O SER HUMANO COMO SER SOCIAL E A SOCIEDADE

Uma palestra de Valdemar W. Setzer
Departamento de Ciência da Computação, IME-USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer – esta versão: 1/5/18
Ver resumo e apresentação da palestra

AVALIAÇÕES DE PARTICIPANTES

Nesta página encontram-se, em ordem cronológica reversa, todas avaliações de participantes desta palestra, conforme escreveram no One-minute paper no fim da mesma, respondendo: [1] Coisa mais importante aprendida; [2] Maior dúvida que ficou; [3] Comentários. Os originais estão à disposição para exame. As transcrições são literais, apenas com pequenas correções ortográficas; as partes ilegíveis são anotadas com [?]. Observações e respostas a algumas dúvidas estão indicadas com RESP.; infelizmente tiveram que ser breves. Título alternativo, para iniciativas antroposóficas: "A organização social antroposófica e sua aplicação individual."

2. 21/4/18, na escola Waldorf Aldeia Akatu, Chácara Belvedere, Campinas, SP; info: Solange Costa contato atarrob.solangecosta.com.br

  • [1] Poder ser uma educadora que contribui para combater as ações antissociais. Não desistir da minha autoeducação. [2] Gostaria de um aprofundamento da relação do comunismo e capitalismo com a filosofia de Steiner. [3] Saio da palestra bem mais segura em desempenhar a minha missão de educadora. Obrigada. RESP.: Um dos grandes defeitos do Marx foi querer sanar os problemas sociais de um ponto de vista estritamente econômico. Tanto o comunismo quanto o capitalismo baseiam-se numa visão materialista do ser humano e da sociedade. Jamais vai se compreendê-los de um ponto de vista material, pois em ambos atua muita coisa que não é física. Leia o primeiro capítulo do livro de Rudolf Steiner "A educação como questão social", em fase de reedição pela Editora Antroposófica, bem como, de Rudolf Lanz, "Nem capitalismo, nem socialismo", pela mesma editora (esgotado, tente tirar uma cópia).
  • [1] Via de mão dupla de necessidades e habilidades. Necessidade de desenvolver a fraternidade. [2] É possível desenvolver a fraternidade numa escola baseada no sistema de mensalidade? De um lado o pagamento de salários depende do pagamento das mensalidades, mas as mensalidades (muitas vezes) sobrecarregam as famílias! Como manter o equilíbrio? [3] Obrigada por compartilhar seu conhecimento! Esclareceu muita coisa!!! Por favor, volte mais vezes! Gostaria também de participar de uma oficina de meditação. Obrigada. RESP.: O equilíbrio é mantido se a escola é financiada pelos que podem pagar mais, permitindo que os que não podem paguem menos. Se o Estado financiasse em grande parte (mas não em tudo!) as escolas, e estas fossem organizadas e geridas pelas comunidades em que se inserem, as escolas seriam muito melhores e dariam muito menos despesa.
  • [1] A trimembração da sociedade, que cada parte tem que estar no seu lugar. [3] Espero ver um dia uma sociedade bem estruturada.
  • [1] Aprendi que a minha educação não foi "tão ruim" quanto eu supunha... Valorizei a minha experiência social e comunitária em relação às faltas na educação formal que eu sei ter sofrido. [3] Gratidão!
  • [1] Atitudes humanistas. [2] Não seria possível pensar ao invés de polaridades (interno, externo e o encontro) pensar em modos de ser na relação que é o encontro de ambos os polos pela existência? [3] O ideal do humanismo é a grande problemática. RESP.: Cuidado, o ser humano não é um ser que simplesmente existe, pois ele transcende a natureza.
  • [1] Achei muito interessante esta visão: prestação de serviços --> dentro das habilidades --> pode estar no âmbito espiritual = e concluir que é isto que nos humaniza. Lindo! [2] Por que a educação pública mantida pelo "governo" não funciona? Sou professore, sei e sinto que isto é verdade mas não consigo responder com argumentos. Gostaria de saber sua visão. [3] Muito obrigada. Aprendi muito! RESP.: Não é só a educação estatal que não funciona, a privada em geral também não. Acho que a razão mais fundamental é o desconhecimento do que significa o desenvolvimento da criança e do adolescente, e adequar o ensino a cada idade, como faz a pedagogia Waldorf, que parte justamente daquele conhecimento. Usei a expressão "educação estatal" e não "pública", pois as escolas estatais não pertencem ao público, às comunidades. Nelas, o Estado dita todas as normas, como contratação de professores, espaço físico, livros didáticos, métodos de ensino etc. Tenho visto escolas particulares que empregam livros-texto muito bonitos e bem ilustrados, mas muito inadequados às idades, em geral exigindo um nível intelectual muito acima do que as crianças deveriam ter e, supreendentemente, muita "decoreba" de palavras que não precisam ser conhecidas nas respectivas idades, em lugar de enfatizar os processos que elas representam. Por exemplo, numa 3ª série de uma escola privada os alunos (de 7 a 9 anos de idade!) tiveram que decorar o que é um "dígrafo" - e isso caiu numa prova.
  • [1] Que o técnico é secundário. O social é mais importante. Quantos profissionais conhecemos, que são intragáveis? Muitos. [2] Como ser, ou melhor, dar liberdade para uma criança, na condição de mãe, sem que ela não entenda que pode fazer o que quer. Acho que não entendi como educar com liberdade. Mistério! RESP.: É fundamental a criança aprender que tem limites, reconhecendo que o conhecimento dos adultos é muito maior. Mas é importante dar liberdade limitada às crianças, por exemplo, deixando-a escolher, dentre vários brinquedos selecionados pelos pais ou pela professora, com qual deseja brincar.
  • [1] Toda a palestra foi muito relevante, porém o que mais preencheu as minhas necessidades foi a exposição sobre os tipos de necessidades, habilidades e interações sociais, e sobre a sociedade trimembrada. [2] Nenhuma dúvida restou; apenas foram abertas novas possibilidades de discussão. [3] Muito obrigada pelo tempo dedicado à nossa capacitação!
  • [1] Sobre os males que a competitividade pode causar nas nossas vidas, principalmente nas das crianças. [2] Sobre o comunismo. Como podemos aplicar na prática, na vida cotidiana, os princípios da filosofia comunista, já que vivemos numa sociedade capitalista. [3] Acho importante e discutir sobre os prós e contras das formas de sociedade socialista/capitalista. RESP.: A preocupação com o aspecto social foi uma grande contribuição do socialismo; no entanto a sua solução dos problemas sociais é totalmente inadequada. Por exemplo, a mania socialista de estatizar os meios de produção e distribuição. Pode-se ver o que isso resulta aqui no Brasil: corrupção deslavada e ineficiência. Temos que mudar a sociedade capitalista para ela dar mais ênfase aos aspectos sociais e não permitir que empresas produzam e empurrem produtos que não são de necessidades, totalmente supérfluos. É preciso acabar com uma das bases do capitalismo que é o consumo supérfluo e a propaganda que o induz. Quem consome demais faz com que alguém consuma de menos.
  • [1] Aprendi de mais importante onde se encaixa liberdade, igualdade e fraternidade dentro das estruturas sociais e humanas. [2] Estudar mais, aprofundar para conseguir internalizar na vida como um todo. [3] Algum dia gostaria de convidá-lo para uma palestra, talvez sobre imitação, meios de comunicação ou o que o senhor achar importante para o primeiro setênio. É um jardim Waldorf próximo à Akatu, Jardim Vir a Ser. RESP.: Estou à disposição, só convidar. Por que as escolas Waldorf da região não se unem e promovem uma palestra ou workshop meu em conjunto?
  • [1] A fraternidade deve ser desenvolvida na sociedade de forma consciente. [2] Como podemos desenvolver a liberdade individual atrelada à necessidade física do homem. [3] Grande oportunidade de reflexão e aprendizagem. RESP.: Em primeiro lugar, o ser humano tem necessidades físicas mas tem outras, anímicas e espirituais, como mostrei. A liberdade individual pode ser desenvolvida se permitirmos que cada pessoa adulta responsável, sempre à sua maneira: satisfaça suas necessidades básicas, possa interagir com outras pessoas, e possa se desenvolver espiritualmente. Essas são liberdades externas. A liberdade interior, o livre arbítrio, tem que ser desenvolvido individualmente - é uma das razões de eu dar a oficina sobre concentração mental e meditação. Somente nelas é que o indivíduo pode ser realmente livre.
  • [1] Aprendi a me sensibilizar e começar a olhar os âmbitos sociais (grupos, instituições, família) a partir desta perspectiva mais esperançosa. [2] Como atuar desta forma proposta na palestra com adultos, em grupos e instituições, que não vivenciaram e não conhecem a Antroposofia? RESP.: Apesar de inspirada na Antroposofia, minha palestra não exige conhecimentos dela, para ser compreendida e se praticar as indicações que dei. Os conhecimentos dela podem dar mais segurança de que as indicações são corretas e produzem uma melhora individual e social.
  • [1] Trazer à consciência a questão da competitividade nas escolas. [2] Como fomentar na prática a conscientização da "fraternidade" na vida econômica. [3] Gratidão pelo compartilhamento das suas habilidades. RESP.: Individualmente, reconhecendo-se as necessidades dos outros e procurando satisfazê-las, como na história citada da vendedora altruísta. Em um ciclo de três artigos de 2005 (o título original era "Ciência espiritual e questão social", mas foi mudado em edições posteriores da Editora Antroposófica para "Economia e sociedade à luz da Ciência Espiritual") Steiner compara o espírito reinante numa empresa em que o empresário a construiu para dar emprego a 200 pessoas, em comparação com outra que foi construída para enriquecer o empresário.
  • Esperança no indivíduo e autoeducação gera a fraternidade. O amor posto em prática... O Cristo em mim... Gratidão, prof. Setzer.
  • [1] Esperança na evolução da convivência social.
  • [1] Fraternidade é o caminho! [2] Como implementar cooperação e colaboração em uma sociedade baseada na escassez? [3] Gratidão pelas ideias compartilhadas. RESP.: Nossa sociedade é baseada na escassez para muitos e no supérfluo para relativamente poucos. A solução é a educação para maior sensibilidade, responsabilidade e ação social.
  • [1] Desenvolvimento espiritual. Por conta disso, nos tornar mais fraternos. [2] Dificuldade de acesso a esses conhecimentos e as pessoas não fazem essa busca! Isso não dá para forçar - como fazer. [3] A busca começa internamente e se expande no contato com as pessoas. A sociedade em evolução. RESP.: Como fazer: conscientizar as pessoas e educar crianças e jovens para a consciência e a ação sociais.
  • [1] Gostaria que o Sr. detalhasse mais o aspecto econômico das escolas. [2] E os outros dois aspectos liberdade e fraternidade, qual a importância deles? [3] Observação: gostaria de vê-lo novamente para falar da autogestão das escolas Waldorf. RESP.: Não tenho espaço, tempo e experiência para o detalhe pedido. De qualquer modo, o aspecto financeiro de uma escola não deve ser preocupação dos professores, que devem se dedicar ao ensino; no entanto, deveriam participar dele e de outras necessidades e estruturas da escola para conhecerem todos os aspectos dela. O aspecto financeiro deve ficar por conta de uma entidade mantenedora. Outros aspectos econômicos devem ser resolvidos sempre por consenso, levando-se em conta em primeiro lugar quais são as necessidades físicas e anímicas dos alunos, pois essa deveria ser a função de uma escola.
  • [1] Aprendi sobre a mudança começa em mim, em mim a mudança de visão e postura frente o ser humano. [2] Minha dúvida é como aplicar a economia associativa no trabalho prático, eu o trabalho no SUS e a lógica da trimembração seria uma excelente lógica de trabalho. [3] Obrigada. RESP.: Não conheço as entranhas do SUS e não tenho prática nesse tipo de aconselhamento. De qualquer maneira, cada unidade deveria ter independência para gerir-se a si própria e atender as necessidades locais da melhor maneira possível. Um passo seria a organização de conselhos de direção, em que os gerentes seriam apenas representantes dos conselhos, como deveria ser em qualquer instituição.
  • [1] Existe uma esperança para a sociedade desde que a fortaleçamos e aplicamos de maneira correta igualdade, liberdade e fraternidade. [2] Aparecerá durante a semana após reflexão sobre a palestra. [3] Parabéns professor!! Sou seu fã!!
  • [1] Muitas coisas... Jogos cooperativos, reconhecer as necessidades e habilidades dos outros... Fraternidade. [2] Como educar os filhos com esta visão antroposófica. [3] Sugerir livros sobre a educação dos filhos. RESP.: A educação dos filhos com a visão antroposófica exige que se conheça a Antroposofia e suas aplicações educacionais. Há muita literatura sobre os dois aspectos. De qualquer modo, sem um conhecimento da organização do ser humano de um ponto de vista espiritual não se pode compreender como se deve educar os filhos de maneira adequada para a idade, improvisar adequadamente em cada situação e respeitar a maturidade em cada idade.
  • [1] Aprendi uma nova forma de identificar necessidades, habilidades, interação social.
  • [3] Obrigada prof. Valdemar Setzer por todo conhecimento compartilhado. Sua palestra foi excelente! Espero levar seus conhecimentos e sua alegria para a escola Waldorf Veredas. Fiquei muito interessada na sua palestra sobre Matemática para o ensino médio. Topa?! Muito obrigada. RESP.: Claro que topo, veja a palestra
    https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/Fibonacci-resumo.html
    especialmente as avaliações dos participantes.
  • [1] A trimembração do organismo social e sua relação com o ser humano. [2] A competição pode gerar resultados positivos? Ex. A cooperação entre empresas pode gerar resultados negativos para os consumidores (cartel). Competição pode levar a criança a aprimorar suas habilidades? [3] Igualdade deve ser um valor para os cidadãos para que seja um valor para o Estado. RESP.: Em minha concepção, toda competição é antissocial, como mostrei na palestra. O desejo de competir é, de certo modo, animalesco dentro do ser humano. Nós devemos sublimar nossos impulsos animais, e nos tornarmos cada vez mais humanos. Penso que não há necessidade alguma de crianças e adolescentes competirem. Infelizmente a sociedade exige competição, mas na hora em que eles forem atuar socialmente, como jovens adultos, aprenderão rapidinho a competir, por exemplo, ao prestarem um vestibular. Mas espero que, tendo sido educados para a cooperação, conservem esse espírito a vida toda, podendo aplicá-lo onde couber.
  • [1] Que o exercício da igualdade, liberdade e fraternidade só são eficazes como instrumentos de progresso social, se respeitadas as "áreas" de atuação de cada um desses conceitos: Vida econômica, jurídico-política e espiritual. [2] Se dentro da prática atual da pedagogia Waldorf isso tem sido compreendido e praticado com base nessa visão. RESP.: A pedagogia Waldorf é maravilhosa; no entanto é aplicada por pessoas humanas, e elas carregam em si vários defeitos que vão contra a pedagogia. Mas isso deve ser compreendido e tolerado, mostrando a elas que, se atuassem dentro dos princípios da pedagogia e da organização social antroposóficas, elas teriam melhor atuação e ficariam mais realizadas.
  • [1] Aprendi a olhar melhor para os acontecimentos como sendo experiências que nos trará algo a somar ou algo a refletir e pensar com amor o que podemos tirar dessas experiências para o que aproveitar e o que não repetir. Sem julgar ou apresentar posicionamento divisor. No âmbito político acredito que o fato de observar que houve momentos de repetir atitudes que não somaram para o desenvolvimento do ser humano, olho para essas situações com acolhimento e pois ainda somos imperfeitos e somos sujeitos ao erro e cada um traz para seu âmbito o que possui na bagagem e quando olhamos o abismo social que existe observamos que alguma ações tiveram objetivos para uma determinada necessidade que muitas vezes para nós ou para outros já não nos contempla, pois, podemos precisar de outros aspectos. Uma vez que sabemos da carência de luz que há. Acredito que mesmo com nossa incompletude ao assumir algo trazemos o que podemos dar, mesmo que aos olhos dos outros tenha faltado. E entrando no âmbito do "grafite" nas paredes da cidade eu vejo como um pedido de socorro que esses jovens se encontram por viverem em uma sociedade completamente opressora e ao se manifestar encontram caminho para pôr para fora seus anseios e isso mostra o quanto estamos faltando como sociedade e essa responsabilidade é nossa.

1. 8/1/18, no I Curso de Formação de Professoras de Jardim de Infância Waldorf, na Escola Waldorf João Guimarães Rosa, Ribeirão Preto, SP; info: Pureza Panico purezapanico atarro.ba gmail.com

  • [1] Que precisamos desenvolver a fraternidade, objetivo que vai humanizar toda a sociedade. [2] Como fazer com que todos tenham acesso a toda essa sabedoria. [3] Gostei muito - enriquecedora. RESP: A fraternidade, que precisamos desenvolver, deve-se somar ao sentido de liberdade e fraternidade, que o mundo civilizado já desenvolveu, a ponto de essas duas últimas terem se tornado objeto leis (contra o cerceamento da liberdade e a descriminação social, por exemplo).
  • [1] A aplicação da liberdade, igualdade e fraternidade nos setênios das crianças. (Não conheço "quase" nada sobre a Waldorf.) [2] No exemplo da vendedora de roupas, aquela que foi mais preocupada com o cliente não estaria na contramão da realidade capitalista? [3] Gostei da forma que a palestra me sensibilizou. RESP.: Sim, a vendedora preocupada com as necessidades do cliente está exercendo a fraternidade, e vai na contramão do egoísmo e da ambição que movem a sociedade em geral, especialmente a capitalista.
  • [1] Tudo sobre a trimembração social, como ela está em diversos âmbitos. [2] Minha dúvida está em como trabalhar com a dificuldade do ser humano em lidar com situações nas quais "poder", o seu domínio está ameaçado? Ex.: a criticidade, reflexão de pessoas do que ocorre no entorno, escolas que não renovam uma gestão, associação e ficam em sua zona de conforto, desconsiderando o caminho pela verdade. [3] Gratidão por compartilhar seus conhecimentos. RESP.: O ser humano só vai mudar com a educação, que deveria dedicar-se em primeiro lugar ao social, em segundo às atividades artísticas e só em terceiro às intelectuais. No entanto, o que se faz normalmente é cuidar quase que só do desenvolvimento intelectual.
  • [1] O que aprendi de mais importante foi entender a importância da fraternidade como instrumento de manutenção da humanidade. [3] Palestra foi muito interessante, principalmente na relação estabelecida para a vida econômica. RESP.: A "vida econômica" é a que se dedica à satisfação de necessidades, sejam físicas, anímicas ou espirituais.
  • [1] O quanto é importante perceber o outro. Devemos exercer igualdade, liberdade e fraternidade principalmente nas escolas. Nas escolas sem ser Waldorf acontece o oposto. São prisões competitivas com desigualdade total. [3] Gostei bastante da palestra. É um tema que sempre me interessa. Gosto de sua objetividade, do dinamismo e da lógica de sua fala e apresentação. Gratidão pelo aprendizado.
  • [1] Não é difícil desenvolvermos o senso de organização social, porém há de se haver um despertar que infelizmente precisa de ferramentas que não estão tão disponíveis. O sistema nos propõe o contrário da liberdade, igualdade e fraternidade. Porém há esperanças em algumas escolas Waldorf, palestras como esta, livros. Temos que praticar os exercícios para desenvolver cada vez mais o olhar para o social e para nós para sempre nos unirmos no mesmo sentido. [2] Nenhuma. Muito objetiva e bem estruturada. [3] Assunto muito importante. Gratidão!
  • [1] A organização social e suas divisões segundo a Antroposofia e a atuação do indivíduo frente aos organismos sociais. A questão das escolas pertencerem ao âmbito econômico. RESP.: Sim, pois prestam um serviço de desenvolvimento cultural e espiritual dos alunos, atendendo a esse tipo de necessidade deles e dos pais em relação aos filhos. No entanto, cada professore em sua classe é um representante da "vida espiritual", e deve ter liberdade para dar as suas aulas, especialmente levando em conta cada classe diferentemente.
  • [1] Que devemos começar a trabalhar conscientemente pela fraternidade, não mais na interpretação que "deixar de fazer o mal é um bem", mas aprender que "deixar de fazer o bem é um mal." Enfim, a consciência de nossa atuação na sociedade com valores e princípios fraternos.
  • [1] Aprendi a olhar a sociedade sob os três âmbitos liberdade, igualdade e fraternidade.