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Operações Off-Line

A parte mais interessante do CODA é a possibilidade de acessar um sistema de arquivos distribuído estando completamente desconectado da rede. Se um arquivo está armazenado localmente na máquina, o usuário pode ler e escrever no arquivo sem a prévia permissão do servidor.

Quando esse computar é reconectado na rede, o sistema tenta propagar as alterações realizada nos arquivos enquanto desconectado para os servidores apropriados. Conflitos podem ocorrer (por exemplo, dois clientes podem ter alterado o mesmo arquivo enquanto estavam desconectados). O CODA provê ferramentas para o usuário decidir qual cópia deve prevalecer.

Afim de poder oferecer acesso a arquivos enquanto desconectado, a parte cliente do CODA tenta guardar a maior quantidade possível de arquivos no disco local, para o caso da conexão com o servidor ser perdida. Isto é realizado por um mecanismo que associa prioridades para cada arquivo baseado na última vez que o arquivo foi acessado, e uma lista de ``arquivos mais interessantes'' é fornecida pelo usuário (chamada de hoard database), para deixá-los disponíveis mesmo estando offline.

A cada 10 minutos, um processo chamado hoard walk é iniciado para trazer para o disco local todos os arquivos com prioridade mais elevada. A idéia é que todo o trabalho do cliente esteja armazenado no disco local. Se o disco local encher, e um novo arquivo precisar ser trazido, o arquivo com menor prioridade do disco é descartado, dando lugar para esse novo arquivo.

Podemos ver que o CODA não respeita a semântica de sessão (ao contrário do AFS), mas isso é tolerável considerando que queremos uma disponibilidate extra do sistema de arquivos.


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Roberto Pires de Carvalho 2001-12-10