-
Com o computador
é possível fazer coisas mal feitas (programas, sistemas) que funcionam.
Comparação. Tente-se fazer algo mal feito com um torno,
para se ver se funciona.
-
Para se desenvolver
um programa ou um sistema bem feito e bem documentado, é necessário
despender 10 vezes mais tempo e o custo será 10 vezes maior.
Corolário. Se uma empresa participar de uma licitação
e honestamente cotar um sistema bem feito, vai perdê-la.
-
A origem dos problemas
de um programa que não funciona é que ele foi programado.
Corolário. Use somente geradores de aplicações. Um bom
exemplo disso é o MS Excel; os geradores de conteúdo
para a internet também são geradores de aplicações.
-
No desenvolvimento
de um sistema computacional, quanto mais se planeja, menos se programa.
-
Em processamento
de dados, sempre que se reinventa a roda ela sai quadrada.
Exemplos clássicos. OSs dos velhos IBM /360, /370, etc.;
MS DOS, Windows; a linguagem C, UML (quanto à modelagem de dados).
-
Somente idiotas
necessitam de uma definição de inteligência.
Corolário. Computadores são idiotas.
-
Se um produto de
processamento de dados é bem aceito pelo mercado, certamente poderia
ser muito melhor no estado da arte de sua área.
-
Um programa que
simula algum comportamento humano demonstra uma maneira como o ser
humano não "funciona".
-
Um computador (ou
qualquer outro tipo de máquina) só deveria substituir o trabalho de
um ser humano quando esse trabalho degrada-o, e não deve substituir
o trabalho que o eleva.
Restrição. O citado trabalho deve ser substituído
somente se a pessoa substituída puder exercer algum outro trabalho
menos degradante.
Problema. Caracterizar adequadamente o que significa
"degradar" e "elevar" o ser humano.
Comentário. "A educação é a atividade que mais
eleva o ser humano" (Ruy Barbosa).
Corolário. o computador não deve substituir o professor, nem
mesmo parcialmente.
-
Para ser atrativo
, o computador deve apresentar tudo sob forma de show ou de
jogo eletrônico.
(Inspirada em "Para ser atrativa, a TV tem que transmitir tudo
sob forma de show" Neil Postman, em Amusing Ourselves
to Death.)
-
Computadores induzem
indisciplina.
Comentário. Trata-se da indisciplina da pior espécie,
a mental.
Exemplos. A maneira como, em geral, trabalham os programadores
(visível na quase totalidade dos programas, pois neles se encontram
falta de documentação, ou documentação inadequada ou obsoleta), e
como textos são digitados usando-se um editor de textos (compare-se
com a enorme disciplina interior exigida quando se escreve a mão,
sem corrigir).
-
Atividade artística
é o melhor antídoto para o pensamento computacional
Corolário. Programadores ou pessoas infelizmente obrigados
a trabalhar horas seguidas, todos os dias, com um computador, deveriam
praticar alguma atividade artística.
Comentário. Ver o meu artigo "Um
antídoto contra o pensamento computacional".
-
Xadrez é um jogo
idiota, pois até computadores jogam-no bem.
Comentário. Atenção enxadristas,
isso é uma piadinha!
-
(Autoparáfrase
da semelhante na seção Educação) A
medicina está tão ruim, mas tão ruim, que até
computador diagnostica e receita melhor.
Comentário. Este é mais um passo na perda
da intuição, da individualidade e da ação
individual
-
Telespectador ou
um usuário compulsivo de internet é uma pessoa que sabe cada
vez menos sobre cada vez mais até saber nada sobre tudo.
Comentário. inspirada em "Especialista é uma
pessoa que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo
sobre nada", atribuída a G.B. Shaw.
-
A TV anestesiou
o tédio.
Comentário. Inspirada em Tio Vánia, de Tchiékhov
-
Quem é a
favor do uso de meios eletrônicos por crianças e adolescentes
simplesmente não conhece a literatura científica que
mostra os seus enormes efeitos negativos, especialmente naquelas idades.
Comentário 1. Ver, por exemplo, meu artigo "Os
efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças,
adolescentes e adultos", onde há a citação
de mais de 100 artigos científicos. Ver também o artigo
"Os
meios eletrônicos e a educação, no lar e na escola:
uma síntese de problemas e recomendações"
Comentário 2: Tenho a impressão de que
os efeitos negativos dos meios eletrônicos, em qualquer idade,
mas principalmente para crianças e adolescentes, ultrapassam
infinitamente os poucos benefícios que eles podem trazer.
Exemplo. Em uma palestra sobre meios eletrônicos
(de quase uma centena sobre esse tema), uma pessoa pediu a palavra
e disse: "Meu sobrinho aprendeu inglês jogando video games
violentos." O leitor deveria imaginar qual foi a minha resposta
(deixo umas linhas em branco em seguida):
"Será que não há um meio mais sadio de se
aprender inglês?"
-
A estatística está
para a ciência assim como a cirurgia está para a medicina.
Comentário. Uma constata a falência da outra.
-
O darwinismo induz
a mentalidade de que os seres humanos são animais; a Inteligência
Artificial, de que os seres humanos são máquinas.
Comentário 1. É linguisticamente incorreto dizer que seres
humanos são máquinas, pois todas as máquinas foram projetadas e construídas
por seres humanos, eventualmente com o auxílio de outras máquinas;
nenhum ser humano foi projetado e construído por outro ser humano.
A expressão correta é "o ser humano é um sistema puramente físico"
(ver o DCCC abaixo).
Comentário 2. Ser humano é ser humano, e animal é animal;
não é por que há certas estruturas e funções em comum entre eles que
devem ser identificados, o que degrada a visão que se tem do ser humano.
Afinal, ninguém chama os animais de "plantas móveis", por que se haveria
de chamar o seres humanos de "animais racionais"?
Comentário 3. O ser humano tem estruturas e capacidades
que nenhum animal tem. Por exemplo, respectivamente, coluna vertebral
com um duplo S que permite a postura ereta por longos períodos,
pé não chato, abóboda palatina curva que permite
articular os sons na fala, lentidão de crescimento em relação
ao tempo total de vida, falta de pelo, couro, penas ou escamas, oponência
do polegar (pegar com os dedos como pinça), falar, pensar,
memória consultável, autoconciência, criatividade.
-
O acaso é
uma ilusão física.
Comentário 1. Observando fenômenos físicos
e suas causas físicas e/ou não físicas, o acaso
desaparece.
Comentário 2. Uma das desculpas para justificar
a hipótese da existência do acaso é a impossibilidade
de se detectar todas as causas e efeitos físicos devido à
complexidade dos sistemas físicos, isto é, o número
de variáveis ou fatores envolvidos e as interações
entre eles.
Comentário 3. É possível observar
objetivamente fenômenos não físicos por meio de
órgãos de percepção suprassensível
latentes em todos os seres humanos.
Exemplos. O pensar, o sentir, o querer, a memória,
o sono, o sonho, a consciência, o crescimento em seres vivos,
e muitos outros, são fenômenos não fisicos, com
consequências físicas. A intuição é
uma percepção de algo não físico, a ideia,
o que é subjacente a qualquer objeto ou fenômeno físico
(inspirado em A Filosofia da Liberdade, de Rudolf Steiner).
O pensar é um órgão de percepção
de ideias, posteriormente expressas simbolica ou verbalmente como
conceitos. Ideias não são físicas (ver meu artigo
"Conceitos
e o cérebro").
-
Examinando-se fisicamente
as causas de qualquer fenômeno físico, as causas dessas
causas, e assim sucessivamente, sempre se chega a um beco sem saída,
isto é, algo para o qual não há explicação.
Exemplo. Isso é absolutamente claro em qualquer
fenômeno interno de um ser vivo. Mova-se um braço, e
procure-se a sequência de causas físicas que levaram
a esse movimento.
Corolário. Toda teoria física é
incompleta.
-
A vivência
humana do tempo está para o tempo da física assim como
a vivência humana da matéria está para a matéria
elementar da física: um não tem nada a ver com o outro.
Justificativa. 1. Temos a vivência precisa do
momento presente, que não faz sentido para a fíísica.
Por outro lado, para esta, a "flecha do tempo" só
tem algum significado em termos da 2ª lei da termodinâmica,
a do aumento da entropia (nunca ninguém viu um leite derramado
voltar para a garrafa); no entanto, nossa vivência do passado
e do futuro faz uma distinção absoluta entre eles. 2.
As "partículas elementares" da física são
totalmente incompreensíveis. Exemplos: o elétron não
é uma bolinha e não gira em torno do núcleo,
e o spin das partículas atômicas não pode
ser compreendido, pois não tem limite clássico, que
é o nível da matéria que vivenciamos.
-
Em relação
à matéria, a física destruiu o óbvio.
Justificativa. Temos a vivência absolutamente
concreta do que é a matéria: qualquer objeto sólido,
líquido, ou gás visível (como as nuvens ou a
fumaça). No entanto, com seu método a física
não sabe o que é a matéria. Por exemplo, não
se sabe de onde provém a massa dos prótons; o elétron
é pontual (não tem dimensão) mas tem massa e
carga elétrica (aliás, ele não gira em torno
do nucleo!); os cálculos indicam que 95% da massa no universo
são compostos 70% de energia escura (que dá origem à
expansão acelerada do universo) e 25% de matéria escura
(que faz com que estrelas de galáxias em alta rotação
não se desgarrem), desconhecidas. A física jamais vai
saber o que é uma partícula atômica em seu estado
natural, pois para observá-la é necessário extrair
ou inserir nela alguma energia. Por menor que seja essa energia, isso
mudo o estado da partícula. Portanto, a física jamais
vai saber o que é um átomo, uma molécula etc.
em seus estados naturais. Também não se sabe o que é
o cérebro, pois não se sabe o que é a memória,
o que são os pensamentos, as sensações, os sentimentos
e os impulsos de vontade; aliás, temos a vivência absolutamente
concreta deles: ninguém duvida que tem memória, que
pensa, que sente e tem impulsos de vontade. No entanto, são
atividades interiores ocultas para o exterior; por exemplo, ninguém
consegue sentir o que outra pessoa está sentindo.
-
Materialista ou
fisicalista é uma pessoa que vive e trabalha num prédio
que não tem o andar térreo.
Comentário. Consequência do que foi exposto
na "lei" anterior, isto é, não se sabe o que
é matéria do ponto de vista da física.
-
Os limites do universo
físico não fazem sentido físico.
Comentário 1. De fato, o que haveria depois desses
limites, o nada? Até onde vai o nada?
Comentário 2. Até a Teoria
da Gravitação de Newton, a Igreja Católica usava
o modelo de Aristóteles, de que havia várias esferas
físicas onde estavam os planetas, o Sol, e finalmente uma em
que estavam as estrelas, isto é, admitia-se que o universo
era finito. Aí Giordano Bruno (1548-1600), que considerava
o universo como sendo infinito, formulou um experimento mental, mais
ou menos assim: "Se eu atirar uma flexa no limite do universo
para fora dele, o que acontece? Ele se expande ou ela vai para o nada?"
Por causa disso ele foi queimado pela Inquisição, e
é considerado o primeiro mártir da ciência.
-
A física
não está no negócio de explicar a natureza. Seu
negócio é deduzir modelos, fórmulas matemáticas,
envolvendo variáveis que assumem grandezas físicas medidas
por instrumentos. A partir desses modelos, a outra parte do seu negócio
é prever aproximadamente o futuro.
Comentário. Essas variáveis e seus valores
não são a natureza; representam uma ínfima sombra
desta.
Exemplo trivial. A fórmula de Newton da força
de atração gravitacional de dois corpos f = g*(m1
x m2)/d2 envolve medidas m1
e m2 das massas, d da distância entre
os centros de gravidade dos corpos, g da aceleração
da gravidade. Ela não explica abolutamente nada sobre a origem
da gravitação; ela não explica por que os corpos
se atraem. Mas não deixa de ser útil: explica por que
as órbitas dos planetas são aproximadamente elipses,
permite o projeto de foguetes e satélites etc.
-
Desconfie de qualquer
explicação simplista da natureza.
Comentário. Até uma pedra é de uma complexidade infinita;
imaginem-se todos os milhões de anos e de processos que foram necessários
para formá-la.
Exemplos. 1) A teoria de que o sangue circula no corpo
humano por que é bombeado pelo coração. Imagine-se a potência que
essa bomba deveria ter para bombear um fluido viscoso como o sangue
por milhares de km de vasos sanguíneos (já ouvi que formam 100.000
km!), sendo que a maior parte é capilar. Não se sabe por que o sangue
circula. 2) A ideia de que o átomo é um sistema planetário (átomo
de Rutherford, de 1909). O elétron não é uma bolinha e nem circula
em torno do núcleo, pois senão, segundo esse modelo da mecânica
clássica, irradiaria energia eletromagnética e cairia no núcleo.
3) As marés são devidas à atração gravitacional da Lua e do Sol. Elas
são devidas a um sistema enormemente complexo de forças e de movimentos
que interagem com as bacias oceânicas, levando a uma situação de ressonância.
As marés altas rodam em torno de um ponto sem maré (ponto amfidrômico).
4) A teoria da evolução neodarwinista (mutações genéticas aleatórias
mais seleção natural). Estão aparecendo cada vez mais evidências científicas
de que mutações levando a novas formas anatômicas viáveis e melhores
são fantasticamente improváveis. Por exemplo, apenas um par de mutações
nos hominídeos confluindo para uma mudança funcional ocorreria em
média em mais de 200 milhões de anos, segundo cálculos recentes.
-
Jamais uma máquina
vai ter sentimentos.
Justificativa. Todas as máquinas são universais; isso
é absolutamente claro com as máquinas digitais programáveis: qualquer
uma pode simular qualquer outra, dada capacidade suficiente (a Máquina
de Turing, segundo Rogério Y. Santos, "o arquétipo
de todos os computadores", é uma máquina universal).
Todas as máquinas analógicas (como, por exemplo, as geladeiras), também
são universais, pois seu projeto e construção são os mesmos para toda
uma certa série de máquinas. Por outro lado, sentimentos são absolutamente
individuais: ninguém pode sentir o sentimento de outrem (mas podemos
pensar o mesmo pensamento, o que é claro no caso dos conceitos matemáticos).
Ver a esse respeito
meu artigo sobre Inteligência Artificial.
-
Jamais uma máquina
vai pensar como o ser humano.
Justificativa. Qualquer pessoa pode fazer a observação
mental de que é capaz de determinar seu próximo pensamento. Para isso,
basta, por exemplo, fechar os olhos, produzir uma calma interior e
pensar em dois números com os quais não se tem nenhuma associação
a algum fato passado (memória) e, em seguida, concentrar a mente num
deles. Ora, essa escolha e a concentração mental seguinte é autodeterminação;
as máquinas são deterministas ou aleatórias, e portanto não têm autodeterminação.
Em outras palavras, qualquer um pode observar, por meio de seu pensamento,
que com ele pode exercer o livre arbítrio (na verdade, o livre arbítrio
existe na vontade, no caso, as decisões envolvidas); isso significa
que o pensamento transcende a matéria, pois esta é sujeita inexoravelmente
às leis físicas. Obviamente, um materialista coerente vai dizer que
o livre arbítrio é uma ilusão. Felizmente, pouquíssimos deles são
coerentes, pois sem liberdade não há nem responsabilidade nem dignidade,
e só há egoísmo, que é destrutivo por natureza (ver meu artigo
"Consequências
do materialismo" e a "lei" abaixo, que começa
com "O egoísmo é sempre").
-
Jamais vai se descobrir
o código computacional usado pelo cérebro, pois ele
não existe.
Comentário 1. Estou me baseando na evidência
pessoal de que temos livre arbítrio no pensar (ver o item anterior),
e portanto ele não pode ter origem física.
Comentário 2. O máximo que se poderia
dizer, cientificamente, é que o cérebro participa
dos processos mentais. Dizer que ele gera esses processos não
tem base em fatos científicos, é mera especulação.
Comentário 3. Praticamente toda
a pesquisa em neurociência hoje em dia parte de um modelo computacional
do cérebro, portanto está na direção errada.
Metáfora. Isso lembra a historinha de um bêbado
que estava procurando algo à noite, embaixo de um poste de
luz. Passa um guarda e o ajuda a procurar alguma coisa, mas logo percebe
que não há nada por lá, e pergunta: "
O que o Sr. perdeu?" " Minhas chaves." "
Mas o Sr. tem certeza que as perdeu aqui?" " Não,
eu as perdi lá, mais adiante." " Mas então
por que está procurando aqui?" " Uaaaai [devia
ser mineirim...], por que lá está escuro e aqui há
luz!" É assim que funcionam em geral os cientistas: procuram
onde conseguem aplicar suas teorias e onde seus aparelhos conseguem
medir algo, e não onde deveriam procurar. E assim jamais vão
achar a essência fundamental das coisas.
-
Quando a tecnologia
é usada sem consciência, ela adquire autonomia e tende
a dominar o ser humano.
Exemplos. TV, pois normalmente ela diminui a consciência
do telespectador, devido à avalanche de imagens não
é possível pensar conscientemente em cada imagem vista
e a mente tende a "desligar", a "relaxar", o que
é comprovado pela diminuição da atividade cerebral.
Smartphones e tablets usando a Internet, pois têm
um alto risco de provocarem dependência, prejudicam a capacidade
de concentração (ver meu artigo "O
que a Internet está fazendo com nossas mentes") e
rompem relações sociais reais, fora inúmeros
outros problemas.
-
A pesquisa em animais
devia ter como finalidade mostar como eles diferem dos seres humanos,
e não suas semelhanças
Comentário 1. O ser humano é muito diferente
dos animais, como por exemplo no bipedalismo, na coluna em duplo S,
na oponência do polegar (fazer uma pinça com polegar
e o dedo indicador), a pele nua (sem pelo, couro, penas, escamas ou
couraça), as pernas em X, a fala e, o mais importante, o pensamento
consciente.
Comentário 2. Quando li o livro do Desmond Morris
O Macaco Nu (The Naked Ape), que ele escreveu para mostrar
as similaridades entre os humanos e os macacos, eu ficava em cada
trecho pensando: "Nunca pensei que as diferenças fossem
tão grandes!"
-
Pergunte-se a um
sistema generativo de linguagem (tipo ChatGPT, Gemini etc.) algo como
"dê algo totalmente novo sobre..." para ver o que
acontece.
Comentário 1. Pedi
to Gemini, em 22/3/24, para dar uma nova demonstração
do Teorema de Pitágoras. A resposta obviamente não foi
nova, e foi muito arrevesada. Pedi para ele dar a prova puramente
geométrica mais simples desse teorema (eu conheço uma
com apenas duas rotações de triângulos formados
por um quadrado inscrito em um outro), e a resposta, também
arrevesada, tinha um monte de álgebra.
Comentário 2. Pedir algo novo sobre um assunto
requer que tudo o que foi escrito sobre esse assunto seja conhecido
e analisado pelo sistema. E se aparecer algo novo, será apenas
combinação do que já está escrito anterioremente.
O ser humano é criativo, pode introduzir algo novo no mundo
que não é simples combinação do que já
é conhecido. Tenho a impressão de que o zíper
é um caso desses, em forma de objeto. A ideia de seleção
natural, introduzida independentemente por Darwin e Russel Wallace,
foi algo puramente intelectua.
-
O ensino não é uma
ciência, nem uma técnica, indústria ou comércio: é uma arte.
Comentário. Inspirada pela Pedagogia Waldorf. Toda
arte requer alguma técnica, mas esta deve ser secundária.
-
Bom professor é
aquele que entusiasma seus alunos pela matéria e, a partir desse entusiasmo,
propicia o desenvolvimento adequado e necessário de seus estudantes.
Corolário. Bom professor é o que não
ensina, mas faz o aluno aprender por si.
-
Há duas atitudes
básicas do bom professor: amar cada um de seus alunos e compreendê-lo.
-
O ensino está tão
ruim, mas tão ruim, que até computador ou ensino a distância
(EAD) ensinam melhor.
Comentário 1. Publicado na seção
impressa do Fórum dos Leitores do jornal O Estado de São
Paulo de 20/4/2011, sem a parte de EAD
Justificativa. Pergunte a tabuada de multiplicar (por
exemplo, 5 x 7), para qualquer aluno de ensino público fundamental
ou médio. Se ele não souber, o que será, em minha
experiência, o caso da grande maioria, segure-se bem e pergunte
a tabuada de somar (5 + 7). Se por um milagre o aluno souber as tabuadas,
pergunte quanto é 2% de 90. Fiz essa pergunta em 7 palestras
em 2011 como "embaixador docente" da USP, falando sobre
o vestibular, para alunos de 2o. e 3o. anos do ensino médio;
ninguém soube responder. 2% de 90 questões era o bônus
mínimo da nota na 1a. fase da FUVEST para quem tinha feito
todo o ensino médio em escola pública.
Comentário 2. Este é mais um passo na
perda da individualidade e da ação individual.
-
Quanto mais tecnológico
o ensino, menos humano.
Comentário. O que estamos precisando é de
um ensino mais humano, e não mais tecnológico.
- Aprender
é como nadar contra a corrente: parando, retrocede-se.
Comentário. Essa é uma paráfrase da frase
do poeta polonês Stanislaw Jerzy Lec "Aquele que quer chegar
à fonte deve nadar contra a corrente", em tradução
livre da versão
em inglês (acesso em 17/7/20).
-
A realidade da miséria
que é criada pelo ser humano ultrapassa a imaginação mais pessimista.
Comentário: Isso é um caso particular
da conhecida frase "Na prática a teoria é outra."
Exemplo: a invasão da Ucrânia pela Rússia.
-
Não há
limite para o fundo do poço em que a humanidade consegue cair.
Comentário. Inspirada por uma frase do saudoso
Dr. Walter Leser (ex-Secretário da Saúde do Estado de
São Paulo), algo como "Uma boa caracterização
do infinito é o limite da imbecilidade humana".
-
Qualquer competição
é antissocial: o ganhador fica contente às custas da frustração do
perdedor.
Corolário 1. Esportes devem ser praticados (idealmente,
diariamente) sem competição.
Exemplos. Jogar peteca em uma rodinha, jogar tênis apenas
batendo bola sem contar pontos, games e sets, jogar
futebol misturando as equipes após cada gol, praticar esportes individuais
(como eu faço diariamente) etc.
Corolario 2. Jogos competitivos deveriam ser banidos do
lar e da escola, substituídos por jogos cooperativos.
Comentário. Não é preciso ensinar uma criança ou
adolescente a ser competitivo; a vida adulta vai ensinar isso quando
e enquanto ainda for, infelizmente, necessário. (A educação
para a competição está tão enraizada em
certos países e na mentalidade das pessoas que provavelmente
pouca gente compreenderá estas palavras...)
-
Propaganda é a ciência,
a técnica e a arte de influenciar pessoas a fazer aquilo que não fariam
sem essa influência.
Corolário. A propaganda atenta contra a liberdade, isto
é, contra a humanidade.
Comentário. O correto é fazer promoção
de ideias e de produtos, isto é, mostrar objetivamente suas características
e eventual preço.
-
Propaganda subliminar
é a propaganda dirigida ao subconsciente, isto é, é registrada por
este mas não pelo consciente.
Corolário. A propaganda atenta contra a humanidade; a propaganda
subliminar é criminosa.
Exemplo. A propaganda exibida ao lado do conteúdo
de alguma página da Internet; esse é apenas um dos muitos casos
da propaganda subliminar da Internet (um outro exemplo: páginas
"modernas", com dezenas de caixas com textos, figuras e
animação).
Comentário. Eu jamais leio essa propaganda, de
modo que ela funciona subliminarmente em mim. O quanto estou sendo
inconscientemente influenciado por ela?
-
Não se deve
julgar uma pessoa pelo seu ambiente.
Comentário. Inspirado no livro de Randi Crott e
Lillian Crott Berthung Erzähl es niemandem! Die Liebesgeschichte
meiner Eltern ("Não conte a ninguém! A história
de amor de meus pais"), Köln: DuMont 2012. O livro conta
a saga da segunda autora, mãe da primeira, que se apaixonou
por um soldado alemão durante a invasão nazista da Noruega,
e foi agredida pelos seus conterrâneos. Seu marido jamais participou
das batalhas, tinha sempre uma ação nos escritórios.
-
A humanidade jamais
terá feito um passo decisivo no sentido da autoconsciência
enquanto os homens usarem gravatas.
Comentário. A gravata é um penduricalho puramente
cosmético, sem nenhuma, absolutamente nenhuma utilidade. Nem
pode ser usado para assoar o nariz! Acho-a absolutamente ridícula.
Curiosamente, tenho essa concepção desde os 14 anos.
Atendendo a pedidos de minha esposa, eu a usava em casamentos e enterros.
Deixei de fazê-lo há bastante tempo.
-
Em um país
onde impera a corrupção, os políticos em geral
não têm vergonha, têm Bolso.
Comentário 1. Alguém conhece um país
assim? Eu conheço um, e muito bem...
Comentário 2. Publicado no Fórum dos Leitores
da versão impressa do jornal O Estado de São Paulo
em 1/8/22, p. A4. O meu Bolso foi mudado para bolso.
-
Só há
um jeito para o Brasil: começar tudo de novo, de maneira diferente.
Justificativa exagerada: o país inteiro está
errado.
-
A denominação
ser humano não é boa, pois ele está em
permanente transformação. Melhor seria devir humano.
Exemplo. O/a leitor/a não será exatamente
o mesmo depois de ter lido essas duas linhas. Ver o próximo
aforismo.
-
O ser humano incorpora
todas as suas vivências.
Comentário 1. A maior parte delas fica
memorizada no sub- ou no inconsciente.
Comentário 2. Mesmo sentimentos e pensamentos ficam
memorizados dessa maneira.
Corolário. Não se deve pensar coisas ruins
ou negativas.
-
Errar inconscientemente
não diminui o ser humano; o que o diminui é não reconhecer seu erro
ou não corrigi-lo e compensá-lo.
-
Uma atividade que
exige excelência e só pode ser feita com sucesso por
adolescentes ou jovens adultos não tem substância humana
profunda.
Exemplo. Competições esportivas que exigem
força ou destreza.
-
Todas as decisões
humanas deveriam ser tomadas levando em conta as condições
do momento presente.
Justificativa. O mundo todo e cada pessoa estão
em permanente transformação.
Corolário 1. Todo planejamento
deve dar lugar a algum improviso. Em caso contrário, degrada-se
a natureza, o ser humano e as instituições a máquinas.
Corolário 2. Toda aula deve ser parcialmente improvisada.
-
Ter consciência
de algo é estar percebendo esse algo e pensar sobre ele, ou
senti-lo, isto é, focar a atenção sobre a percepção.
Exemplo 1 Dizer "Estou consciente deste caqui à
minha frente" é o mesmo que dizer "Estou percebendo
com meus sentidos este caqui à minha frente, e estou pensando
sobre ele."
Exemplo 2. Dizer "Estou consciente de minha dor
de dente" é o mesmo que dizer "Estou percebendo minha
dor de dente, pois a estou sentindo."
Comentário 1: Só podemos ter consciência
de um órgão que não pode ser percebido com os
sentidos, como o fígado, se ele doer. Ter dor em um órgão
que normalmente não percebemos, isto é, não temos
consciência dele, significa que nossa consciência penetrou
nesse órgão (apud Rudolf Steiner).
Comentário 2: Podemos perceber inconscientemente,
por exemplo ver algo sem prestar atenção.
-
Ter autoconsciência
é perceber que se está tendo consciência de algo
de si próprio.
Exemplo 1. Se olho minha mão, fico consciente
dela. Estou tendo autoconsciência. Se percebo que estou sentindo
algo, estou sendo autoconsciente. Se observo meu pensar (com o pensar!)
estou sendo autoconsciente.
Comentário. Pensar sobre o pensar, em autoreflexão,
é o máximo da autoconsciência.
Exemplo 2: Se vejo um caqui, e penso sobre mim mesmo "Agora
estou vendo um caqui", estou sendo autoconsciente.
- Agir inconscientemente significa
agir sem pensar nas consequências do próprio ato.
Comentário 1. Uma ação inconsciente
pode provir de um impulso de vontade devido a uma sensação
ou sentimento, como a raiva, o medo, ou devido a um estado de inconsciência
devido a drogas, álcool, falta de sono ou exaustão, ou
uma percepção inconsciente etc.
Comentário 2. Animais sempre agem incsonscientemente
(devido ao instinto ou condicionamento), pois animais não pensam
(achar que animais pensam é uma falha de observação).
-
O tempo está
para o espaço assim como a melodia está para o som
Comentário 1. Temos a percepção do
espaço, mas não temos a percepção do tempo,
que deve ser vivenciado. Rudolf Steiner fez uma observação
interessante: vivenciamos exteriormente o tempo quando vemos uma alteração
no espaço, como o movimento do Sol no céu ou o dos ponteiros
de um relógio. Ajunto: temos uma vivência interior do
tempo quando prestamos atenção à nossa pulsação
ou respiração.
Comentário 2. Não ouvimos uma melodia,
ouvimos os sons isolados que a formam. A melodia é criada interiormente,
pelo que se poderia chamar de alma.
-
Nós nos sentimos
como indivíduos porque temos memória e podemos consultá-la conscientemente.
-
Esquecendo a história,
deixamos de nos sentir como parte da evolução da humanidade.
Comentário: motivada pela notícia do
Simon Wiesenthal Center de 13/4/18: "A new study released
on Yom Hashoah ["Dia do Holocausto"] found that 22% of millenials
said they havent heard of the Holocaust and that two-thirds
didnt know what Auschwitz was.".
-
É natural
o ser humano ser egoísta, mas o ser humano não é
um ser puramente natural.
Comentário. A natureza nos faz egoístas,
mas transcendemos a natureza, isto é, temos algo que não
é físico em nossa constituição (as evidências
para isso são muito fortes). Por isso podemos ter livre arbítrio
(que não faz sentido de um ponto de vista fisicalista ou materialista)
e, a partir dele, agirmos com amor altruísta, que é
o oposto do egoísmo, isto é, podemos sublimar nosso
egoísmo.
Corolário. O materialismo deve necessariamente
levar ao egoísmo.
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(Novo!
31/12/25) O egoísmo e a ganância são
atitudes anti-humanas do ser humano.
Comentário. "Anti-humanas" pois sempre
acabam sendo destrutivas, isto é, destroem o ser humano. Note-se
que não foi incluída a "ambição",
pois ela pode ser construtiva, quando a pessoa almeja progredir no
sentido de poder ajudar melhor os outros. Pode ser destrutiva, quando
é motivada pelo egoísmo e a ganância. Um exemplo:
a destruição da natureza, que é fruto do egoísmo.
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(Novo!
Expandido em 25/12/25) Quem para de aprender e/ou de
produzir algo socialmente, está esperando morrer.
Comentário. O ser (devir) humano devia estar em
permanente transformação. Talvez a mais importante é
o aprendizado permanente, já que nem todas as pessoas podem
produzir socialmente. Fico muito triste quando vejo uma pessoa simplesmente
vegetando, vivendo por viver, ou mesmo vivendo para se divertir. O
aprendizado deveria ter como objetivo poder produzir socialmente algo
de positivo, isto é, sem motivos egoístas. Mas para
isso é preciso ter uma visão abrangente do ser humano,
que não é dada pelo materialismo pois, por exemplo,
da matéria não pode advir liberdade (ver abaixo, a lei
"Da matéria não pode..."). Veja-se um exemplo
de uma visão espiritualista conceitual em meu artigo www.ime.usp.br/~vwsetzer/const1.htm
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Havendo comida,
quem quer come, quem não quer passa fome.
Comentário: Isso se aplica também a ideias,
que devem ser apresentadas mas nunca impingidas. Não se deve
interferir na liberdade externa de um adulto responsável, pois
uma das missões da humanidade é desenvolver a liberdade
interna, o livre arbítrio.
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O materialismo
é tanto pior quanto mais se disfarça de espiritualismo.
Exemplo 1. A antiga Igreja Católica,
na Inquisição e na destruição das seitas
cristãs "heréticas", como os Maniqueus, os
Cátaros, os Albigenses e os Bogomilos.
Exemplo 2. Várias ditas religiões recentes,
em que claramente o objetivo maior é enriquecer seus sacerdotes.
Mas reconheço que algumas podem fazer bem a certas pessoas,
que procuram sentimentos religiosos e não a compreensão
da religiosidade; conheço o caso de um alcoólatra que
deixou de sê-lo por frequentar uma dessas.
Exemplo 3. O fato
de neste país várias religiões imiscuirem-se
organizadamente na política. Como disse, mais ou menos, o saudoso
rabino-mór do Reino Unido Sir Jonathan Sachs, em uma palestra
dele que ouvi presencialmente, ao ser perguntado sobre a solução
de dois Estados em Israel: "A religião não deve
meter-se com a política, e a política não deve
meter-se com a religião." Foi aplaudido.
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Quem não reconhece
a essência espiritual única da individualidade humana, tende a antropomorfizar
indevidamente.
Exemplos. Considerar que células ou animais "entram
em acordo", chamar a unidade central de armazenamento de um computador
de "memória", dizer que um termostato tem "opinião" (belief
John McCarthy) e, a pior de todas, "Inteligência Artificial"
(expressão também inventada por McCarthy ver meu
artigo a respeito dela).
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Uma hipótese
fundamental de qualquer religião ou religiosidade deveria ser a de
que a vida humana tem algum sentido.
Corolário 1. O nascimento e a morte, esses momentos
mais decisivos em cada vida, devem ter algum sentido. Se forem ser
fruto do acaso, a vida não tem sentido.
Corolário 2. Toda a vida, a Terra e o universo devem
ter algum sentido.
Comentário. Do ponto de vista materialista, nada
disso faz sentido.
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Da matéria não
pode advir sentido para a vida, liberdade, dignidade, individualidade
superior e responsabilidade humanas.
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Quem tem medo
da morte não compreende qual é o sentido da vida.
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Do ponto de vista
físico, a natureza é um milagre.
Comentário. Inspirado pela visão de um cogumelo
de uns 30 cm de altura, com a corola ainda não aberta.
Comentário. Como a ciência não
explica vários processos que ocorrem no ser humano, como o
pensar, o sentir, o querer, o crescimento (por exemplo, o fato de
as mãos conservarem sua simetria durante o crescimento) e a
regeneração dos tecidos conservando a forma, o sono
e o sonho, o ser humano deve ser considerado um milagre físico.
Uma de minhas hipóteses é que com o seu paradigma atual
a ciência jamais vai explicar esses fenômenos.
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O amor altruísta
não faz sentido de um ponto de vista materialista.
Justificativa. O amor altruísta, aquele que não
visa nenhum benefício próprio, só pode ser exercido
em total liberdade, isto é, com consciência e sem nenhuma
imposição interior ou exterior (por exemplo, seguindo-se
cegamente uma lei ou um dever social, um instinto ou um sentimento).
Mas do ponto de vista materialista o ser o ser humano não tem
livre arbítrio, como já foi visto.
Corolário. O materialismo leva ao egoísmo.
Comentário. Ações egoístas
sempre têm como objetivo dar satisfação ou vantagem
a quem as pratica. O egoísmo é o oposto do amor altruísta.
Como o materialismo não pode reconhecer a existência
do amor altruísta, pois não pode admitir o livre arbítrio,
acaba sempre levando ao egoísmo.
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Uma pessoa coerente
que acha que a genética determina decisivamente a personalidade
humana, deve necessariamente ser egoísta.
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O egoísmo
sempre acaba sendo destrutivo; o amor altruísta, construtivo.
Corolário. É necessário sublimar o
egoísmo. Esse é o real desenvolvimento humano.
Comentário. Toda planta e todo animal são
egoístas, agindo no sentido da sobrevivência de si próprio
e de sua espécie; quando algum animal não age egoisticamente,
age por instinto ou por condicionamento. Só o ser humano é
capaz de fazer essa sublimação.
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Só háverá
um real progresso da humanidade quando o amor altruísta sobrepujar
o egoísmo.
Comentário. As misérias causadas pelo
ser humano são frutos do egoísmo.
Exemplo. A invasão da Ucrânia pela
Rússia.
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Só o ser
humano pode agir a partir de um amor altruísta.
Justificativa. Nenhum animal tem livre arbítrio.
Comentário. Estou ciente da explicação
de Darwin para o altruísmo uma pessoa altruísta
é mais bem recebida pela sociedade e portanto tem mais chances
de deixar descendentes. Nessa concepção, curiosamente,
o egoísmo leva ao altruísmo.
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O maior preconceito
existente no mundo é que nele existem apenas substâncias e processos
materiais (físicos).
Comentário. Esse é o Dogma Central da Ciência
Contemporânea (DCCC).
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A maioria dos
que se acham religiosos são de fato materialistas.
Exemplos. Um líder de uma religião, ao visitar Auschwitz,
disse: "Onde estava Deus para permitir que se fizessem aqui aqueles
horrores?" Um outro líder respondeu, parcialmente adequadamente: "Deus
estava onde deveria estar: esperando que os seres humanos tomassem
uma atitude." Este segundo não justificou por que Deus delegou responsabilidade
aos seres humanos e, mesmo assim, por que ele não interferiu (era
necessário que o ser humano desenvolvesse o livre arbítrio;
o problema é que o ser humano não está sabendo
usá-lo positivamente). Ambos mostraram que não entendem o que
é a divindade e seu papel nos dias de hoje ou tinham uma visão
materialista desse papel.
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Quase todos os
cientistas são materialistas.
Corolários
dessas três últimas "leis":
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As maiores fontes
de preconceitos são os mundos acadêmico, científico e religioso.
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As universidades,
centros de pesquisa e centros de culto religioso são em geral museus
de preconceitos.
Comentário 1. Universidades e faculdades geralmente recebem
seus alunos, selecionados por critérios absolutamente desumanos, mostram-lhes,
durante anos, um monte de teorias abstratas especializadas enferrujadas,
e acham que com isso deram-lhes uma formação quando, do ponto de vista
holístico, o que houve foi uma deformação (muito apreciada pela aberração
de sociedade em que vivemos).
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Comentário
2. Se uma pessoa conhece várias religiões e
é adepta convicta de uma determinada, tem que necessariamente
achar que é a melhor de todas, senão ela mudaria para
outra melhor.
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