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Sobre a Ciência da Computação

A Ciência da Computação na Era Digital       

"Todas as ciências, ao que parece, estão se tornando ciência da computação". Foi com essa frase que o New York Times traduziu um fenômeno mundial: todos os campos do conhecimento estão se apoiando, cada vez mais, na computação. A consequência disso é uma dependência muito grande da Ciência da Computação, não só no que diz respeito às ciências mas também ao nosso dia-a-dia. As possibilidades abertas pelo atual estágio da computação fazem com que a assim chamada Tecnologia da Informação (TI) se firme presente e necessária em praticamente todos os aspectos da vida moderna, desde os softwares bancários até o Projeto Genoma. É impossível imaginar nossas vidas sem as facilidades e o progresso que essa tecnologia nos trouxe - ainda assim, há uma série de horizontes possíveis a serem explorados, e eles representam desafios aos novos cientistas da computação.

Nos menus laterais você encontrará mais informações que podem ser úteis para sua decisão profissional. Ainda assim, estaremos à disposição para responder suas dúvidas e ouvir suas sugestões por meio do nosso Twitter e do O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..       
A Ciência da Computação emerge como área de ensino e pesquisa na década de 1950, com o desenvolvimento dos primeiros computadores eletrônicos. As novas necessidades da sociedade demandavam soluções impensáveis sem o auxílio da tecnologia computacional – nesse contexto surgem os cientistas da computação, com a missão de propor meios inovadores e criativos para resolver os mais variados problemas. Para isso, esses profissionais trabalham essencialmente com o software, mas essa tarefa não se resume à programação de sistemas; é necessário que se tenha uma perspectiva adequada de situações-problema, que se compreenda quais são as necessidades do cliente para, a partir daí, optar pela melhor solução dentre as possibilidades – isso também é Ciência da Computação.

Com o aperfeiçoamento das próprias tecnologias de que dispõe, a computação adentrou cada vez mais em todas as áreas do conhecimento, tendo adquirido o status de grande propulsora da evolução do homem. Para entender melhor essa área tão essencial, vamos a algumas definições básicas:

O que é Computação?

Computar é manipular dados para obter resultados, de preferência úteis. Milhares de anos antes dos adventos eletrônicos, a computação já era realizada – fosse mentalmente ou mesmo com o auxílio de certos aparelhos tecnológicos (por exemplo, o ábaco). Conforme necessidades mais complexas foram surgindo, a computação foi avançando em suas técnicas, até chegarmos aos sofisticados sistemas que temos hoje.

Por que Ciência? 

A Computação pode ser tratada como ciência ao passo que se baseia nos conhecimentos já adquiridos para buscar constantemente novos conhecimentos – é a teorização de tudo aquilo que já foi observado que vai servir de matéria-prima para o cientista da computação. Há uma grande quantidade de teoria por trás do estudo e da prática da Computação; esta teoria nada mais é que o conhecimento científico oriundo de décadas de pesquisas. É fundamental o papel que a teoria desempenha na atividade profissional, porém não suficiente.


As diversas áreas da Computação e seus campos de atuação

A Computação é um campo amplo que se estende bastante além das fronteiras da Ciência da Computação. A ACM (Association for Computer Machinery) preparou algumas definições que com certeza ajudarão a entender melhor os cursos relacionados a este campo:

Ciência da Computação
Oferece uma base que permite que o aluno se adapte a novas tecnologias e novas idéias. O trabalho dos cientistas da computação divide-se em três categorias: design e construção de software; desenvolvimento de maneiras eficientes de resolver problemas computacionais; elaboração de jeitos novos e melhores de usar computadores. A seguir estão algumas possibilidades de carreira desenvolvidas a partir das áreas citadas [...]

Engenharia da Computação
Estuda o design dos sistemas de software e hardware digitais, incluindo sistemas de comunicação, computadores e dispositivos que contém computadores. Para os profissionais desta área, programar é focado nos dispositivos digitais e suas interfaces com usuários e outros dispositivos [...]

Sistemas de Informação
Diz respeito à informação que sistemas computacionais podem gerenciar para ajudar organizações (companhias, instituições sem fins lucrativos, órgãos governamentais, etc.) a definir e atingir seus objetivos. Também está relacionado com os processos que uma empresa pode implementar e melhorar utilizando a tecnologia da informação (TI). Profissionais de Sistemas de Informação compreendem tanto os fatores técnicos quanto os organizacionais [...]

Ainda sobre essas definições, o Prof. Daltro José Nunes, que já foi vice-presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Computação), escreveu um artigo disponível aqui.

 
 

Aplicações da Ciência da Computação

São inúmeros os campos em que pode ser aplicada a Ciência da Computação, e grande progresso veio a partir dessas aplicações. Antigamente, por exemplo, os dados de um censo populacional eram processados manualmente – não só o trabalho e a demora eram enormes, mas também a possibilidade de erros. Com a devida aplicação de um software que realiza esse processamento, a credibilidade e a eficiência do censo são muito maiores, sem contar que existem softwares que também tornam mais ágil a própria captação desses dados. As eleições, antes das urnas eletrônicas, eram muito mais passíveis de resultados equivocados e fraudes.          

Em 1960 Marshall MacLuhan, em um palpite utópico para o futuro, escreveu: “Um computador como ferramenta de pesquisa e de comunicação poderia reforçar as possibilidades de busca, tornar obsoletas as bibliotecas convencionais, suprir as funções de enciclopédia e entregar dados personalizados em alta velocidade” – a projeção quase profética de McLuhan já é realidade para nós. Na mesma época em que McLuhan viveu, era quase loucura pensar na possibilidade de interagir e compartilhar informações com o mundo inteiro; hoje, temos redes sociais, como Orkut, Flickr, etc.         

O Aeroporto Internacional de Guarulhos realiza mais de 450 operações diárias de pouso e decolagem, transportando milhares de pessoas – são modernos sistemas de tráfego aéreo, desenvolvidos por cientistas da computação, que tornam tudo isso possível e seguro. Essas operações também dependem dos programas de previsões meteorológicas, que processam as imagens obtidas por satélites.      

Nos campos científico e da saúde, as inovações não foram menos impactantes. Com os softwares atuais, é possível simular o comportamento de ecossistemas, prever a dispersão de epidemias, auxiliar no tratamento de doenças. Muitas pesquisas em diversas áreas do saber só foram viabilizadas pela existência de tecnologias computacionais.        

Na área da economia, são software que mediam desde as operações bancárias do dia-a-dia até as transações financeiras internacionais, as bolsas de valores. Também realizam previsões para o mercado financeiro, entre diversas outras aplicações. As empresas representam um campo muito promissor para o cientista da computação; precisam de uma tecnologia que as auxilie em controle de estoque, balanço de gastos, projeção de perspectivas, analises de mercado, etc. Também existem as empresas de tecnologia, onde a aplicação se dará no desenvolvimento de novidades tecnológicas, produtos 'inteligentes' – sem mencionar ainda o segmento de jogos, que envolve games com complexa jogabilidade, criação de realidades virtuais, inteligência artificial, etc.

Além destas citadas aqui, há várias outras possíveis aplicações da Ciência da Computação; muitas ainda esperando para serem descobertas e todas passíveis de serem melhoradas, aperfeiçoadas e adaptadas.
 
 

Por que estudar Ciência da Computação?

Como já descrito nos tópicos anteriores, a Ciência da Computação tem uma função social e um impacto ímpares na sociedade. Além da oportunidade de desempenhar um papel chave nos maiores avanços de nossa época, o cientista da computação encontra a sua frente um cenário mercadológico muito otimista. São diversas áreas precisando de profissionais capacitados e, no Brasil, uma oferta muito baixa de mão-de-obra – não só em quantidade, mas também em qualidade. Sendo assim, os profissionais mais qualificados - formados nos melhores cursos - têm uma inserção rápida no mercado (veja mais sobre mercado de trabalho) e recebem o reconhecimento merecido. Os salários são bons e o estudante normalmente consegue um emprego antes mesmo de se formar.

 

Clique aqui e veja a visão de um ex-aluno sobre o curso de Ciência da Computação no IME-USP

 

 

Por que estudar Ciência da Computação no IME-USP

Bacharelado em Ciência da Computação do IME é um dos mais tradicionais do país e encontra sua reputação atrelada ao renome internacional da Universidade de São Paulo. O curso oferece um sólido embasamento nas áreas fundamentais da computação, possibilitando ao aluno a atuação profissional em uma grande variedade de cargos e empresas (veja mais sobre mercado de trabalho). Por meio da empresa júnior (IME Jr), que desenvolve projetos junto a empresas do setor, os alunos têm a oportunidade de vivenciar uma experiência de atuação profissional de maneira ampla e, ao mesmo tempo, experimental – o que agregará conhecimento e será um diferencial no mercado de trabalho. Os alunos ainda podem se envolver atividades de ensino e pesquisa, através de iniciação científica e bolsas de monitoria.   

Prédio do DCC IME USP

 

Iniciação Científica permite introduzir os estudantes de graduação na pesquisa científica. É a possibilidade de colocar o aluno desde cedo em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa. O aluno é então orientado por um professor de seu departamento, que dará apoio teórico e metodológico na realização do projeto de pesquisa. Poderá ser concedida uma bolsa de iniciação científica.

Um dos diferenciais do IME é a importância que dá para o auxílio de alunos-monitores nas disciplinas. Eles ajudam a tirar dúvidas, corrigem exercícios, etc. Os monitores são escolhidos semestralmente entre alunos que já cursaram a disciplina e o trabalho é remunerado (cerca de 1/3 do orçamento do Instituto é destinado a estas bolsas).

 


ge-selo-dcc-2014Está a disposição dos estudantes uma biblioteca que é referência na área e uma completa infraestrutura computacional. O Instituto mantém atualmente uma série de convênios com universidades estrangeiras, possibilitando o intercâmbio de alunos. Os docentes são essencialmente doutores dedicando-se em tempo integral ao trabalho no Instituto, onde são desenvolvidas pesquisas de ponta em diversas áreas da computação.

De uma forma geral, podemos dizer que, em seus dois primeiros anos, nosso curso dá ao aluno uma sólida formação básica em Matemática e Computação. No terceiro ano é oferecido o que entendemos como “núcleo” da Computação, que engloba as áreas fundamentais para a formação de um profissional da área. O quarto e último ano do curso é voltado à formação complementardo aluno, com incentivo à construção de um currículo flexível (através das disciplinas optativas) e de uma experiência acadêmico/profissional adquirida com o trabalho de formatura, que é elaborado a partir da experiência do aluno em um estágio supervisionado, ou em uma iniciação científica realizada. Uma preocupação bastante forte em nosso curso é garantir que o aluno seja confrontado com os diversos problemas éticos e sociais da área.      

Durante o curso prevemos ainda a realização de pelo menos duas disciplinas optativas fora da área de Computação. Esperamos com isso que o aluno busque aprimorar sua formação humanística, essencial para o exercício da profissão e da cidadania.


O curso têm uma duração ideal de 4 anos (8 semestres), mas o aluno tem até 8 anos para se formar. Há ainda a possibilidade de continuar a formação acadêmica, já que o Instituto também oferece, desde 1972, os cursos de Mestrado e Doutorado em Ciência da Computação.         

Os alunos e docentes têm recebido seguidos prêmios em seus projetos, dissertações e atuações em competições internacionais.


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A seguir, alguns dos livros publicados por docentes do Instituto:         


CORREA DA SILVA, F.
S. ; FINGER, Marcelo .  Introdução À computação para administradores. Elsevier, 2009



TERADA, Routo . Segurança de
Dados - 2a
. ed.
Blücher, 2008

CORREA DA SILVA, F. S.  MELO, Ana Cristina Vieira de . Modelos Clássicos de Computação. Thomson Learning, 2006

SILVA, F. C. ; FINGER, M. ; MELO, A. C. V. . Lógica para Computação. Thomson Learning, 2006

SETZER, V. W. . Bancos de Dados: O que são, melhore seus conhecimentos, construa os seus. Edgard Blücher, 2005

SETZER, V. W. .
Meios Eetrônicos e Educação - Uma
visão alternativa
.
Editora Escrituras,
2005



IAZZETTA, F. (Org. )  QUEIROZ, M. (Org. ) .
I Seminário Música, Ciência e Tecnologia: Acústica Musical
.  ECA/USP; IME/USP, 2004



CORREA DA SILVA,
F. S. ; AGUSTI, J. . Knowledge Coordination. John
Wiley and Sons, 2003

MELO, Ana Cristina Vi-
eira de ; CORREA DA SILVA, F. S. Princí-
pios de Linguagens de Programação
. Edgard Blucher, 2003
   
CESAR JUNIOR, R. M. ; COSTA, L. da F. . Shape Analysis and Classification: Theory and Practice. CRC Press, 2001

MOREIRA, C. G. T. A.  KOHAYAKAWA, Y. . Tópicos em Combinatória Contemporânea. IMPA, 2001



GABBAY, D. ; FINGER, M. ; REYNOLDS, M. . Temporal Logic. Oxford University Press, 2000

TERADA, Routo . Segurança de Dados. Blucher, 2000.

SETZER, V. W. ; Nassu, E. A. . Bancos de Dados Orientados a Objetos. Edgard Blücher, 1999

KON, F. ; SETZER, V. . Introdução À Rede Internet e Seu Uso. Edgard Blücher, 1995

SETZER, V. W. . Tietokoneet ja Kouluikäiset? Väitteitä ja Perusteluja. Heikki Harjunen, 1993



SETZER, V. W. . Computer in der Schule? Thesen und Argumente. Verlag Freies Geistesleben, 1992

TERADA, Routo . Desenvolvimento de algoritmos e estrutura de dados. McGraw-Hill, 1991

SETZER, V. W. . Computers in Education.
Floris Books, 1989

FEOFILOFF, Paulo
Algaritmos em Linguagem C.
Campus/Elsevier, 2009

Clique aqui para acessar a lista completa de livros publicados/organizados por docentes do DCC.

 

 

Qual o perfil do aluno ingressante?

Ao contrário do que se pensa, não é preciso saber programar ou ter grande familiaridade com a matemática. O essencial é que o aluno se interesse pelo assunto e tenha vontade de aprender. É de grande benefício um bom raciocínio lógico-matemático e a capacidade de pensar de maneira abstrata. Também é útil boa comunicação (oral e escrita).

 

 

Qual o perfil do aluno formado?

O curso foi concebido para formar profissionais criativos, éticos e competentes para desempenhar atividades na área de computação e informática. O aluno formado deve, antes de tudo, estar atento às mudanças do mercado e ser um profissional versátil para se adaptar rapidamente às novíssimas tecnologias. Ao concluir a graduação no IME-USP, estará apto a exercer posições de liderança no mercado de trabalho – não só programar, mas também projetar novos sistemas, liderar grupos de analistas e programadores, propor novas tecnologias, etc.
 

 

Mais informações sobre o mercado de trabalho

O renome e a tradição do IME abrem várias oportunidades ao egresso: “Se eu bater o olho no currículo de uma pessoa com experiência em gerência de projetos e formação em Ciência da Computação na USP, certamente ela será chamada para entrevista” resume Malena Martelli, diretora de recursos humanos da Unisys em entrevista à Revista INFO.    

No Brasil, o mercado de TI  (Tecnologia da Informação) movimenta aproximadamente U$8 bilhões por ano. O índice de desemprego para bons profissionais beira 0% e a taxa de crescimento do mercado de desenvolvimento de softwares é de 5 a 15% ao ano. Este é o cenário otimista encontrado pelo cientista da computação, e as perspectivas indicam que o mercado continuará aquecido nos próximos anos.

Brasil é terceiro melhor mercado para indústria de TI dos EUA (ComputerWorld Brasil)

Setor de software no país deve retomar forte crescimento em 2010 (Reuters)
Procuram-se mulheres de TI (Revista INFO)
Brasil e Argentina lideram tecnologia da informação na região (Revista EXAME)
Setor de TI pode crescer 6% na América Latina em 2010, diz IDC (Valor Online)

Algumas empresas que oferecem vagas:
- Accenture, IBM, UOL, LocaWeb, Microsoft, HP, Google, Amazon          
- Telefonica, Nokia, DoComo
- Bancos, Bovespa, BM&F     

O egresso estará capacitado para atuar também em empresas cuja atividade fim não é necessariamente a computação, mas que têm necessidade de sistemas computacionais para atender seus problemas específicos (sistemas para engenharia, ciências naturais, indústria, área do petróleo, etc).

 

Alguns grandes desafios aos novos cientistas da computação

- Organizar e administrar o conhecimento humano. Atualmente, produz-se mais conhecimento do que qualquer ser humano seria capaz de administrar. É uma verdadeira "explosão" de dados e informações e poucas pessoas se deram conta da magnitude disso tudo. São postados 50 milhões de tweets por dia (600 por segundo!), milhares de vídeos no YouTube, artigos científicos, imagens de satélites, dados sobre transações financeiras - há a necessidade de desenvolver ferramentas que automaticamente organizem, recuperem, transmitam e guardem essas informações.

Facilitar a colaboração e a interação entre as pessoas, empresas e sistemas. Novos software podem ajudar a melhorar a articulação entre essas partes, contribuindo para interações mais eficientes, claras e dinâmicas.

Colaborar com a área da Saúde, por meio de sistemas que auxiliem nos prognósticos, diagnósticos e tratamentos das doenças, ou mesmo na simulação de epidemias.

Colaborar com a área da Educação, por meio de sistemas que tornem o aprendizado mais dinâmico, interativo e eficaz, ou mesmo por meio de softwares que possibilitem uma análise mais complexa do sistema educacional.
 
Expandir as habilidades cognitivas humanas, ou seja, ampliar nossas capacidades intelectuais, desenvolver meios que possibilitem melhor apreensão do mundo pelo homem, que tornem possíveis novas percepções formas mais eficientes de lidar com os dados disponíveis.

Entender e simular, por meio de software, sistemas complexos, como o comportamento humano, de economias, de civilizações, de ecossistemas.

Desenvolver artefatos "inteligentes" - celulares inteligentes, casas inteligentes, cômodos inteligentes, carros e estradas inteligentes... mecanismos que melhorem nossa qualidade de vida.

Desenvolver meios automatizados de reconhecimento e comparação de imagens, de vídeos, de documentos, de dados em geral.


Adaptação baseada em lista elaborada pela Iowa State University