo Tempo, 2.012. Sobre o ser humano não ser meramente físico, leia artigos em meu site na seção "Espiritualidade, bem como o artigo "IA - Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e sentir?"
  2. [1] Aprendi muito sobre a Máquina de Turing e como esta funciona, mas acho que o mais importante é lembrar e entender que as máquinas nunca se aproximarão dos humanos. [2] A maior dúvida foi sobre a impossibilidade de haver uma Máquina de Turing que analise outra. [3] Achei todos os comentários e informações maravilhosos! RESP: a impossibilidade é de provar de uma Máquina de Turing provar que outra pare para qualquer dado de entrada (esse é o Problema da Parada).
  3. [1] Que existe uma diferença entre o pensamento humano e um possível pensamento de uma máquina. [2] O que é pensamento? RESP: Fantástica pergunta! Pena que você não a fez durante a aula. Posso dar várias características do pensamento. Por exemplo, o fato de se poder pensar sobre o pensar; é a única atividade no universo cuja ação (pensar) pode ser idêntico ao objeto da ação (o pensar). Com o pensar, podemos associar uma percepção sensorial a um conceito, e associar um conceito a outro. Pelo pensar, podemos vivenciar o nosso livre arbítrio que, aliás, não está no pensar, mas na decisão do que pensar. Isto é, podemos ser livres no querer.
  4. [1] Aprendi sobre a Máquina de Turing muito bem, como seus limites e aplicações. A ideia é muito boa e traz muitas discussões, inclusive filosóficas, e são muito interessantes. Porém, alguns tópicos que dariam uma bela discussão são passados muito rapidamente e muitas vezes opiniões são dadas como fatos. Apesar de ressaltos do professor, a ideia fica como verdade. RESP: Sempre tive o cuidado de chamar as opiniões filosóficas de hipóteses ou conjeturas.
  5. [1] A Máquina de Turing fornece os elementos de lógica e algoritmos que permitem compreender a base para o funcionamento dos computadores. Ela também pode abrir as perspectivas para que se tente compreender o funcionamento da mente humana, embora após algumas reflexões, percebe-se que o cérebro humano parece, em vários aspectos ser mais complexo e difícil de compreender. [2] O ser humano é uma máquina? Esse é um questionamento lançado na palestra que para mim, ficou como uma dúvida interessante. [3] Nenhum comentário a ser feito! RESP: Mostrei o que para mim são várias evidências de que o ser humano não é uma máquina, isto é, um ser puramente físico. Por exemplo, a liberdade que temos no pensamento (na verdade, na decisão do que pensar, isto é, na vontade), as extraordinárias simetrias apesar de crescimentos independentes (por exemplo, das mãos e das asas das borboletas), os sentimentos individuais subjetivos etc.
  6. [1] Que devo buscar desenvolver inteligência emocional, me despertou curiosidade essa abordagem do que é "estar sendo educado" ou "formado" e me interessei pelo livro Inteligência Emocional. [2] Como uma máquina pode ser universal? [3] Gostei muito da palestra e das abordagens diferentes sobre o assunto. Muito obrigado! RESP: Uma máquina digital é universal pois pode simular o funcionamento lógico que qualquer outra máquina digital. Uma máquina analógica, como uma geladeira, é universal pois o projeto e a construção são os mesmos para quaisques delas de mesmo modelo e tipo.
  7. [1] O mais importante foi saber que a Máquina de Turing consegue executar qualquer algoritmo a partir de uma só instrução. [2] De onde o professor tira tanta convicção de suas conjecturas? [3] Interessante a grande gama de assuntos tratados. RESP: Minha convicção provém da concepção de mundo que adoto, que é extremamente abrangente, coerente e com aplicações práticas, sem contradizer nenhum fato científico.
  8. [1] Acho que o mais importante nessa aula foi entender como funciona a Máquina de Turing. Também gostei bastante de saber algumas curiosidades, como o papel de Turing na guerra. [2] Ficaram algumas dúvidas após a discussão dos exercícios, mas isso pode ter acontecido por não ter muito contato com a área de exatas. [3] Gostei da segunda parte da aula, quando foram abordadas a Inteligência Emocional e a Singularidade. O professor tem uma didática boa, e fica claro que tem muito conhecimento sobre o assunto. RESP: sobre os exercícios, baixe a apresentação, estude o exemplo da Máquina de Turing dada, e tente resolver os exercícios.
  9. [1] Aprendi sobre o funcionamento de uma Máquina de Turing e sua aplicação histórica. Essencialmente, uma Máquina de Turing manipula apenas símbolos. [2] A maior dúvida continua sendo: será que as máquinas são inteligentes? Será que elas desenvolverão autonomia de decisões (Singularidade)? [3] A palestra foi muito interessante, tinha bastante curiosidade pelo tema, e gostei bastante da contextualização histórica e dos questionamentos acerca do homem x máquina. RESP: mostrei que as máquinas serem ou não inteligentes depende da noção de inteligência. Se jogar bem xadrez é ser inteligente, então as máquinas podem ser inteligentes. Mas se se abranger toda a gama de inteligência humana, minha conjectura é que jamais as máquinas serão inteligentes. Leia meu artigo IA - Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e sentir?
  10. Os computadores são máquinas autônomas. Eles não tomam decisões no sentido humano, fazem escolhas lógicas pré-programadas ou baseadas em parâmetros calculados a partir dos dados de entrada.
  11. [1] Gostei muito das reflexões sobre pensamento e tipos diferentes de inteligência e das conjecturas sobre o que uma máquina pode ou não fazer. [2] Assim como o computador funciona limitadamente, seguindo uma série de regras, será que o pensamento ou sensações humanas são limitados, porém, por nosso corpo e órgãos e estruturas físico-químicas? O pensamento do ser humano seria igual a outras espécies ou essas outras espécies também não são puramente físicas? [3] Foi uma excelente palestra que certamente me fez pensar além da matemática, mas também sobre psicologia e ética. RESP: Na minha conjetura, baseada em várias evidências, o pensamento e as sensações não são físicos. O pensamento é limitado apenas quando pensa sobre aspectos físicos, isto é, quando ele é mecânico, como já dizia Kant. Mas é possível pensar de maneira não física. Por exemplo, sonhar acordado (day dreams), ou a intuição, ou quando se tem uma ideia que não é uma combinação de ideias anteriores.
  12. [1] Novas possibilidades de refletir sobre conceitos de inteligência e sobre relações e comparações entre cérebro e máquina. [2] Como podemos estudar/entender aquilo que não é físico? [3] Precisamos de professores preparados para lidar com a inteligência emocional e preparar os alunos nesse sentido. RESP: é só estudar o que foi transmitido pelos grandes iniciados, como por exemplo Rudolf Steiner, que em minha opinião foi o maior deles. Ele dirigiu-se à compreensão moderna e não aos sentimentos, como em geral fazem todas as correntes ligadas às religiões.
  13. [1] Ter conhecimento tanto da Máquina de Turing quanto das implicações éticas e filosóficas do desenvolvimento dos computadores. [2] Pela falta de contato com matemática, foi relativamente difícil para mim acompanhar os exercícios da Máquina de Turing. [3] Acho que as implicações históricas, filosóficas e éticas foram importantes e interessantes como uma ótica interdisciplinar. RESP: baixe a apresentação, reveja o exemplo que dei da Máquina de Turing e tente resolver os exercícios.
  14. [1] Percebi que os conceitos da Máquina de Turing são bem atuais, Turing conseguiu prever a computação atual à décadas atrás. Aprendi que muitos problemas atuais, podem ser resolvidos com a Máquina de Turing. A teoria da computação é incrível, e sinto irá revelar muitas soluções para os problemas contemporâneos e do futuro. [2] Minha dúvida é, a Máquina de Turing pode ser semelhante a autômatos finitos (determinísticos ou não)? [3] Parabéns prof. Valdemar pela palestra! RESP: Autômatos de Estados Finitos têm uma cabeça apenas de leitura, e a fita move-se somente num sentido, para cada símbolo "lido". Eles são os autômatos mais limitados. A Máquina de Turing não têm limites em termos de manipulação simbólica.
  15. [1] Que computadores são burros. [2] Sequência de números binários e também unários. [3] Um professor com ótima didática, carisma e conhecimento inspira os alunos a buscarem por respostas importantes de problemas complexos.
  16. [1] O que e uma Máquina de Turing e como ela funciona, além de muitas outras coisas. [2] Como tal conhecimento poderia ajudar minha carreira? [3] Apresentação excelente, continue assim. RESP: Talvez conhecendo a essência dos computadores, você poderá usá-los colocando-os em seu devido lugar - por exemplo, não relegando a eles decisões sociais.
  17. [1] O funcionamento da Máquina de Turing além das conjecturas interessantíssimas do professor Setzer. [2] Nenhuma dúvida. [3] Não me ocorre nenhum comentário. Apenas que a hipótese espiritualista parece muito razoável em relação à visão materialista. RESP: desde que a espiritualidade seja baseada em compreensão e não em sentimentos.
  18. [1] Aprendi como a Máquina de Turing resolve alguns problemas, com números unários, por exemplo. [2] Não entendi muito bem o problema da parada. [3] Gostei bastante dos assuntos que "fugiram" do tema e que tinham um aspecto filosófico. RESP: baixe a apresentação e tente seguir a explicação em forma de texto, acompanhando a representação gráfica que usei.
  19. [1] A importância de Turing na história da humanidade, além dos exercícios de concentração. [2] Não houve dúvida. [3] Parabéns pela palestra.
  20. [1] O mais importante para mim foi a constatação pessoal do professor que as máquinas nunca ultrapassaram a "capacidade" do ser humano. E também sobre a inteligência emocional e ensino. [2] A minha maior dúvida foi entender direito o diagrama de estados da Máquina de Turing, pois cheguei no meio dessa parte da palestra. [3] Achei bem interessante a ideia de livre arbítrio de pensamento. RESP: Baixe a apresentação e siga-a desde o começo. RESP: Baixe a apresentação e siga os slides sobre a Máquina de Turing. Se alguém admite que podemos ter liberdade em nosso pensamento, não pode ser um materialista. Da matéria não pode advir liberdade, pois ele é inexoravelmente sujeita às leis e condições físicas.
  21. [1] Máquina de Turing. Diferenças importantes homem-máquina. [2] Qual será o próximo passo na busca pelo computador ideal? [3] Palestra extraordinária com temas que avançam em todas as áreas da ciência e retoma a necessidade de discussões filosóficas importantes. RESP: Acho que Máquina de Turing mostra que o computador, qualquer que seja sua forma, sempre será uma máquina de manipular símbolos. Mas manipulando símbolos você não constrói um ser vivo. RESP: Até hoje os computadores sempre seguiram o modelo de von Neumann, com as instruções ocupando o mesmo espaço que os dados (na unidade central de armazenamento). Estão havendo tentativas de mudar esse paradigma. Um, antigo, é usar "memórias" associativas.
  22. [1] O "funcionamento" da Máquina de Turing. [2] Foi quanto ao "jogo da imitação". Queria entender melhor este teste proposto por Turing. [3] Gostei muito da parte filosófica da palestra. RESP: Veja, por exemplo,
  23. https://en.wikipedia.org/wiki/Turing_test
  24. [1] O que ficou de mais importante foram as reflexões filosóficas humano x máquina. [3] Adorei como você coloca reflexões totalmente pertinentes à nossa época no meio da palestra. RESP: se todos os professores em todas as suas aulas colocassem um pouquinho de filosofia, de história e de fatos da atualidade, as aulas seriam muito mais interessantes.
  25. [1] O funcionamento da Máquina de Turing, e as definições de o que pode ser calculado e o que não pode. [2] Que tipos de perguntas podem ser usadas num Teste de Turing? [3] Gostei do paralelo feito com o pensamento humano, e também os comentários sobre os limites das definições físicas e como nem tudo pode ser explicado com elas. RESP: o teste de Turing é um teste linguístico-comportamental. Quaisquer perguntas em forma de texto podem ser feitas no teste.
  26. [1] Por que as máquinas são universais e por que não têm sensações. [2] Não entendi muito bem como funciona o Problema da Parada, e também não entendi o resultado da questão 4 dos exercícios (tópico 5). [3] A palestra foi muito boa, não entendi muito bem algumas coisas, pois não sou da área da matemática e nem da área computacional. RESP: sobre o Problema da Parada, baixe a apresentação e estude o texto do problema, acompanhando com os gráficos seguintes, que usei na aula. Acho que a questão 4 foi a de repetir os problemas anteriores sem os delimitadores dos dados de entrada e a cabeça da máquina poder começar em qualquer lugar da fita. O truque é examinar uma célula de entrada, colocar um marca (p.ex. um x) se ela contiver um branco, aí desviar para a esquerda, colocar um x se houver um branco, desviar para a direita todas as células com x até achar um branco, colocando nele um x etc. até que apareça algo que não é um branco.
  27. [1] O que aprendi de mais importante na aula foi sobre a importância de Alan Turing nos avanços da tecnologia e sobre suas descobertas. [2] A maior dúvida que ficou foi sobre a soma de números unários. RESP: o truque essencial é examinar um 1 e colocar nele uma marca, por exemplo um x. Aí desviar para o # à direita e substituí-lo por um 1, colocar um # na célula à direta, e voltar para o primeiro x à esquerda, desviar para a próxima célula à direita etc.
  28. [1] Como funciona a Máquina de Turing e as reflexões sobre pensamento e máquina x ser humano. [2] A Máquina de Turing pode resolver/ser programada para solucionar problemas mais complexos? Pela Tese de Church-Turing, ela pode processar qualquer algoritmo.
  29. [1] Máquinas de Turing são máquinas abstratas. [3] Modelos mentais trouxeram uma reflexão interessante.
  30. [1] Que as máquinas nunca vão chegar ao nível dos humanos. [2] Não entendi como funciona o Teste de Turing. [3] Tirando as partes mais teóricas, achei muito difícil, como alguém de fora do IME, entendeu o que estava acontecendo. RESP: Veja uma resposta a uma das dúvidas acima.
  31. [1] Máquina de Turing manipula símbolos matematicamente. Tese de Church-Turing. Teste de Turing. Humano e Máquina de Turing. [2] Parte do início, as "transformações" dos estados. [3] Gostei a palestra, mas preciso mais tempo para entender todos os tópicos. RESP: Não existem transformações de estados, e sim transições entre estados. Estudo os slides da Máquina de Turing da minha apresentação.
  32. [1] A capacidade dos computadores e suas limitações, por exemplo, quando se trata de emoções e sentimentos. [2] A minha maior dúvida ficou em saber como a Máquina de Turing é. Faltou alguma imagem para nada disso ser tão abstrato em nossa mente. [3] A apresentação de slides é boa mas falta imagem para termos uma ideia menos abstrata do que estamos falando. RESP: Eu achei que tinha introduzido a Máquina de Turing de uma maneira bem pouco abstrata, graficamente... Veja com calma os slides da apresentação.
  33. [1] Conceito de Máquina de Turing, é famoso, mas nunca tinha ouvido uma abordagem mais aprofundada. [2] A parte de que a Máquina de Turing é capaz de fazer várias operações. [3] Eu gostei das discussões sobre inteligência artificial, sobre singularidade, esse tipo de reflexão é interessante. RESP: Ela é capaz de executar qualquer algoritmo.
  34. [1] Aprendi mais sobre o funcionamento dos computadores e da Máquina de Turing. Gostei bastante da reflexão sobre capacidades e sentimentos das máquinas em relação aos seres humanos. [2] Não é exatamente uma dúvida, mas achei difícil imaginar a Máquina de Turing considerando que ela é abstrata. [3] Talvez uma atividade prática (como na aula sobre algoritmos) ajudasse a visualizar melhor o funcionamento da Máquina de Turing. Achei muito interessante o exemplo do jogo de xadrez. RESP: Estude os slides da apresentação, quem sabe aí ficará tudo mais claro.
  35. [1] Gostei muito de aprender como funciona a Máquina de Turing matematicamente, já que, após ver o filme "Imitation game" me interessei muito pelo protagonista e sua inteligência ao tratar dos números. [2] Creio que entendi o conteúdo da palestra, de maneira satisfatória. [3] Eu sugeriria ao prof. Setzer um estudo mais aprofundado das teorias das ciências sociais. Creio que o esforço de um professor da área de exatas em dissertar acerca do pensamento social é muito válido, porém certas assertivas são extremamente problematizáveis do ponto de vista do estudo das ideias, ou seja, dos conceitos das ciências sociais. RESP: Estou à disposição para você me contar o que acha que não sei sobre sociedade. Certamente não conheço várias teorias sociais, mas não achava que elas me faziam falta - e tenho as minhas próprias.
  36. [1] Aprendi que as máquinas nunca terão sentimentos, pois isso não pode ser inserido no código delas, sendo algo exclusivo dos seres vivos. [2] Fiquei com um pouco de dúvida na aplicação do Código Binário. [3] Um pouco mais de dinamicidade/interatividade à exposição seria benvinda. Achei muito interessante os diversos temas tratados em sala de aula, passando por vários tópicos. RESP: Estude algo a respeito do sistema de numeração binário.
  37. [1] O funcionamento da Máquina de Turing, tão importante para o início da computação. [2] Não fiquei com dúvidas, o funcionamento da máquina foi muito bem ilustrado e exemplificado e também ficou mais fácil de entender o paralelo que o professor fez entre máquinas e mentes humanas.
  38. [1] Devido às diferentes faces do que chamamos de inteligência, supõe-se que a "inteligência artificial" não suplantará a humana, ou seja, não haverá a singularidade. [2] Ainda me restou a dúvida se o livre arbítrio seria realmente liberdade ou ilusão. [3] Seria interessante mais exercícios como o de concentração que foi feito. RESP: Em meu entender, qualquer pessoa pode vivenciar o fato de poder ter livre arbítrio no pensamento - é só decidir qual será o próximo pensamento. Por exemplo, quando você se concentra em fazer à mão uma soma armada, está escolhendo os próximos pensamentos.
  39. [1] O que é a Máquina de Turing, e como ela funciona. [2] O problema da decisão. RESP: O problema da decisão era se todo problema matemático bem formulado tem solução ou é indecidível. Estude a apresentação da palestra, especialmente o capítulo sobre o Problema da Parada.
  40. [1] Aprendi que com uma única operação posso "replicar" outras, até mais complexas. [2] Na questão de inteligência artificial, quando você diz que uma máquina é capaz de sentir, o que separa os sentimentos humanos (que são, de certa forma, respostas a estímulos externos) de decisões que algoritmos possam tomar como resposta a estímulos? [3] Não faça os alunos comerem banana. RESP: Não é uma única instrução, é um único tipo de instrução.
  41. [1] O funcionamento da Máquina de Turing. [2] O modelo não determinístico da Máquina de Turing, por não usar energia. RESP: Toda a Máquina de Turing não usa energia, pois é abstrata, mental. O que eu disse que não usava energia era uma escolha que um ser vivo faz de uma entre várias transições de estado não deterministas.
  42. [1] Como se prova a indecibilidade de problemas pelo uso de máquinas. [2] Algumas conjecturas pareceram mais um "achismo" sem evidências formais. [3] Acredito que poderia abordar mais aplicações da 2ª Guerra. RESP: Qualquer ser vivo não é formal.
  43. [2] Não entendi nada do funcionamento da máquina (slide 3 - A Máquina de Turing características do controle finito). PS: não sou da área de exatas. [3] Você poderia explicar de forma mais calma, para pessoas burras, como eu. RESP: Baixe a apresentação e veja se estudando-a fica tudo claro. Infelizmente essa palestra devia tomar várias aulas. Não tive tempo e tive que correr. Ninguém é burro.