As informações abaixo procuram ajudar os orientadores da USP a receber alunos de outras instituições, tanto brasileiras quanto do exterior. Podem ser especialmente úteis para grupos envolvidos em projetos bilaterais, como USP-COFECUB, CAPES-COFECUB, FAPESP-CNRS, etc. Algumas instruções podem mudar com o tempo e, assim, é importante consultar a Secretaria de Pós-Graduação de sua unidade, bem como a CCInt (http://www.usp.br/ccint/).

Um docente da USP que receba, por um período de no mínimo três meses, um aluno de um programa de pós-graduação de outra instituição, pode solicitar a matrícula deste como aluno regular da USP. Isso dará ao aluno os mesmos direitos de um aluno da USP durante a sua estadia aqui (acesso ao HU, ao bilhete único de estudante, ao bandejão por preço de estudante, ao CEPEUSP, etc).

Esse direito consta do Regimento da Pós-Graduação da USP, no artigo 48, abaixo reproduzido:

Artigo 48 - O aluno participante de convênio celebrado pela USP, atuando em atividades de Pós-Graduação, por período igual ou superior a três meses, sob supervisão de orientador credenciado em    Programa de Pós-Graduação da USP, pode ser matriculado como aluno regular no Programa ou área de concentração na qual o orientador está credenciado.

§ 1º - A matrícula deste aluno na Pós-Graduação deverá ser efetivada pela PRPG e terá validade durante o período de permanência na USP.

§ 2º - O estudante nestas condições estará sujeito às normas e regulamentos gerais do Curso e Programa de origem.

§ 3º - O estudante descrito no caput poderá cursar disciplinas com direito a certificado.


No caso de instituições do exterior, há um modelo do texto do convênio na página da CCINT: http://www.usp.br/ccint/, aba convênios, item Convênio Acadêmico Internacional para Intercâmbio (destinado a intercâmbios). O modelo é simples mas pode ficar desatualizado. Assim, consulte a CCInt e a SPG de sua unidade para obter mais informações atualizadas.

Em particular, as regras mudaram recentemente, com o intuito de agilizar a aprovação de tais convênios. Atualmente, do lado da USP, não é mais a USP, mas a unidade interessada da USP que celebra o convênio, e quem assina portanto não é mais o Sr. Reitor, mas o Sr. Diretor da unidade.  Troque, portanto, toda aparição no modelo de "Universidade de São Paulo", por "Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo", etc.

O texto do convênio deve ser preenchido em português e na língua da instituição do aluno, caso esta não seja o português. O texto do convênio pode ser adaptado, porém, quanto mais parecido ficar com o modelo, mais rápido serão os trâmites dentro da USP.

É preciso também determinar qual é o orgão da universidade do aluno com quem o convênio será feito. Se é a universidade do aluno, ou se é a unidade em que o aluno está sediado nesta, por exemplo. Também é preciso descobrir quem é o representante que assinará o convênio do lado da instituição do aluno. Essa é toda a informação necessária.

Uma vez que o texto do convênio esteja pronto, ele tem que ser submetido à aprovação no Conselho do Departamento do docente, e à Congregação do Instituto. Isso feito, as assinaturas podem ser colhidas (do Sr. Diretor, e do representante da outra instituição), e o convênio pode ser cadastrado no sistema Mercúrio, pelo setor de convênios do IME.

Depois de cadastrado no sistema Mercúrio, o convênio passa por alguns setores da USP para ser aprovado. Uma vez aprovado no sistema Mercúrio, o docente deve encaminhar uma carta à CCP do seu programa de pós-graduação, solicitando a matricula do aluno. Nesta carta, deve ser mencionado o período durante o qual o aluno permanecerá vinculado ao nosso programa de pós.

A CPG pode então cadastrar o aluno no Janus (sistema de pós-graduação da USP), submetendo essa matrícula aos orgãos centrais. Uma vez aprovada a matrícula do aluno nos orgãos centrais, o aluno passa a ter os mesmos direitos dos alunos regulares da USP.

Como dito anteriormente, esses procedimentos podem mudar de tempos em tempos. É fundamental consultar a SPG de sua unidade e a CCInt para implementar o processo correto.