SOBRE O CRESCIMENTO E FORMA DOS SERES VIVOS
AVALIAÇÕES DE PARTICIPANTES
Valdemar W. Setzer
Departamento de Ciência da Computação, IME-USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer
(endereço de e-mail no topo)
Esta versão: 24/5/26
Nesta página encontram-se em ordem cronológica reversa todas as transcrições
(as partes ilegíveis são anotadas com [?]) de avaliações
de participantes presenciais desta palestra, ou remotos no formulário
eletrônico. São transcritos conforme escreveram, literalmente
(sic), no fim da palestra, no One-minute paper, onde
são colocadas as respostas aos seguintes itens: [1]
Coisa mais importante aprendida; [2] Maiores dúvidas que ficou;
[3] Comentários. Itens de números maiores são os
do formulário eletrônico, de palestras remotas. Os originais
estão à disposição para exame. Respostas a algumas dúvidas e meus
comentários são marcados com RESP. Ver o artigo,
e sua apresentação
em ppt. Ver a lista
de palestras dadas e programadas.
2. 22/5/26 palestra remota nos Seminários de Estudos em
Epistemologia e Didática(SEED)/Seminários de Ensino de Matemática
(SEMA) da Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Esses seminários
são abertos. Info: prof. Nilson J. Machado njtudojuntomachad arrob
usp pt br e Marisa Ortegoza da Cunha marisa pt ortegoza no gmail pt com.
Questões adicionais: [4] Grau de satisfação:
1 - muito insatisfeita/o a 5 - muito satisfeita/o; [5] Aprendi coisas
novas: SI - Sim , interessantes/SN - Sim, mas não interessantes/N
- Não.
- [1] Gostei de saber que Setzer também considera o mundo
espiritual que, pra mim, é uma realidade. [2] Não
é exatamente uma dúvida, mas um sentimento que a ciência
necessariamente irá caminhar para investigação
de interação Espírito x matéria. [3]
Fico feliz, por ver que um cientista se permite pensar de forma espiritual.
Acredito que Rupert Sheldrake também teve intuição
desse "molde" da matéria com a proposta do "campo
morfogenético". [4] 5. [6] SI. RESP.:
Ainda bem que não estou sozinho! As evidências são
muito grandes para a existência de processos que não são
físicos no universo e, em particular, no ser humano e nos seres
vivos. Na palestra, tentei mostra que as formas dos seres vivos não
podem ser produzidas fisicamente, pois seguem modelos que não
são físicos. Sim, cada vez mais a ciência materialista
vai se deparar com questões insolúveis e talvez admitir
que há algo que não é físico atuando na
matéria; uma possibilidade disso foi mostrada com a minha teoria
da escolha de uma de várias transições de estado
(configuração físico) fisicamente não-deterministas.
Tenho ainda outra teoria: a de equilíbrio instável, onde
um infinitésimo de energia pode mudar o estado da matéria.
Quanto a Shelldrake, li o seu A new science of life. Pelo que
entendi, o campo morfogenético dele é um campo físico
(isto é, ele não conseguiu deixar o pensar materialista.
Para mim, pp campo morfogenético é físico, e contém
os modelos. Vale a pena assitir uma interessantíssima aula dele
onde ele explica o crescimento de plantas, mas não trata da forma
delas, como eu fiz:
https://www.youtube.com/watch?v=SgYLbH56ldw
- [1] A questão da ordem dos seres vegetais. [2]
A relação da entropia ( física) e a extrema organização
dos seres vivos ( em particular ser humano ). [3] Entender melhor
a entropia nos seres vivos ( ser humano ). [4] 4. [5]
SI. RESP.: O aumento da entropia, isto é, do caos, é
uma questão física. Eu tentei mostrar que para se compreender
algo tão evidente como a forma dos seres vivos, é necessário
abandonar o pensar baseado apenas no mundo físico, na percepção
sensorial ou por meio de instrumentos. Claramente, os seres vivos se
organizam, isto é, localmente eles diminuem a entropia. Mas no
global, ela sempre aumenta. Agora, cuidado com as "leis" da
física, como a da 2ª da termodinâmica. A entropia
é uma grandeza, uma medida. Nenhuma medida mostra apenas uma
propriedade do que está sendo medido. P.ex., estamos acostumados
com os relógios. Eles medem o tempo. Mas a medida do tempo não
é o tempo! Aliás, contrariamente ao espaço, que
pode ser observado (por exemplo, a distância entre as duas mãos),
o tempo não pode ser observado, deve ser vivenciado. Tentei mostrar
como os seres vivos se organizam -- um modelo que não
é físico determina qual transição de estado
será tomado por cada célula em seguida. Pensar em um modelo
que não é físico (e estamos acostumados com modelos
que são mentais, sem consistência física) agindo
sobre um ser vivo é pensar de modo diferente do que o padrão,
que admite apenas processos físicos e com isso jamais vai compreender
o que é um ser vivo. Em minha concepção também
não vai compreender o que é a memória, o sono etc.
E nem mesmo o que é uma partícula subatômica em
seu estado natural, isto é, jamais vai compreender um átomo
no seu estado natural. É fundamental se reconhecer que a física
tem limites intransponíveis, e que é necessário
passar para a metafísca para se compreender certos fenômenos.
Aliás, vou adiantar: em minha concepção nada, absolutamente
nada no ser humano é puramente físico.
1. (Colocado aqui só para registro, pois não foi
passada avaliação; foi usada uma apresentaão resumida,
de 1/2 hora.) 31/10/25 apresentação de trabalho no VI Congresso
Internacional da Faculdade Rudolf Steiner. Info: Maraisa congretudojuntosso
em frs pt edu dot br
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