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" Modelos para a dinâmica da dengue com infecção sequencial e inclusão de estratégias de vacinação por vacina tetravalente"
Sexta-feira 21 Setembro 2018, 14:00
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Candidato: Larissa Marques Sartori  

Orientador:  Profa. Dra. Joyce da Silva Bevilacqua

 

Resumo:  SARTORI, L. M. Modelos para a dinâmica da dengue com infecção sequencial e inclusão
de estratégias de vacinação por vacina tetravalente . 2018. 121 f. Tese (Doutorado) - Instituto
de Matemática e Estatística, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.


A modelagem epidemiológica é uma importante ferramenta que auxilia os órgãos de saúde no
controle de doenças infecciosas pois permitem analisar e comparar diversas estratégias que facili-
tam a tomada de decisões e denições de protocolos. A dengue é atualmente a doença viral humana
com maior número de casos. Possui índice de mortalidade baixo, entretanto, é endêmica em mais
de 100 países e 40 % da população mundial está em risco de contrair a doença. Através dos dados
de noticação de dengue no Brasil, evidenciamos que os surtos são sazonais, que há alternância
de sorotipos ao longo dos anos e mostramos que a doença é diferente em cada localização, e que
somente com uma normalização adequada é possível sugerir um agrupamento coerente de municí-
pios. Neste trabalho, as informações obtidas a partir dos dados são usadas para a estruturação dos
modelos matemáticos e para a estimação de parâmetros que validam estes modelos. Comparamos
a dinâmica de transmissão de dengue com modelos que permitem a interação entre um, dois, três e
quatro sorotipos simultâneos, além da possibilidade de até quatro infecções sequenciais. Os modelos
com múltiplos sorotipos são expandidos do modelo básico estruturado por Kermack e Mckendrick
(1927), que categoriza hospedeiros dentro de uma população de suscetíveis (S), infectados (I) e
recuperados (R) e acoplada a estas variáveis, incluímos a dinâmica dos vetores suscetíveis (V) e in-
fectados (V i ). Nossos modelos incluem: um período de imunidade cruzada de forma que o indivíduo
adquire imunidade permanente para o sorotipo que já foi infectado e imunidade temporária para
os demais; uma forçante de sazonalidade na taxa de nascimento dos vetores; uma assimetria com
taxas de transmissão diferentes para cada sorotipo; e o compartimento dos vacinados, com uma
vacina tetravalente que confere diferentes imunidades para cada sorotipo. Os resultados mostram
que o modelo com coexistência de 4 sorotipos é o que melhor reproduz os dados de incidência de
dengue e que é o mais adequado para analisar estratégias de vacinação com uma vacina tetravalente.
Para a reprodução de surtos anuais é necessário a inclusão da forçante de sazonalidade na taxa de
nascimento dos vetores. Para a análise das estratégias de vacinação, comparamos dois cenários: va-
cinação aleatória na população e vacinação direcionada para faixas etárias. Neste caso, os resultados
demonstram a superioridade da estratégia direcionada e que as escolhas das faixas etárias devem
ser denidas por município e não por um protocolo nacional.

Palavras-chave: Modelagem epidemiológica, dengue, sorotipos, vacina, estimação de parâmetros.

 

Local Sala 144 - bloco "B"