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Professor Yoshiharu Kohayakawa – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

O professor Yoshiharu Kohayakawa, do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, é o primeiro brasileiro e latino-americano a ganhar o prêmio Fulkerson de matemática.

O prêmio é concedido a cada três anos pela American Mathematical Society (MAS) e pela Mathematical Optimization Society (MOS). Um dos mais importantes prêmios da área, o Fulkerson é destinado a artigos científicos sobre matemática discreta, área chamada dessa forma por ser diferente da matemática contínua, que envolve conceitos de cálculo diferencial e integral, assunto que todos os estudantes universitários da área de exatas encontram no começo de seus cursos.

A discreta, que possui campos de estudo como programação matemática, redes, aplicações combinatórias entre outros, pode tanto ser objeto da matemática pura como aplicada à ciência da computação, no desenvolvimento de algoritmos, por exemplo.

Essa área trabalha também, entre outros assuntos, com a Teoria dos Grafos – uma forma matemática de estudar diferentes objetos de um determinado grupo e suas relações e conexões –, tema do artigo The chromatic thresholds of graphs, de 2013 e ganhador do prêmio, de autoria de Kohayakawa e colegas que participaram do estudo.

Do IME, também participaram o inglês Peter Allen e a alemã Julia Böttcher, ambos pós-doutorandos, na época com bolsas da Fapesp, e supervisionados por Kohayakawa. Allen e Julia são casados e, hoje, professores no Departamento de Matemática do London School of Economics and Political Science, na Inglaterra.

Outros dois participantes do estudo foram o inglês Robert Morris, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, e o então pós-doutorando da instituição, o também inglês Simon Griffiths, atual professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que teve bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“O estudo foi realizado em grande parte no IME, com visitas de Morris e Griffiths ao instituto”, conta Kohayakawa. Ele exemplifica do que trata o artigo. “Um resultado da Teoria dos Grafos bem conhecido, chamado de Teorema das Quatro Cores, diz que mapas podem ser coloridos com quatro cores sem que países limítrofes tenham a mesma cor. No estudo ganhador do prêmio, trabalhamos com certos problemas que envolvem essa noção de coloração e número cromático”, disse à Agência Fapesp.

Parabéns ao Professor Yoshiharu e seus colaboradores pela honra em receber um prêmio tão importante para um pesquisador na área de Otimização Discreta.

(texto originalmente publicado no Jornal da USP. Veja também matéria publicada pela FAPESP