“A USP não vai parar”, mas reorganiza suas atividades para proteger a comunidade, com aulas a distância, manutenção das pesquisas observando cuidados de saúde e orientações para técnicos e funcionários​

 
Por  | Jornal da USP
 
 
 
 
 
 
 
20200317 00 pronunciamento reitor

Diretores de todos os campi da USP participaram do encontro, que foi realizado presencialmente, na sala do Conselho Universitário, e remotamente, no Quadrilátero Saúde/Direito e nos campi de Ribeirão Preto, São Carlos e Bauru – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 
 

 

 

 
No dia 17 de março, o reitor da USP, Vahan Agopyan, se reuniu com diretores das Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade para tratar de questões acadêmicas e administrativas adotadas pela Instituição em função do agravamento da pandemia do covid-19 no Brasil.

 

“Vivemos um cenário delicado, mas a USP não vai parar. Convoco a todos para mantê-la viva e dinâmica. Como universidade pública, em um momento de emergência, temos a responsabilidade de dar suporte à sociedade. A manutenção das atividades de uma universidade de pesquisa é essencial para a sociedade”, afirmou Agopyan.

O reitor informou aos dirigentes que a Universidade está readequando suas atividades para proteger a comunidade. Entre as medidas adotadas estão aulas e trabalhos a distância para estudantes de graduação e de pós-graduação, a manutenção do desenvolvimento de pesquisas, observando cuidados de preservação de saúde, e novas orientações relativas à jornada de trabalho de servidores técnicos e administrativos.


Diretores de todos os campi da USP participaram do encontro, que foi realizado presencialmente, na sala do Conselho Universitário, e remotamente, no Quadrilátero Saúde/Direito e nos campi de Ribeirão Preto, São Carlos e Bauru.

O reitor enfatizou que todas as atenções devem estar voltadas para as atividades-fim, de forma a “minimizar o prejuízo aos estudantes de graduação e de pós-graduação”, bem como as relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas, que são “um dever social de uma instituição como a USP”.

Na segunda parte da reunião, os pró-reitores falaram sobre as ações que estão sendo empreendidas para garantir o andamento das atividades de ensino e pesquisa. O coordenador da Administração Geral (Codage), Luiz Gustavo Nussio, elencou as novas medidas administrativas a serem adotadas nesse período.

 

 

Graduação e pós-graduação

Segundo o pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, com a suspensão das aulas, que passa a valer a partir do dia de hoje, dia 17 de março, as atividades didáticas passarão a serem ministradas a distância.

Baracat destacou que plataformas como e-aulas  estão disponíveis no sistema Jupiter e poderão ser utilizadas para gravação e transmissão de aulas on-line. Entre outras funcionalidades, além das aulas, os sistemas permitem o registro da participação dos estudantes, troca de mensagens e arquivos e a realização de avaliações.

A Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) disponibilizou, em sua página, um conjunto de tutoriais que explicam aos docentes como organizar videoaulas, videoconferências, utilizar o Skype, o Google Meet e outras ferramentas.

As atividades a serem desenvolvidas remotamente incluem desde a recomendação de leitura de uma lista de bibliografias para a preparação de uma monografia até o emprego de plataformas mais complexas que estão à disposição dos docentes. Treinamento para o uso dessas ferramentas também é fornecido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU).

“As atividades didáticas a distância durante o período de suspensão serão computadas na frequência dos estudantes. No período de reposição, após o retorno das aulas presenciais, recomendamos que devam ser priorizadas as atividades práticas e experimentais”, explicou o pró-reitor.

No que se refere à Pós-Graduação, o pró-reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior esclareceu que a realização de atividades a distância já está prevista no regimento da Pró-Reitoria, com as mesmas ferramentas utilizadas na graduação, incluindo o treinamento.

Carlotti explicou que foram desburocratizados os procedimentos para a transição de disciplinas presenciais em não-presenciais, agilizando os processos. Também foram alterados os procedimentos para as defesas de Dissertações e Teses e para os exames de qualificação, cujas bancas poderão ter a participação não presencial de todos os seus membros, incluindo o orientador e o próprio aluno.

 

 

Pesquisa e extensão

Reduzir a presença dos pesquisadores nos campi é a principal recomendação do pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto, que salientou a necessidade de que os pesquisadores evitem o início de novos experimentos neste momento.

Canuto explicou que os dirigentes devem identificar as atividades essenciais nos laboratórios, as que possam ser realizadas remotamente, as que podem ser interrompidas sem prejuízo, as de longa duração que, em caso de interrupção, podem gerar grandes perdas e aquelas que são essenciais e que devem ser mantidas obrigatoriamente, como, por exemplo, os biotérios, linhagens de células, criogenia, entre outras. Estas últimas, de acordo com Canuto, devem ser asseguradas pelos responsáveis pelos laboratórios nas respectivas Unidades.

Além da suspensão das atividades culturais e de extensão abertas ao público em geral e do Programa 60+, a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, informou aos presentes o cancelamento da Feira das Profissões Interior, que seria realizada no campus de Lorena, e o adiamento da edição da feira na Capital, que está prevista para ser realizada no mês de setembro.

 

 

Administração Central

No que se refere ao quadro de recursos humanos da Universidade, o coordenador da Administração Geral (Codage), Luiz Gustavo Nussio, anunciou novas medidas a serem adotadas.

Além da concessão de ponto facultativo a docentes e funcionários técnicos e administrativos com idade igual ou superior a 60 anos e para aqueles portadores de doenças crônicas, os quais será permitido o teletrabalho, foram incluídos nesta categoria:

  • gestantes;
  • pai ou mãe com filhos de até dez anos. Caso ambos sejam servidores da Universidade, apenas um deles terá ponto facultativo;
  • servidores que apresentem febre, tosse e outros sintomas respiratórios ou que tenham entrado em contato com pessoas suspeitas de contágio.

Nussio sublinhou também que, a critério do dirigente da Unidade, as atividades administrativas poderão funcionar em regime de contingenciamento ou rodízio e que os servidores não terão prejuízo quanto ao salário e aos benefícios nesse período.

 

 

 

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