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O sistema de arquivos é uma parte importantíssima dos sistemas
operacionais, pois ele fornece uma visão abstrata dos dados persistentes (também
chamado de armazenamento secundário), além de ser responsável pelo serviço de
nomes, acesso à arquivos e de sua organização geral.
Um Sistema de Arquivos Distribuído (chamarei de SAD a partir de agora)
tem o objetivo de fornecer os mesmos serviços e recursos de um sistema de
arquivos convencional, pelo menos na visão dos clientes que o acessa, com a
diferença que o SAD pode ser acessado de qualquer máquina dentro de uma rede
(acesso remoto).
Alguns SADs implementam certas transparências para os usuários, que não
precisam saber que estão lidando com um sistema de arquivos de um determinado
tipo ou natureza. Essas transparências [Gal00], junto com uma pequena
descrição, são:
- Nome: O nome do recurso a ser utilizado (como um arquivo) não
deve indicar ou conter indícios de onde está localizado.
- Localização: O usuário não precisa fornecer a localização física
do recurso (no caso um arquivo) para encontrá-lo.
- Acesso: O usuário não perceberá se o arquivo que está sendo usado
é local ou remoto. Essa é a filosofia usada no sistema de arquivos virtual
(VFS) do Linux.
- Replicação: Os arquivos do SAD podem ter cópias armazenadas em
locais diferentes. O usuário não deve perceber que existem várias cópias do
mesmo arquivo. Para ele só será apresentada uma, e quem a escolherá é o SAD.
- Concorrência ou Paralelismo: Vários usuários podem acessar o
mesmo arquivo ao mesmo tempo, mas isso não deve afetar esses usuários nem
outros.
- Falha: O SAD deve garantir que o acesso aos arquivos seja
ininterrupto e sem falhas, sem que o usuário saiba como isso é tratado.
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Roberto Pires de Carvalho
2001-12-10